Nota de solidariedade ao Lab.TERRASS (UFSB) e à comunidade quilombola de Volta Miúda

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 A Coordenação da ADUNEB manifesta irrestrita solidariedade ao Laboratório de Estudos sobre Territorialidades, Subjetividade e Saúde (Lab.TERRASS), grupo de pesquisa da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), e a todas as pessoas que o constituem: docentes, pesquisadoras/es e estudantes. Manifesta, ainda, apoio aos integrantes das comunidades quilombolas do município de Caravelas, Extremo Sul da Bahia, em particular ao Quilombo Volta Miúda. A ADUNEB também faz contundente crítica à nota publicada pela Reitoria da UFSB que, em 29 de agosto, minimizou e desqualificou o trabalho desenvolvido pelo Lab.TERRASS.

Durante todo o mês de julho e início de agosto, uma parceria entre o Lab.TERRASS e a Associação dos Produtores Remanescentes Quilombolas de Volta Miúda (APRVM) divulgou, em redes sociais, vídeos de denúncia sobre crimes ambientais que acontecem na região. Segundo as publicações, empresas que atuam de maneira maciça na monocultura do eucalipto têm aplicado agrotóxicos a apenas 100 metros das residências quilombolas. De acordo com a Instrução Normativa MAPA nº 2/2008, legislação federal vigente, a distância mínima permitida para a aplicação do veneno é de 250 metros.

Há décadas, as comunidades quilombolas de Caravelas denunciam a prática devastadora da monocultura do eucalipto na qual, entre os vários impactos ambientais, está a aplicação de agrotóxicos que contaminam a vegetação, os rios, a fauna silvestre, as produções da agricultura familiar, entre outros.

Após a divulgação dos vídeos, para o espanto de todas e todos que defendem a vida, os recursos naturais, a agroecologia e os direitos humanos, a Reitoria da UFSB publicou uma nota questionando os materiais por falta de rigor científico e metodológico, isentando a instituição pública de ensino de tais denúncias.

No mês de maio deste ano, a ADUNEB, compreendendo a responsabilidade da universidade com os movimentos populares, com as comunidades e com os territórios que as circundam, esteve presencialmente na região de Volta Miúda. Na ocasião, denunciou o avanço da monocultura do eucalipto sobre as comunidades tradicionais quilombolas locais (leia aqui).

A ADUNEB ressalta que o fazer acadêmico e sua produção científica devem estar atrelados aos interesses da classe trabalhadora, dos movimentos populares e sociais e das comunidades historicamente oprimidas, visando à equidade econômica e social da sociedade brasileira.

Manifeste seu apoio assinando a Nota Pública produzida pela Associação dos Produtores Remanescentes Quilombolas de Volta Miúda (APRVM) (clique aqui e assine).

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