Em greve desde 8 de maio, Estadual do Pará tem problemas semelhantes aos das Ueba

 A categoria docente da Universidade Estadual do Pará (Uepa) deflagrou greve no último dia 8 de maio. Com a aprovação em assembleia geral, os professores e professoras aderiram à greve do funcionalismo público estadual, que já acontece desde 30 de abril. Na pauta de reivindicações até agora não atendidas, nota-se vários itens semelhantes aos problemas enfrentados pelas Universidades Estaduais da Bahia (Ueba).

Assim como na pauta dos professores da Uneb, Uefs, Uesb e Uesc, na estadual do Pará um dos pontos também diz respeito à reposição salarial, para recompor as perdas causadas pela inflação. Enquanto no Pará, de acordo com os cálculos e a realidade local, os docentes exigem 30%; na Bahia, após a análise do Dieese a reivindicação é de 20,1%. A perda que impacta o orçamento familiar de milhares de docentes é fruto da negativa do estado baiano em pagar, nos últimos três anos, o reajuste linear dos servidores públicos. 
 
O déficit orçamentário também é outra grave questão que atinge tanto a Uepa quanto às estaduais baianas. A falta de prioridade aos problemas da educação pública superior, dos governos do Pará (Simão Jatene / PSDB) e da Bahia (Rui Costa / PT) faz com que os recursos sejam desviados a outros setores, causando a precarização e a falta de infraestrutura. Assim, na luta pelo ensino de qualidade e na defesa da categoria, o Movimento Docente (MD) dos dois estados também reivindica concurso público para suprir o déficit do quadro de vagas; a progressão na carreira, como um direito do trabalhador; e recursos que possibilitem mais investimentos à ensino, pesquisa e extensão. Nas Ueba a reivindicação é pelo repasse de, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI).
 
Segundo a coordenação da ADUNEB, referente à garantia de direitos trabalhistas, o cenário da Bahia também é crítico. Os dados divulgados pela Pró-Reitoria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (PGDP) mostram que, apenas na Uneb, são 491 docentes com promoções, progressões e alterações de regime de trabalho negados pelo governo petista. 

Silêncio de Rui Costa 

Na tentativa de dialogar com o governo do estado, buscando a possibilidade de negociação sem a necessidade do legítimo recurso da greve, na terça-feira (15), coordenadores da ADUNEB e do Fórum das ADs estiveram na Governadoria (veja o vídeo). Pela terceira vez, sendo a primeira em dezembro de 2017, foi protocolada a pauta reivindicações do MD. 
 
Em 26 de março, coordenadores das ADs foram recebidos pela subsecretário da Educação Nildon Pitombo (leia mais) . Na ocasião o gestor reconheceu os problemas, informou que já tinha conhecimento das reivindicações e se comprometeu em agendar reuniões com o secretário da Educação Walter Pinheiro, e com o representante da Secretaria de Administração, Adriano Tambone. Assim como antes do diálogo com Pitombo, a omissão do governo continua imperando.
 
O descaso do governo Rui Costa fez com que a categoria docente das Ueba fechasse os portões das universidades, por 24h, em 25 de abril (leia mais). Manifestações aconteceram em Salvador e várias localidades do interior, como Vitória da Conquista e Feira de Santana. Os professores das quatro Ueba já têm aprovada, desde o ano passado, o Indicativo de Greve da categoria.
 
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