Videoconferência debateu a situação da mulher na Política


Raíza Rocha/ADUNEB
Retrospectiva da participação da mulher na política brasileira, a mulher no parlamento, violência doméstica, desvalorização dos postos de trabalho majoritariamente femininos como o magistério, e a situação atual das universidades. Esses foram alguns dos temas abordados na Videoconferência, no dia 31 de março, organizada pela ADUNEB em comemoração ao Mês da Mulher. A atividade, que teve a presença da Senadora Lídice da Mata como palestrante, contou com a interação de diversos professores que assistiam à palestra dos seus departamentos. Na abertura da videoconferência, Lídice resgatou o momento histórico que marcou a data de 31 de março, o início da Ditadura Militar no Brasil, relembrando a participação das mulheres na luta pela redemocratização do país. Falou ainda do papel das mulheres na Constituinte, com o movimento “Constituinte pra valer, tem que ter palavra de mulher”. A Senadora abordou, ainda, sobre a pequena representatividade das mulheres no parlamento e o machismo sofrido nestes espaços: “o poder político foi organizado pelos homens e para os homens. É essa discriminação histórica que precisamos superar”, afirmou Lídice.
Os professores presentes reafirmaram a importância do comprometimento dos representantes públicos com as questões especificas das mulheres e dos trabalhadores: “Não basta ser mulher, é preciso levar até as últimas consequências as reivindicações das mulheres”, afirmou professora Maria do Socorro.
A diretoria da ADUNEB aproveitou a ocasião para solicitar, publicamente, o apoio da Senadora à luta dos professores contra o contingenciamento do Governo Wagner. Os professores presentes resgataram o histórico de desrespeito do governador aos direitos dos docentes garantidos por Lei. Ao mesmo tempo, o coordenador do Fórum das ADs entregou à senadora documentos e cartas do movimento referentes à campanha salarial 2010 e ao Decreto 12.583/2011. A senadora se mostrou disposta a conversar com a categoria, mas afirmou que “as universidades estaduais, de fato, são caras para o orçamento do Estado”, propondo que “a Secretaria de Educação cuide apenas da Educação Básica, enquanto a Secretaria de Ciências e Tecnologia do Estado fique responsável pelas Universidades Estaduais”.
