ADUNEB-Mail 2015 - Edição 583 (27/07/15)

 Governo da Bahia ataca o Movimento Docente e distorce informações
 
O Movimento Docente (MD) em reunião com o governo, no dia 24.07, apresentou a minuta da proposta de acordo, com as alterações aprovadas pela categoria das quatro universidades estaduais (Uneb, Uesb, Uesc e Uefs) em Assembleia, no último dia 23.07, que também aprovou a continuidade da greve sem nenhum voto contrário (leia matéria neste mesmo ADUNEB-Mail). Após debate sobre as alterações, o MD deixou claro que as alterações na minuta de acordo são princípios defendidos pela categoria, evidenciando as preocupações em garantir a autonomia das Ueba, sua democratização, e os direitos trabalhistas. O governo recebeu a minuta e solicitou um tempo para estudar nossa proposta e que responderiam com brevidade.  

A resposta do governador Rui Costa (PT), dessa vez não demorou de chegar. Deixando claro sua inabilidade política em negociar com o Movimento Docente (MD), o governo respondeu com uma nota enviada pela Secretaria de Educação (SEC), ao MD. Essa distorce informações e ameaça o corte de salário.

O Movimento Docente já provou para esse governo que não se intimida com o seu autoritarismo e medidas de repressão. Foi assim quando não recuamos com a presença da Polícia Militar durante a ocupação da SEC. O comando de greve da ADUNEB repudia veementemente essa medida intransigente do governo Rui Costa. O MD reafirma a disposição para negociar e espera que na próxima rodada de negociação agendada para o dia 27/07, o governo de fato avance nas negociações.

É importante destacar que não é verdade o que a nota oficial do governo diz, ao afirmar que as assembleias não autorizaram a assinatura da Minuta do Termo de Acordo apresentada no dia 18/07, durante a ocupação da SEC. A assinatura dos representantes das ADs indica o recebimento do documento e não o aceite do mesmo. O MD expôs os ajustes realizados no acordo pelas assembleias docentes e responsavelmente explicou a sua necessidade, principalmente, com relação ao orçamento que o governo sem nenhum constrangimento manipula e tenta enganar a população alardeando que aumentou em 10,3%. Esse dado é global e inclui a folha de pagamento. Ratificamos que em apenas dois anos cortou 19 milhões das universidades em custeio e investimento, que são responsáveis pela manutenção das atividades de ensino, pesquisa e extensão.

 Informamos que as assembleias docentes avaliaram o termo de acordo e reconhecem um avanço nas negociações, fruto de mais de 70 dias em greve, com muita luta e resistência às truculências desse governo. 

A ADUNEB salienta que esse anúncio do corte do salário fere o direito constitucional de greve e que a história do MD demostra que não nos intimidaremos com mais um ato autoritário. Essa prática realizada pelo Carlismo teve continuidade no governo Jaques Wagner, e nem por isso deixamos de fazer duras greves e conquistar importantes direitos para a categoria.

Em tempo, informamos que tomaremos todas as medidas cabíveis, inclusive jurídicas para vencer mais essa atitude arbitrária desse governo de todos os nós.

Juntos somos fortes!


Após mais uma rodada de negociações, Movimento Docente exige resposta do governo
 
Expectativa é que reunião aconteça já no início da semana

 O governo Rui Costa (PT) prolonga a greve dos professores das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba). Na reunião desta sexta-feira (24), entre o Movimento Docente (MD) e os representantes do estado, os professores apresentaram aos gestores os ajustes à proposta de minuta de acordo, deliberados pelas quatro assembleias docentes e, posteriormente, consolidado pelo Fórum das ADs (leia aqui o documento). A expectativa do movimento grevista era avançar nas negociações ainda nessa sexta-feira. Porém, os representantes do governo informaram que não tinham autonomia de decisão e precisavam analisar com critério as propostas vindas do conjunto dos professores. As assembleias docentes, que decidiram pelos ajustes, e pela continuidade da greve, sem nenhum voto contrário nas quatro Ueba, aconteceram na quinta-feira (23). 


Professores exigem solução para a greve

De maneira responsável o MD tencionou sobre a necessidade de uma resposta do governo ainda nesta sexta. A atitude seria em respeito à comunidade acadêmica, visto que já são mais de 70 dias em greve e o governo Rui Costa, até o momento, demonstra pouca vontade em negociar. Diante da pressão e força do movimento grevista, os gestores se comprometeram em marcar uma nova reunião o mais rápido possível. A sugestão indicada pelos professores é que seja já nesta segunda-feira.
 
A greve dos docentes e a luta estudantil seguem fortes. A aprovação da continuidade da greve nas assembleias docentes, sem nenhum voto contrário, na Uneb, Uesb, Uefs e Uesc, são provas da união e poder de mobilização da categoria. Os professores continuam abertos à negociação, exigem celeridade do governo no agendamento da próxima reunião e reafirmam a necessidade de uma resposta positiva ao conjunto dos ajustes feito na minuta de acordo. Os docentes reforçam ainda que é de Rui Costa e do Secretário da Educação, Osvaldo Barreto, a responsabilidade pela deflagração da greve e sua permanência. 
 
Repúdio 
 
Durante a reunião o Movimento Docente foi incisivo ao informar aos gestores sobre o veemente repúdio das quatro assembleias das Ueba, à truculência de Rui Costa nas negociações. Durante os dias de ocupação pacífica da Secretaria Estadual da Educação, de 15 a 18 deste mês, o governador tentou intimidar os manifestantes colocando a Polícia Militar, inclusive a Rondesp para negociar com professores e estudantes (leia mais). Para os docentes, tal atitude evidencia o despreparo político de Rui Costa para o cargo, sua falta de compromisso com a democracia, desinteresse pela crise orçamentária das Ueba e intenção em criminalizar o movimento grevista. Firmes na luta e sem se abalar com a presença da PM, a categoria docente, apoiada pelos discentes, mostrou a força da classe trabalhadora e arrancou do governo importantes avanços na pauta.