Tropas da PM ocupam a USP outra vez

A crise econômica aliada a opção do governo estadual de São Paulo governar para empresários e ricos tem obrigado importantes categorias a saírem em greve. Neste momento duas importantes paralisações ocorrem na capital: a greve dos funcionários da USP, universidade que neste momento se encontra ocupada pela Polícia Militar e a greve dos professores da rede estadual de ensino.
A ocupação da USP pela PM
A Reitoria e o Governo Serra decidiram apostar no confronto com funcionários, estudantes e professores da Universidade, mandando as Tropas da Força Tática da PM ocupar todos os prédios fechados da USP: Reitoria Coordenadoria do Campus, Antiga Reitoria e Coordenadoria de Assistência Social.
Os trabalhadores e estudantes não se intimidam. A responsabilidade pelo confronto é e será da reitoria e do governo, que vem tratando uma mobilização reivincatória como caso de polícia. É importante ressaltar que se a greve dos funcionários da USP continua - e já se estendeu para Unicamp e Unesp - é porque a reitoria se mantém intransigente.
Apesar do repúdio já manifestado por diversas entidades e do ato de protesto realizado na terça-feira (2) contra a ocupação, que teve início na manhã de segunda-feira, a reitoria e o governo Serra continuam agindo com o movimento como se ainda estivesssem no tempo da ditadura militar.
- Continuidade da greve por tempo indeterminado;
- Retirada da Força Policial do campus universitário;
- Reabertura imediata de negociação entre Fórum das Seis e o Cruesp;
- Defesa da Liberdade de Organização Sindical;
- Pela reintegração de Brandão e retirada dos processos;
- Pelo atendimento da reivindicação salarial e demais pontos da Pauta;
- Fora reitora Suely Vilela e eleição direta para reitor.

