ADUNEB faz reunião com Fórum de Diretoras/es de Departamentos da UNEB

 A coordenação da ADUNEB fez reunião remota com as/os diretoras/es dos departamentos da UNEB nessa segunda-feira (13). Em pauta estavam as questões relacionadas à discussão sobre ensino remoto, durante e após o isolamento social e, também, a ingerência de instâncias do governo estadual na administração da universidade.

A reunião foi solicitada pela ADUNEB que considerou a atividade muito produtiva. Na ocasião, a coordenação do sindicato reafirmou a posição do Movimento Docente quanto à pauta sobre ensino remoto e, ainda, teve a possibilidade de dialogar e trocar experiências com as/os professoras/es que atuam como gestores da instituição e são representantes no Conselho Universitário. 

Sobre o debate referente ao ensino remoto, a ADUNEB fez a defesa dos encaminhamentos da plenária docente, realizada na quarta-feira (08) (leia mais). O sindicato reafirmou a necessidade de um amplo e detalhado diagnóstico sobre a universidade que, com base nas características da multicampia, possa evidenciar seu perfil, demandas, desafios e carências. A partir do resultado do diagnóstico, realizar o planejamento da universidade no seu conjunto, o planejamento pedagógico, a formação e o provimento das necessidades materiais e tecnológicas de estudantes, docentes e servidoras/es técnicas/os. 

Autonomia universitária

Ficou evidenciada, na discussão sobre o cotidiano administrativo da universidade, a falta de autonomia administrativa e financeira que dificulta o trabalho das/os diretoras/es e viola direitos das/os docentes e servidoras/es técnicas/os. Fenômeno provocado pelo governo do estado, que intervém, com profundidade, nas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Várias falas demonstraram que, embora o problema de ingerência do governo do estado já existisse na universidade, a questão foi intensificada a partir da implantação do SEI e do RH Bahia. Para a ADUNEB, os dois sistemas exercem a função de controlar externamente as universidades estaduais, feito por técnicos/as do governo que não entendem as especificidades e a dinâmica da universidade. 

Os problemas são de todas as ordens, a exemplo de alocação incorreta de docentes em colegiados, corte indevido de auxílio insalubridade, entrave na aquisição de equipamentos, processos de alteração de regime de trabalho negados, entre outros.
 
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