ADUNEB-Mail 2014 – Edição 552 (19/12/14)

 Forte nas lutas de 2015

Recarregar as energias para intensificar os trabalhos no próximo ano é necessário. A ADUNEB fará recesso de final de ano, de 22 de dezembro a 02 de janeiro, mas as lutas não param. O Fórum das ADs, em 09.12, já protocolou no governo estadual um documento com as reivindicações da categoria docente para o próximo ano (leia aqui). Segundo a diretoria da ADUNEB, o movimento docente das Universidades Estaduais da Bahia iniciará o próximo ano pressionando o novo governo para a abertura da mesa de negociações. As reivindicações dos professores, aprovadas nas assembleias gerais docentes, da ADUNEB, Adufs, Adusb e Adusc, têm como objetivo a defesa da universidade pública e a valorização do trabalho docente. Em 2015, novamente os docentes das Ueba mostrarão sua força!


Faixa com as reivindicações 2015 - Portaria do campus I
 

ADUNEB elege delegados para o 34º Congresso do ANDES-SN

Em assembleia geral realizada em 17.12, os professores da ADUNEB elegeram delegados para defender interesses do Movimento Docente da Uneb e das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) no 34º Congresso do ANDES-SN, que congrega professores de universidades estaduais e federais do país inteiro e acontece de 23 a 28 de fevereiro, em Brasília.

O Congresso do ANDES-SN é a principal atividade anual realizada pelo Sindicato Nacional. Tem como objetivo central discutir, planejar e organizar a luta do Movimento Docente em defesa da Educação Pública Superior e da categoria docente. O evento terá como tema central “Manutenção e Ampliação dos direitos dos trabalhadores: avançar na organização dos docentes e enfrentar a mercantilização da educação”. Para participar das discussões foram eleitos como delegados, respeitando as normas regimentais, os professores:  Milton Pinheiro, Carolina Lima, Sinoélia Pessoa, Daniela dos Santos, Zózina Almeida, Náira Moura, Vamberto Ferreira e Tadeu Bello. O sindicato ainda levará três professores observadores/suplentes: Jean Rêgo, Ediane Lopes e Itamar Sousa. 

Antes do 34º Congresso os professores da ADUNEB irão estudar e discutir o Caderno de Textos (clique para ter acesso ao caderno) que servirá de base para os debates da atividade. O estudo acontecerá em 23 de janeiro, a partir das 8h30, na sede do sindicato, campus I – Salvador. Entre os vários pontos da pauta que interessam ao Movimento Docente da ADUNEB estão os temas relativos à multicampia, aposentadoria e fundo de pensão, questão indígena, quilombola e de gênero, entre outros.


Professores durante escolha dos delegados ao Congresso do ANDES-SN
 

150 anos da AIT - ADUNEB debate a luta dos trabalhadores ontem e hoje

Para discutir sobre os 150 anos da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) a ADUNEB promoveu um debate no campus I, em Salvador, em 17.12. A atividade contou com a participação dos professores Antonio Carlos Mazzeo (USP) e David Maciel (UFG), que debateram a importância histórica da AIT, suas perspectivas e consequências na história. A mediação foi do diretor da ADUNEB e do ANDES-SN, Milton Pinheiro.

Segundo Pinheiro, o debate foi uma pequena homenagem aos 150 anos da Primeira Internacional, como é comumente conhecida a AIT, a primeira organização mundial a conseguir reunir várias correntes políticas do movimento operário e sindical mundial. Para além da homenagem, a atividade organizada pela ADUNEB busca dar sequência a mais um dos objetivos do sindicato: a constante formação política do coletivo dos professores. 


Debate sobre AIT - Professores David Maciel, Milton Pinheiro e Antonio Mazzeo
 
Historiador da Universidade Federal do Goiás, David Maciel, mostrou em suas reflexões que as revoluções de 1848, ocorridas na Europa Central e Oriental, influenciaram e tiveram suas teorias retomadas em 27 de setembro de 1864, início da AIT. Tendo como um de seus principais militantes Karl Marx, o pensador defendia que a luta política não poderia vir dissociada da econômica. Nesse sentido, a luta era totalizante, portanto, caberia ao proletariado se organizar enquanto classe e buscar o enfrentamento da burguesia na construção da revolução. Marx defendia ainda que a classe operária teria que lutar por sua própria emancipação, buscando sua independência e autonomia. Além disso, tendo que ter iniciativa revolucionária e vocação hegemônica. O objetivo maior da AIT era a construção e fortalecimento de um amplo movimento político da classe operária internacional.

Aposentado pela Unesp e atual professor do programa de história da USP, Antonio Mazzeo, entre outras reflexões, trouxe as discussões para a atualidade. Afirmou que muitas questões debatidas na AIT continuam presentes no movimento operário recente. À luz das teorias de Hegel, Marx e Bakunin, o professor Mazzeo debateu sobre o papel do Estado e a formação da consciência da classe revolucionária. Para o docente da USP, desde a AIT até hoje, se discute sobre quais as condições objetivas para o trabalhador adquirir consciência de classe. Partidos políticos são necessários para a organização da luta de classes?

Antonio Mazzeo afirma que na complexidade da modernidade as massas não se auto organizam. Existe uma crise em que o trabalhador não se sente pertencente à classe trabalhadora. “É preciso recompor a ideia de partido político, de organização, de hegemonia e de vanguarda”. Para finalizar o debate, o professor David Maciel complementou o raciocínio de Mazzeo. Em sua análise, o docente concluiu que o sentido de pertencimento de classe tem que ser recuperado por meio da luta política, que deve vir orientada por teorias e bases revolucionárias, encerra o docente.  


