ADUNEB denuncia situação do Ensino Superior da Bahia em Audiência Pública.

A proposta de implantação de um novo campus da Universidade do
Estado da Bahia (UNEB) no bairro de Cajazeiras e no Subúrbio de
Salvador foi tema de audiência pública na manhã da sexta-feira de 15 de
maio no auditório da Câmara de Vereadores. Esteve presente na discussão
o secretário da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos Nelson Pelegrino,
vereadores, lideranças comunitárias e estudantis, a SEC, a
Administração Central da UNEB e ADUNEB, representada pela diretora
Maria do Socorro.
Na ocasião, a diretora da ADUNEB denunciou o descaso do Governo Wagner
em relação à Educação Superior Baiana assinalando a contradição
evidenciada por esta discussão, já que a UNEB está funcionando
precariamente, inclusive pela falta de 725 professores.
Segundo a professora, é preciso democratizar sim o acesso à universidade, mas com a garantia que o ensino seja público, gratuito e de qualidade. “É preciso democratizar o ensino superior no nosso estado e a UNEB tem um papel muito importante nesse processo, para isso é fundamental que a universidade funcione de modo digno, garantindo a qualidade de ensino”, afirma Socorro.
No entanto, como vem denunciando a ADUNEB, a situação das UEBA é alarmante. “Falta de docentes, de funcionários, de infraestrutura, de laboratórios para cursos, por causa de uma expansão da universidade sem planejamento. É preciso fazer concurso para suprir mais de 1.000 vagas do quadro docente; o governo não revoga a lei 7176/97 que desrespeita a automonia universitária e limita o quadro de vagas; REDA e Substitutos não atendem as necessidades da universidade. Além disso, no mês passado o governo impôs o decreto 11.480 que suspende, por sete meses, direitos dos trabalhadores docentes”, denuncia Maria do Socorro.
Diante dessa política de contingenciamento que suspende direitos e limita o orçamento para Educação Superior, fica a dúvida sobre o real interesse da bancada governista em defender uma expansão responsável e ordenada!
Enquanto estudantes de 3 campi da UNEB permanecem ocupando seus respectivos departamentos, por quase dois meses de mobilização, contra o sucateamento da universidade, e os direitos de Alteração de regime de Trabalho são desrespeitados pelo Governo Wagner, parlamentares do PT, PSB e PCdoB defendem uma expansão irresponsável com o discurso falacioso da democratização e do acesso de jovens da periferia ao Ensino Superior.
Quem defende, verdadeiramente, a expansão da UNEB zela pelos professores, pelos estudantes e pelos seus servidores!

