No dia 12, não vote!

No dia 12 de novembro será a votação para eleição do próximo reitor da UNEB. A ADUNEB, reunida em Assembléia no dia 06/11/2009, após avaliação do processo eleitoral para Reitoria da Universidade do Estado da Bahia, recomenda à comunidade acadêmica, a não

Por Assessoria ADUNEB · Publicado em

No dia 12 de novembro será a votação para eleição do próximo reitor da UNEB. A  ADUNEB, reunida em Assembléia no dia 06/11/2009, após avaliação do processo eleitoral para Reitoria da Universidade do Estado da Bahia, recomenda à comunidade acadêmica, a não participação na eleição.

A ADUNEB denunciou, desde o início do processo eleitoral, o descumprimento da Resolução 345/2005 que rege as eleições para reitor da Universidade. Para a categoria, este processo já nasceu problemático. O estabelecimento do primeiro calendário eleitoral se configurou como um ato de flagrante ilegalidade. O edital de convocação n° 058/2009 que estabeleceu o calendário havia sido aprovado pelo Reitor e não pelo CONSU como prevê o artigo 5, inciso II da Resolução 345/2005 que rege o processo eleitoral.

Mediante as pressões da ADUNEB para fazer valer a legislação que rege a Instituição, o CONSU foi convocado e o calendário anterior cancelado. Aprovado novas datas para eleição, os problemas continuaram. A campanha eleitoral vem ocorrendo de forma extremamente despolitizada e sem nenhum debate com a comunidade acadêmica sobre que proposta de projeto de universidade está realmente na pauta dos/as candidatos/as. Como se não bastasse o atropelamento do processo eleitoral por um calendário tão apertado, a comissão eleitoral contribuiu para aprofundar a despolitização das eleições quando se negou a organizar debates entre a comunidade acadêmica e os/as candidatos/as, o que minimamente garantiria maior participação da comunidade no processo. Tal atitude, além disso, materializou mais um desrespeito à Resolução, levando a ADUNEB a retirar seus representantes da comissão e intensificar, ainda mais, a denúncia sobre a condução equivocada desse processo tão importante para o presente e o futuro da UNEB.

A realização de “audiências públicas” nos campi demonstrou a falta de compromisso com o debate tão necessário para as devidas reflexões e contribuições sobre as principais questões de interesse da comunidade acadêmica, muitas das quais ameaçam a existência da universidade pública; tais audiências significaram o patrocínio do esvaziamento político do processo eleitoral, pela administração universitária, em suas diversas instâncias, com o objetivo de consagrar as candidaturas postas e impedir o estabelecimento do contraditório, só possível com os debates.

Por esses motivos, não faz sentido legitimar esse processo. No dia 12, não vote!
 
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