Comunidade acadêmica presenta no debate sobre a Primeira Internacional
 

Movimento Docente faz Moção de Apoio aos povos indígenas, quilombolas e tradicionais

Com a participação de diretores da ADUNEB, o Seminário Nacional sobre Povos Indígenas, realizado pelo ANDES-SN, nos dias 14 e 15 de dezembro, discutiu várias questões relativas às lutas dos povos indígenas. Ao final dos trabalhos foi tirada uma Moção de Apoio à demarcação imediata das terras indígenas, quilombolas e povos tradicionais.

Leia a Moção na integra:

“Os participantes do Seminário Nacional sobre Povos Indígenas do ANDES-SN, realizado em Brasília-DF, nos dias 14 e 15 de novembro de 2014, manifestam apoio e exigem a imediata demarcação dos Territórios Indígenas, Quilombolas e dos Povos Tradicionais.

Os Povos Indígenas historicamente habitaram todo território brasileiro. Após 514 anos de invasões, imposições socioculturais, expulsões, massacres e prisões estes Povos ainda resistem bravamente. Devemos nos orgulhar dos Povos Indígenas que lutam contra as ações de violência, difamação, criminalização e perseguição. Os Povos Indígenas são legítimos herdeiros das terras ancestrais. Os Índios falam de Território porque enxergam a terra para além de uma mercadoria. O Território é sagrado porque para os indígenas nele estão seus ancestrais. Onde existem Índios, a natureza é preservada. Eis aqui mais uma boa razão para apoiar a imediata demarcação de todos os Territórios Indígenas no Brasil.

Não podemos esquecer que são mais de 514 anos de Luta e Defesa do Território Originário. A demora do governo e da justiça federal em demarcar os Territórios Indígenas tem feito os Povos Indígenas brasileiros realizarem as Justas Autodemarcações através de Retomadas Legítimas. Por isto pensamos que o governo e a justiça federal são também culpados pela situação de atrito existente em quase todas as terras indígenas. Além disso, existe forte tendência de alteração da política de demarcação para pior, por meio de novas normatizações que ferem a Constituição Brasileira, impedindo demarcações e revendo as já realizadas. A propósito, a própria Constituição é violada pelo governo ao não demarcar imediatamente os Territórios Indígenas. Os processos de demarcações estão parados, existindo o perigo de revisão dos Territórios Indígenas já demarcados. Há também situação de descaso em relação à educação indígena e temor de que ocorra a privatização da saúde indígena. 

Tem aumentado a situação de difamação, perseguição e repressão sobre os índios. Vários índios foram presos irregularmente e, por vezes, ocorrem ações violentas de reintegração de posse. Parte da imprensa, ruralistas e setores ligados ao desenvolvimentismo criam um clima de guerra contra os indígenas. É comum ainda tratarem os Índios de “não legítimos, invasores, ladrões, criminosos e bandidos”. A situação é pior nas áreas de Retomadas e litígios onde os conflitos são físicos, existindo pistoleiros e todos se sentem alvos de humilhações e de possíveis atentados. Segundo os dados do CIMI, os assassinatos de indígenas no Brasil cresceram 269% nos governos Dilma e Lula em comparação ao governo anterior. 
                                                          
                                                            Brasília-DF, 15 de novembro de 2014” 


ADUNEB na Estrada encerra os debates do ano em Barreiras

A caravana do ADUNEB na Estrada fechou os trabalhos deste ano no campus de Barreira, em 11.12. Nas discussões sobre a vida funcional, vários professores dos cursos de pedagogia, matemática, biologia, letras e agronomia marcaram presença.

Entre os assuntos abordados na pauta, professores e estudantes debateram a crise financeira das Universidades Estaduais da Bahia, as reivindicações 2015 da categoria (leia mais), a luta por melhores condições de trabalho e a necessidade da implantação da Estatuinte na Uneb (leia mais).

Com o início de 2015 o ADUNEB na Estrada retomará as atividades. Novos campi serão agendados para avançar nas discussões em defesa da educação pública superior e da categoria docente.  


SBPC faz nota de repúdio a Jair Bolsonaro

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) publicou uma nota, em 12.12, em que manifesta repúdio aos constantes discursos preconceituosos do deputado federal, Jair Bolsonaro. 

Segundo o texto, “...a violência e o preconceito sexista, o machismo extemporâneo e inadmissível para os tempos atuais. É estarrecedor que na luta que travamos diariamente contra resquícios obscurantistas e autoritários em nossa sociedade, onde temos que vencer obstáculos para obter o apoio desta nobre Casa de representantes do povo brasileiro, para causas igualmente nobres como a Educação de qualidade, e o desenvolvimento da Ciência e da tecnologia, ainda tenhamos que nos deparar com ditas autoridades públicas, que violam sistematicamente princípios básicos da ética e do respeito aos direitos humanos”.

Leia aqui a íntegra na nota da SBPC.


Professores participam de confraternização de final de ano

A ADUNEB realizou nesta quarta-feira, 17.12, a tradicional comemoração de final de ano. O clima de descontração tomou conta da festa, que contou com a harmonia da voz e violão do cantor Dudu Conceição. Após o jantar, com delícias natalinas, a atração passou a ser um divertido karaokê, em que vários professores puderam mostrar a veia artística. Antes do encerramento vários docentes foram presenteados com cestas de final de ano.


 
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