ADUNEB promove exibição do documentário "Semente Baobá: o florescer dos falares brasileiros"
Sessão ocorre na próxima terça-feira (03), às 16h, e contará com a presença do diretor José Walter Nunes.

A ADUNEB promove a exibição do documentário "Semente Baobá: o florescer dos falares brasileiros", dirigido por José Walter Nunes, na próxima terça-feira (03), às 16h, no auditório da sede da seção sindical, em Salvador. A atividade é gratuita, aberta a toda a comunidade acadêmica e contará com a presença do diretor para um bate-papo com o público após a exibição.
O filme é uma realização conjunta da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e da Universidade de São Paulo (USP). Aborda formas de expressões comuns às/aos brasileiras/os, que recombinam línguas/linguagens-culturas trazidas pelos povos vindos de África e reconfiguram padrões interacionais e culturais brasileiros num formato afrodiaspórico.
A ADUNEB orgulha-se de apoiar a realização e exibição do documentário, reconhecendo sua profunda relevância na perspectiva étnico-racial. Entende que a obra cumpre um papel histórico e pedagógico fundamental ao abordar formas de expressões que recombinam línguas e linguagens-culturas trazidas pelos povos vindos de África, reconfigurando os padrões interacionais e culturais brasileiros em um rico formato afrodiaspórico. Para o sindicato, fomentar iniciativas focadas na educação para as relações étnico-raciais é um passo essencial para a construção de um ambiente de ensino mais plural e representativo.
Além da sessão em Salvador, o filme será exibido na quarta-feira (04), às 19h30, no Auditório Gustavo Roque de Almeida, no Campus XIII (Itaberaba), através de uma iniciativa do Grupo de Estudos RIZOMAR, com apoio da ADUNEB. Neste cenário, para o professor Edson Fernando Oliveira Silva, Coordenador de Subseções Departamentais, as exibições e discussões do filme/documentário podem se constituir em elemento determinante para impulsionar e consolidar uma reflexão estrutural dentro da universidade.
Para ele, a urgência e a relevância desse debate ganham contornos ainda maiores ao observar a realidade da multicampia da UNEB, estabelecendo uma ponte de diálogo vital entre os campi de Itaberaba e de Salvador. Essa integração multicampi fortalece a discussão sobre nossas identidades, garantindo que a valorização dos falares e saberes afro-brasileiros atravesse diferentes territórios e realidades acadêmicas.
Para a professora Dina Maria Rosário Santos, uma das Coordenadoras do RIZOMAR, ao refletir sobre os falares brasileiros, o documentário viabiliza que possamos nos reconhecer enquanto ascendentes de um tipo de produção de conhecimento que é absolutamente nascida em África. “É importante, ainda, poder reconhecer a nossa forma ontológica e epistemológica a partir do falar como construída, reconstruída e acima de tudo preservada nos espaços de terreiro, nos espaços dos povos tradicionais de matrizes africanas”, destaca.
A ADUNEB reafirma que o mergulho nas temáticas propostas pelo documentário é indispensável para a excelência na formação pessoal e profissional da comunidade acadêmica. O sindicato compreende que o conhecimento sobre a ancestralidade e as matrizes linguísticas africanas atua como um pilar formativo direto, enriquecendo o desenvolvimento intelectual crítico e refinando a práxis docente. "Ao apoiar o florescer dessas narrativas, reforçamos nosso compromisso com uma qualificação profissional e humana pautada no respeito, no acolhimento e no reconhecimento da diversidade que fundamenta a sociedade brasileira" afirma Edson Fernando Oliveira Silva.

