ADUNEB, DCE e SINTEST realizam o lançamento do Comitê em Defesa da Soberania Nacional e da Universidade Pública



Diante dos ataques à democracia e da ascensão da extrema direita no Brasil, os movimentos docente, discente e técnico-administrativo da UNEB, preocupados com os rumos do país, uniram forças para a criação do Comitê em Defesa da Soberania Nacional e da Universidade Pública. O lançamento oficial ocorreu na tarde desta quarta-feira, no Campus I, em Salvador.
Ação coletiva das três instâncias da comunidade acadêmica, ADUNEB, SINTEST e DCE, o comitê justifica sua criação diante das ameaças à autonomia e à soberania dos países da América Latina que avançam com as pressões, sanções e intervenções políticas diretas do governo de Donald Trump.
No Brasil a soberania nacional tem sido atacada nos âmbitos econômico, geopolítico e por disputas pelo controle de recursos estratégicos. A exemplo disso estão a imposição norte-americana de reajustes de tarifas alfandegárias, restrições comerciais que tendem a enfraquecer o país e a cobiça pelos recursos naturais e as riquezas brasileiras, como o petróleo e as terras raras.
Durante o lançamento do comitê, a professora Ronalda Barreto apresentou uma análise de conjuntura política, contextualizando o perigo do avanço da extrema-direita no país e as inúmeras investidas que vêm sendo realizadas para fragilizar a República Brasileira. Para isso, buscam abalar a confiança da população nas instituições, fragilizando a sua capacidade de crítica, na tentativa de impedi-la de resistir ao retrocesso da democracia e facilitando intervenções que beneficiem interesses estrangeiros.
Seguindo nessa linha de raciocínio, o professor Cléber Julião da Costa trouxe elementos fundamentais para pensar o comportamento eleitoral no país. Destacou o protagonismo de temas de cunho policial, com foco na corrupção, no debate eleitoral, em detrimento de pautas de reais propostas sobre temas como economia, saúde, educação, segurança, entre outras.

O professor Abraão Félix da Cunha, integrante do comitê, destacou a relevância do trabalho que o coletivo vem realizando dentro da universidade e da necessidade de ampliar o alcance e o diálogo com toda a sociedade. Enfatizou a importância de buscar fazer isso com uma linguagem acessível, para que cada vez mais pessoas consigam compreender e refletir sobre o cenário político atual e a necessidade de defender veementemente a soberania nacional e a universidade pública.
Eduardo Arruda, membro da coordenação executiva do DCE, afirmou que para o diretório estudantil o lançamento do Comitê em Defesa da Soberania Nacional e da Universidade Pública foi uma ação de extrema importância principalmente diante da gravidade do momento político do Brasil e do avanço da violência e do enfraquecimento das instituições públicas e da perseguição às universidades públicas. “DCE, ADUNEB e Sintest são instituições forjadas na luta e na defesa das pautas populares e precisamos usar nosso potencial para defender a universidade e preservar a democracia e a soberania do país”, destacou.
O lançamento do comitê contou com a presença de professoras/es, estudantes, funcionárias/os e representantes de movimentos sociais. As/os participantes reafirmaram o compromisso de seguir com as ações de diálogo, panfletagem e outras que visem a defesa da soberania nacional e da universidade pública. Também fizeram ecoar o manifesto do comitê que afirma: “nada sobre o Brasil sem os interesses das brasileiras e dos brasileiros!”


