ADUNEB realiza reunião ampliada para debater discriminação e violência na universidade

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A ADUNEB realizou nesta terça-feira (15) uma reunião ampliada com a categoria para refletir sobre o Protocolo de Combate, Prevenção, Enfrentamento e Apuração de Assédio Moral e Sexual, Racismo, LGBTfobia e Qualquer Discriminação e Violência. Preocupação constante da base docente da universidade, que ganhou ainda mais ênfase e urgência a partir da ascensão do fascismo no Brasil com os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, o protocolo foi elaborado e aprovado pelo ANDES-SN no 43º Congresso do Sindicato Nacional, em 2025. A mesa de discussão foi conduzida pelas professoras Caroline Lima, 1ª Vice-Presidenta do ANDES-SN; Karina Sales, Coordenadora Geral da ADUNEB e Kátia Barbosa, Coordenadora de Comunicação da seção sindical.

Caroline apresentou o protocolo e contextualizou sua construção política e estrutural. Retomou uma série de situações de violência sexual, racial, política e moral nas instituições, ocorridas, principalmente, pela ausência de uma política robusta instaurada para tratar desses casos. Para a professora, a tarefa da base é refletir sobre maneiras e caminhos para instaurar esse protocolo na UNEB, um universo multicampi, e sobre como garantir apoio institucional às pessoas que sofrem esse tipo de violência nos campi mais distantes da área central do Estado. Caroline explicou que o objetivo do documento é instaurar diretrizes, normas e procedimentos que sirvam como base para políticas institucionais de acolhimento e proteção nas universidades públicas, Institutos Federais (IFs) e Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETS).

A mesa de discussão teve como objetivo traçar estratégias para a adoção legal dessas diretrizes técnicas e políticas por parte das instituições às quais se destina. Ainda que o protocolo seja um direcionamento do sindicato nacional, sua implementação depende da gestão de cada uma delas. Karina Sales e Kátia Barbosa, coordenadoras da ADUNEB, defenderam a necessidade de seguir na luta e na articulação para a implementação no âmbito da UNEB.

Para que isso ocorra, a base encaminhou, inicialmente, que as/os representantes das subseções departamentais da ADUNEB criem seus espaços de diálogo em seus departamentos, agregando também representantes dos movimentos estudantil e técnico-administrativo. Além disso, Karina Sales se comprometeu a levar o assunto às reuniões do Fórum das ADs e do Fórum das 12, agendadas para a próxima semana, além de articular o diálogo com o DCE e o Sintest, em Salvador. Após isso, a proposta é amadurecer as questões e levá-las para o âmbito da Reitoria da universidade como uma demanda urgente da comunidade acadêmica.

ANEXO
ACESSE AQUI O PROTOCOLO

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