Assembleia aprofunda discussão sobre pauta da campanha Salarial 2012

Uma nova assembleia, no dia 25/05, dará continuidade às discussões sobre o eixo da próxima campanha

Por Assessoria ADUNEB · Publicado em

Nesta terça-feira, 08 de maio, ocorreu uma segunda assembleia geral que discutiu a pauta da próxima campanha salarial dos docentes das Universidades Estaduais da Bahia. O objetivo foi aprofundar a discussão realizada na primeira assembleia do dia 20 de abril, quando a proposta de pauta unificada do Fórum das ADs foi apresentada.

Reajuste salarial de 28%, índice que igualaria o salário dos docentes das UEBA ao dos professores do estado do Ceará que hoje apresenta o melhor salário entre os professores do Nordeste; Reivindicação da revogação da lei 7176/97 e a garantia da autonomia didático-científica, administrativa, financeira e patrimonial das universidades estaduais, assegurando no mínimo de 7% da Receita Líquida de Impostos para o seu orçamento, com revisão do percentual a cada dois anos, e que o orçamento posterior não seja menor do que o executado no ano anterior. Estas são as bandeiras indicadas pelo Fórum para compor a pauta da campanha salarial 2012.

A assembleia, no entanto, avaliou que esta proposta precisa ser amadurecida. Será que a comparação com outro estado, neste caso o Ceará, segue sendo a melhor estratégia? A proposta de índice de reajuste não estaria muito aquém das perdas salariais acumuladas nos últimos 21 anos que, segundo estudo do DIEESE, atinge 111,89%? Estes foram alguns dos questionamentos levantados pelos professores presentes.

Neste sentido, a assembleia encaminhou a continuidade da discussão em uma próxima assembleia já agendada para o dia 25 de maio, às 14h, na sede da ADUNEB (veja o edital aqui). Ao mesmo tempo, diante do posicionamento da categoria, a ADUNEB solicitará o adiamento da apresentação da pauta ao governo, prevista para o dia 11/05. A Assembleia aprovou ainda um estudo geral sobre a situação da Educação na Bahia para contribuir na formulação da pauta.

Construir uma campanha salarial forte, que mobilize a categoria como um todo e garanta a unidade do movimento docente das quatro universidades estaduais é fundamental para enfrentar o Governo Wagner que já demonstrou, com a greve da PM e dos professores da rede estadual neste ano, que manterá a política de intransigência e criminalização dos lutadores.


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