Carta Aberta

NEGOCIAÇÃO JÁ !
O movimento docente apresentou ao governo Wagner (em julho de 2009) uma pauta emergencial, elaborada conjuntamente com os estudantes e servidores das quatro universidades, que trata da ampliação do quadro docente, mais verbas, rubrica específica para assistência estudantil, concurso público para docentes e servidores e revogação da Lei 7176/97. Diversas reuniões foram feitas com a CODES e a SEC, sem que respostas concretas tenham sido dadas. Três paralisações foram realizadas durante o ano (04/06, 14 e 19/08) para pressionar o governo.
Em 25 de novembro de 2009, o Movimento Docente (MD) protocolou a pauta salarial 2010, reivindicando a incorporação dos 70% da gratificação por Condições Especiais de Trabalho (CET) aos salários base. Desde então, o movimento intensificou as mobilizações com protestos na Lavagem do Bonfim, em janeiro de 2010, reuniões com a SEC (15/01) e a CODES (04/03), divulgação da campanha para a sociedade baiana e paralisações nos dias 28/04, 14/05 e 09/06. Deliberamos em assembléias indicativo de greve (28/04), estado de greve (1/6) e greve (10/6), pelo fato do governo não abrir negociação de fato com os docentes.
Até o presente, o governo limitou-se apenas a manifestar disposição de negociar com o Movimento Docente a partir de novembro de 2010.
Por entender que os diretores têm compromissos com os segmentos que os elegeram (estudantes, técnicos e professores), que reivindicam a defesa desse patrimônio público, por coerência, devem estar ao lado da ADUNEB na defesa da UNEB, mantendo-se a autonomia entre o sindicato e as administrações departamentais.
Nesse momento, em que convivemos com a precarização, que vai dos salários às condições de trabalho no seio da nossa universidade, não poderíamos deixar de denunciar o tratamento que o governo tem dado às nossas demandas. Reafirmamos que o nosso sindicato tem autonomia e independência não só em relação às administrações internas na UNEB como ao governo do estado. Por isso continuaremos na luta em defesa da universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada.
COMANDO DE GREVE DA ADUNEB

