Contra o desfinanciamento | Fórum das 12 articulará audiência pública e mobilização contra cortes orçamentários nas UEBA

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O Fórum das ADs participou, nesta terça-feira, 25, da segunda reunião do Fórum das 12 em 2026. A instância reúne representações das três categorias acadêmicas (docentes, técnicas(os) e analistas, estudantes) para debater e construir agendas e estratégias voltadas à valorização das Universidades Estaduais da Bahia (UEBA).

O subfinanciamento das UEBA, com a consequente precarização das condições de trabalho e estudo, além dos desafios à autonomia universitária, seguiram no centro das discussões. O debate também avançou sobre temas como a defesa da política de cotas raciais para o ingresso de estudantes, docentes e servidores nas Universidades Estaduais, bem como o fortalecimento de políticas de permanência estudantil.

Compareceram na segunda reunião deste ano as Associações Docentes que compõe o Fórum das ADs (ADUFS, ADUNEB, ADUSB e ADUSC), os Diretórios Centrais dos Estudantes (DCE) da UEFS, da UESB e da UNEB, e o Sindicato dos Técnicos Administrativos da UESC (AFUSC).

Embora convidados com antecedência, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau do Estado da Bahia (Sintest-BA), que representa os técnicos administrativos da UEFS e da UNEB, e o Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos da UESB (AFUS), mais uma vez não enviaram representantes. Pelo segmento estudantil, o Diretório Central dos Estudantes da UESC também não se fez representar.

Diante da necessidade de rearticular e unificar a luta em defesa do ensino superior gratuito, democrático e socialmente referenciado, o Fórum das ADs lamenta essas ausências em um contexto marcado por uma política sistemática de desinvestimento e cortes orçamentários promovida pelo governo estadual contra as UEBA.

Somente em 2025, foi registrado um corte superior a R$ 365 milhões entre o orçamento autorizado pela Assembleia Legislativa (ALBA) e o efetivamente realizado pelo executivo. Desse total, mais de R$ 140 milhões deixaram de ser destinados a investimentos e mais de R$ 190 milhões à manutenção e custeio.

Essa política tem aprofundado a precarização da infraestrutura das universidades, ampliado as barreiras à permanência estudantil, favorecendo a evasão discente, além de atacar os direitos trabalhistas de docentes, técnicas(os) e analistas.

Entre os encaminhamentos do encontro desta terça-feira está a articulação para a promoção de uma audiência pública na ALBA, com o objetivo de debater a Lei Orçamentária Anual (LOA) e a previsão orçamentária para a manutenção e expansão das quatro Universidades Estaduais da Bahia. A atividade, prevista para ocorrer em novembro, será precedida por uma campanha de mobilização nas redes sociais em defesa do investimento de 7% da Receita Líquida de Impostos para o funcionamento das Universidades e mais 1% para permanência estudantil.

A reunião também tratou da discussão preliminar de um regimento para o Fórum das 12 e da coleta de assinaturas das entidades que vão apoiar o manifesto contra o sucateamento das UEBA e a política de austeridade do governo, documento que será consolidado e encaminhado para a subscrição final.

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