Punição aos golpistas depende da mobilização social

Após o Supremo Tribunal Federal (STF), em 26 de março, baseado na consistência das provas, decidir que o ex-presidente Bolsonaro e mais sete parceiros deveriam se tornar réus, a fim de serem julgados pela tentativa de golpe de Estado, a necessidade de aumento da mobilização e a ocupação das ruas, pelos setores progressistas da sociedade tornou-se a ordem do dia. Somente por meio da ocupação ampla das ruas em mobilizações, protestos, comícios e passeatas que será possível exercer pressão nas bancadas reacionárias do Congresso Nacional.
A citada conspiração golpista refere-se a trama organizada com o intuito de impedir a posse do presidente Lula e, por meio de golpe de Estado, manter Jair Bolsonaro e a extrema-direita no poder. Porém, as investigações também sugerem ligações dos golpistas com o vandalismo ocorrido em Brasília, em dezembro de 2022; o bloqueio das estradas realizado por grupos de caminhoneiros após a eleição de Lula; e ainda a invasão, violência e depredação dos prédios dos Três Poderes (patrimônio público), em 8 de janeiro de 2023, início do atual governo.
Segundo informações divulgadas na imprensa, após a decisão do STF em tornar Bolsonaro e seus asseclas réus, o deputado federal e líder da oposição, Luciano Zucco (PL), afirmou que o objetivo do seu grupo político é fortalecer e agilizar a apreciação da proposta que defende a anistia irrestrita a todos os envolvidos na tentativa de golpe, em 8 de janeiro de 2023.
A expectativa dos golpistas é que neste 1º de abril, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos) faça uma reunião com as lideranças da Casa de Leis. Em pauta está o pedido de urgência no projeto de anistia. Caso a urgência seja aprovada, a tramitação do projeto será acelerada, deixando de ser discutida nas comissões temáticas da Câmara. Segundo o PL, partido de Jair Bolsonaro, a anistia recebe apoio de deputados do União Brasil, Republicanos, PSD, Podemos, Progressistas, Novo e PSDB.
Diante do preocupante cenário, a ADUNEB conclama a união de professoras e professores, demais integrantes da comunidade acadêmica da UNEB, sindicatos, centrais sindicais, militantes de movimentos sociais e outras organizações políticas a fortalecer a unidade de luta. Urge a necessidade de reocuparmos as ruas em defesa da Democracia.
Coordenação ADUNEB
