Assembléia dos docentes da UNEB aprova indicativo de greve
Paralisados por 24 horas na última quarta-feira, os docentes da UNEB realizaram uma assembléia, na qual foi aprovado indicativo de greve.
Paralisados por 24 horas na última quarta-feira, os docentes da UNEB
realizaram uma assembléia, na qual foi aprovado indicativo de greve. A
deliberação foi fruto de uma rica discussão, quando diferentes posições
foram apresentadas e debatidas pelos presentes.
Na ocasião, os docentes avaliaram a greve como um importante instrumento de luta da classe trabalhadora e que, muitas vezes, se faz necessário diante da intransigência ou total descaso do governo com as reivindicações do movimento. Afinal, todas as conquistas da categoria foram fruto de mobilizações e das greves organizadas pelo movimento. Assim, não aprovar o indicativo de greve, neste momento, é um desserviço à categoria que vem se mobilizando, mas sem qualquer resposta do governo.
Para o movimento, a não disposição do governo Wagner em negociar e apresentar uma contraproposta à reivindicação da categoria (incorporação de 70% da gratificação CET aos salários) é que impõe a possibilidade da construção de uma greve. Além disso, a pauta emergencial, apresentada em julho do ano passado, ainda está sem resposta do governo. Esta pauta reúne reivindicações dos diversos segmentos e inclui a ampliação da verba para as UEBA, melhoria da assistência estudantil, concurso público para docentes e técnico-administrativo, revogação da 7176/97.
O indicativo de greve foi aprovado pela grande maioria. A deflagração ou não da greve estará condicionada à disposição do governo em negociar e atender as reivindicações do movimento, protocoladas desde o ano passado. Após a aprovação do indicativo, a assembléia ressaltou que é necessário aglutinar ainda mais professores nessa luta! Indicativo de greve significa mobilização. Portanto a categoria vai se mobilizar até esse dia, reunindo um maior número de professores para fortalecer o movimento.
Neste sentindo, a assembléia encaminhou, para a próxima semana, discussões nos departamentos sobre a campanha salarial, e deliberou uma nova assembléia, no dia 10 de maio, às 9h, para discutir a deflagração ou não da greve!
Ato unificado na Governadoria denuncia situação das UEBA
O dia de paralisação iniciou com o fechamento dos portões da UNEB. Em
seguida, professores, estudantes e técnicos das quatro universidades
estaduais realizaram um ato público na frente da Governadoria. O
objetivo era mostrar à sociedade baiana a situação atual da Educação
Superior: arrocho salarial para professores e servidores,
estrangulamento orçamentário, falta de professores, infra-estrutura
precária, ausência de política eficaz de permanência estudantil e os
frequentes ataques à autonomia universitária.

Fruto da mobilização, o movimento conseguiu se reunir com o coordenador da CODES, Clóvis Caribé, e o coordenador da SERIN (Secretária de Relações Interinstitucionais), Marivaldo Dias. No entanto, mais uma vez, pouco avançou. Após afirmar para a mídia que o governo não recebeu a pauta de reivindicação do movimento docente (sendo que a pauta foi protocolada no dia 25 de novembro e, inclusive, discutida com o próprio Caribé em uma reunião no dia 4 de março e com o Secretário de Educação ainda em janeiro), Caribé solicitou que o movimento entrasse em contato com ele só após 15 dias para saber a disponibilidade do governo em sentar para negociar.
Ao falar que desconhece a pauta do movimento e adiar, mais uma vez, a reunião de negociação, o governo demonstra total descomprometimento com a Educação.
veja mais fotos aqui.
Na ocasião, os docentes avaliaram a greve como um importante instrumento de luta da classe trabalhadora e que, muitas vezes, se faz necessário diante da intransigência ou total descaso do governo com as reivindicações do movimento. Afinal, todas as conquistas da categoria foram fruto de mobilizações e das greves organizadas pelo movimento. Assim, não aprovar o indicativo de greve, neste momento, é um desserviço à categoria que vem se mobilizando, mas sem qualquer resposta do governo.
Para o movimento, a não disposição do governo Wagner em negociar e apresentar uma contraproposta à reivindicação da categoria (incorporação de 70% da gratificação CET aos salários) é que impõe a possibilidade da construção de uma greve. Além disso, a pauta emergencial, apresentada em julho do ano passado, ainda está sem resposta do governo. Esta pauta reúne reivindicações dos diversos segmentos e inclui a ampliação da verba para as UEBA, melhoria da assistência estudantil, concurso público para docentes e técnico-administrativo, revogação da 7176/97.
O indicativo de greve foi aprovado pela grande maioria. A deflagração ou não da greve estará condicionada à disposição do governo em negociar e atender as reivindicações do movimento, protocoladas desde o ano passado. Após a aprovação do indicativo, a assembléia ressaltou que é necessário aglutinar ainda mais professores nessa luta! Indicativo de greve significa mobilização. Portanto a categoria vai se mobilizar até esse dia, reunindo um maior número de professores para fortalecer o movimento.
Neste sentindo, a assembléia encaminhou, para a próxima semana, discussões nos departamentos sobre a campanha salarial, e deliberou uma nova assembléia, no dia 10 de maio, às 9h, para discutir a deflagração ou não da greve!
Ato unificado na Governadoria denuncia situação das UEBA

Fruto da mobilização, o movimento conseguiu se reunir com o coordenador da CODES, Clóvis Caribé, e o coordenador da SERIN (Secretária de Relações Interinstitucionais), Marivaldo Dias. No entanto, mais uma vez, pouco avançou. Após afirmar para a mídia que o governo não recebeu a pauta de reivindicação do movimento docente (sendo que a pauta foi protocolada no dia 25 de novembro e, inclusive, discutida com o próprio Caribé em uma reunião no dia 4 de março e com o Secretário de Educação ainda em janeiro), Caribé solicitou que o movimento entrasse em contato com ele só após 15 dias para saber a disponibilidade do governo em sentar para negociar.
Ao falar que desconhece a pauta do movimento e adiar, mais uma vez, a reunião de negociação, o governo demonstra total descomprometimento com a Educação.
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