Solidariedade aos ativistas humanitários detidos e agredidos ilegalmente por Israel

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A Coordenação da ADUNEB manifesta irrestrita solidariedade aos 428 tripulantes e ativistas de causas humanitárias — entre os quais três brasileiras e um brasileiro — que integravam a Global Sumud Flotilha e foram ilegalmente interceptados e detidos em águas internacionais. O fato aconteceu na semana passada, enquanto tentavam levar medicamentos e alimentação ao povo de Gaza.

Inúmeros relatos, vídeos e fotos denunciam que, após capturados, as e os militantes sofreram várias formas de agressão, muitos inclusive sendo torturados, com ossos quebrados, estupros e demais violências sexuais.

A ADUNEB repudia de maneira veemente todas as formas de agressão e humilhação impostas pelas forças de segurança de Israel, comandadas de maneira nefasta e violenta pelo Ministro da Segurança Interna, Itamar Ben-Gvir.

Denúncias nas redes sociais realizadas por membros da Flotilha afirmam que 53 integrantes da ação humanitária internacional foram hospitalizados devido à violência do Estado de Israel. Organizações de direitos humanos denunciam que mais de 9.600 palestinas e palestinos — dos quais quase 400 são crianças — seguem encarceradas/os nas masmorras sionistas, sob a imposição de brutalidades que envolvem estupros, amputação de membros, fome, sede, entre outras barbaridades.

O ativista humanitário brasileiro e um dos organizadores da Global Sumud Flotilha, Thiago Ávila, que recentemente também esteve preso ilegalmente por Israel, fez um forte relato em suas redes sociais: “Soldados israelenses estupraram ativistas humanitários que transportavam alimentos e medicamentos para crianças famintas em Gaza! Precisamos deter esses monstros! Precisamos deter essa força de ocupação que não respeita o direito internacional nem o direito humanitário. Não se trata apenas de Itamar Ben-Gvir, mas de todo o regime colonial, com Benjamin Netanyahu, Bezalel Smotrich, Gideon Sa’ar, Israel Katz e todos os outros criminosos de guerra, além de seus aliados cúmplices dentro e fora de Israel”.

A ADUNEB defende a adoção de medidas diplomáticas contundentes contra Israel por parte da ONU e dos principais países do mundo que a integram. Da mesma maneira, não basta ao governo brasileiro divulgar notas críticas às ações do Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu cada vez que uma missão humanitária for interceptada com violência pelo exército israelense. É necessário romper as relações comerciais com aquele país, principalmente a comercialização de petróleo, fator que ajuda a viabilizar o massacre contra o povo palestino.

Pela Palestina livre, do rio ao mar!

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