Nota de solidariedade às universidades estaduais de São Paulo

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Estudantes da USP, Unesp e Unicamp estão em greve, em luta por investimento em permanência estudantil, melhorias nas moradias e aumento dos auxílios. A greve teve início em 15 de abril na USP, em meados de maio na Unesp e no último dia 18 na Unicamp, se consolidando como um grande movimento unificado.

Em 20 de maio, o movimento levou milhares de estudantes, professoras/es e servidoras/es em marcha até o Palácio dos Bandeirantes para protestar contra as privatizações, os cortes orçamentários e o sucateamento da educação pública no Estado. Também denunciaram a violência policial empenhada na desocupação da Reitoria da USP e a criminalização de manifestantes. A ocupação teve início em 7 de maio e foi realizada após o interrompimento unilateral do diálogo entre a administração central da universidade e o movimento estudantil.

Representantes do governo estadual receberam uma comissão do movimento estudantil durante a marcha. Porém, até o momento, não houve avanços na negociação de suas pautas. Entre os principais pontos estão o reajuste e ampliação do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE); melhorias nos serviços como o restaurante universitário e a moradia estudantil; a contratação de professoras/es através de concursos públicos e melhorias estruturais, em especial, nos campi periféricos e do interior.

Durante a greve que já dura cinco semanas na USP, as unidades buscam acordos em relação à reposição das aulas sem punições. Porém, na sexta-feira (23) o Instituto de Física divulgou em suas redes sociais um comunicado informando a perda do semestre letivo caso discentes não retornassem às aulas nesta segunda-feira (25) e ainda ameaçam o cancelamento das matrículas de calouros. O movimento discente classificou a mensagem como alarmista e informou que as negociações ainda seguem em curso.

A ADUNEB se solidariza às/aos estudantes das universidades estaduais de São Paulo, reconhecendo a legitimidade de suas pautas para a garantia de direitos que assegurem uma educação pública superior comprometida com a transformação e a inclusão social. Ressalta, ainda, a importância da luta estudantil como parte fundamental na defesa da universidade enquanto patrimônio e direito da população brasileira e a necessidade de seguir escrevendo sua história sob as bases da justiça social.

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