Assembleia ADUNEB recusa proposta do Governo e aprova indicativo de greve
Docentes também aprovaram paralisação na Uneb nesta terça-feira, 23.04
A Assembleia Geral (AG) dos docentes da ADUNEB recusou a proposta salarial do governo Wagner, aprovou indicativo de greve e paralisação, de um dia, das atividades acadêmicas já para a próxima terça-feira, 23.04. A AG aconteceu nesta quinta-feira, 18.04, no auditório da Associação – Campus I.
Indignados com a postura do Executivo, que impõe arrochos à categoria e a precarização do trabalho docente, a AG demonstrou firmeza em suas deliberações. As propostas aprovadas foram:
- Indicativo de greve;
- Paralisação das atividades acadêmicas, em todos os Campi da Uneb, na próxima terça-feira, 23.04, dia em que acontecerá a próxima rodada de negociação com o Executivo;
- Concentração de docentes vestidos com a camisa da Campanha Salarial em frente à Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM), no CAB, às 9h, durante a reunião entre as ADs e o Governo;
- Reafirmar a pauta do reajuste salarial de 28%. Podendo flexibilizar no sentido de que o pagamento desse percentual seja pelo Executivo;
- Incorporação do restante da gratificação por Condições Especiais de Trabalho (CET) todo em 2013;
- Rejeição da proposta salarial que tem como base o IPG (Incentivo de Pós-Graduação);
- Acrescentar na pauta de reivindicação o reajuste linear, sendo retroativo a janeiro deste ano;
- Continuar com as denúncias na mídia sobre a Campanha Salarial e o reajuste linear.

Professores aprovaram indicativo de greve e paralisação das atividades por um dia
Governo apresenta nova proposta salarial
A segunda rodada da mesa setorial entre os professores das Associações Docentes (ADs) das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) e o governo Wagner aconteceu na quarta-feira, dia 17.04. A reunião contou com a participação de professores representando o ANDES-SN, as ADs das Ueba, o Fórum de Reitores e representantes do governo, entre eles, os secretários de estado, Manoel Vitório, da Saeb; Osvaldo Barreto, da Sec; e César Lisboa, da Serin.
O Executivo iniciou a reunião com o discurso teatral de que por falta de recursos e condições técnicas não teria a possibilidade de apresentar uma contraproposta salarial. Depois de muito tensionamento e a firme posição do MD na pauta de reajuste de 28%, os secretários apresentaram duas propostas salarias.
Na primeira sugestão o Executivo insistiu em propor reajuste pautado no Índice de Pós-Graduação (IPG), ponto já rechaçado pelas Assembleias Gerais das Ueba (leia aqui). O documento, além de não oferecer reajuste do salário-base, incita a divisão da categoria docente, pois oferece reajustes diferenciados a doutores, mestres e especialistas. Além disso, deixa parcela dos aposentados sem nenhum aumento salarial. Nessa proposta, especialistas e mestres teriam um irrisório aumento do IPG de 5%, enquanto doutores teriam aumento de 10%.
A segunda proposta salarial, embora considerada muito aquém da expectativa, atendeu uma das reivindicações da categoria: o reajuste em cima do salário-base. O Executivo propôs um reajuste de 4%, para todas as classes, em junho de 2014.
Quanto ao restante da incorporação da gratificação por Condições Especiais de Trabalho (CET), em ambas as propostas, o governo sugere 9% em maio e 9% em novembro de 2013; restando 5,20% para março de 2014.
Reajuste linear
Durante a reunião os representantes do governo foram questionados sobre o atraso no pagamento do reajuste linear. Tanto o Secretário de Administração, Manoel Vitório, quanto o Superintendente de Recursos Humanos na SAEB, Adriano Tambone, informaram que nada está acertado. “Não existe uma definição. Continuam os estudos. De concreto, nem nós sabemos quando sairá. Nenhuma notícia publicada na mídia tem fundamento”, afirmou Tambone.

Governo faz proposta, mas ainda abaixo da expectativa
Movimento Mulheres em Luta
Acontece em Salvador a Plenária de Apresentação do Movimento Mulheres em Luta. Essa é uma iniciativa aprovada em reunião da Coordenação Estadual da CSP-Conlutas – Bahia e construída pela Secretaria Executiva. A plenária feminista está convocada para o dia 04 de maio de 2013, na Faculdade de Educação na UFBA, e tem como objetivo abrir as discussões sobre as condições adversas em que as mulheres estão inseridas. Além disso, apontará ações para enfrentar as desigualdades econômicas, sociais e sexuais que resultam do machismo. As mulheres, alvos de uma nefasta ideologia, são SUJEITOS que se organizam junto à classe trabalhadora e lutam para combater o machismo.
Mais informações: (71) 9181-0966 / 8713-3488.

Banco Central sobe os juros, beneficiando os rentistas da dívida pública
Os jornais divulgam a decisão do Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central de subir os juros (Taxa Selic) para 7,5% ao ano. O governo justifica esta alta de juros com o argumento neoliberal de que a alta dos preços seria causada por um suposto aumento na procura por produtos e serviços, que deveria ser contida por meio do encarecimento dos financiamentos, deprimindo a atividade econômica. A quem interessa esta política? Ao setor financeiro, que ganha com juros altos. Nos últimos dias, a grande imprensa divulgou amplamente que a inflação nos últimos 12 meses (de 6,59% segundo o IPCA/IBGE) superou a meta do Banco Central (de 6,5% ao ano).
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Fonte: CSP-Conlutas
