ADUNEB repudia mais uma vida ceifada pelo racismo
Autor: Assessoria ADUNEBData de Cadastro: 20/11/2020

Às vésperas do Dia da Consciência Negra, mais um assassinato motivado pelo racismo estrutural foi registrado no Brasil. Um homem negro foi espancado até a morte por dois seguranças brancos do supermercado da rede Carrefour, na zona norte de Porto Alegre.
A vítima, João Alberto Freitas, 40 anos, foi ao supermercado com a esposa e, segundo testemunhas, após uma discussão no caixa, foi levado ao estacionamento inferior do local, onde ocorreram as agressões. A causa mortis foi chutes, diversos socos e sufocamento, mas, sobretudo, o ódio pela cor da pele.
Vídeos da vítima sendo covarde e violentamente agredida, pedindo socorro, foram divulgadas nas redes sociais e por veículos de imprensa. Em nota, a rede Carrefour informou repudiar qualquer tipo de violência, que irá rescindir os contratos dos agressores e prestar apoio à família. Mas será que só isso basta? Quantos mais morrerão vítimas do preconceito e das políticas genocidas do Estado brasileiro? No país, 75,7% das vítimas de homicídio são negras. Os assassinatos de pessoas negras cresceram 11,5% em 10 anos, enquanto os de pessoas brancas caiu em 13% no mesmo período. Os dados são do Atlas da Violência 2020.
Urge combater o genocídio da população negra, pobre e periférica. A ADUNEB repudia qualquer ato de preconceito contra a cor de pele ou raça. A coordenação do sindicato clama por justiça a João Alberto e defende a tese de que não basta não ser racista, é preciso combater o racismo. Que os assassinos, assim como a empresa Carrefour, sejam punidos exemplarmente. A ADUNEB luta para que negras e negros possam, cada vez mais, conquistar espaços de poder historicamente negados. Somente assim, a partir da ocupação de espaços e da efetivação de políticas públicas antirracistas, a estrutura social vigente poderá ser quebrada, a fim de compensar as discrepâncias seculares da sociedade.
#VidasNegrasImportam
Coordenação ADUNEB
