A assembleia geral da ADUNEB, que aconteceu nesta quinta-feira (17), no Campus I de Salvador, deliberou pela integração do Movimento Docente (MD) às ocupações estudantis contra a PEC 55 (241) e a reforma educacional (Medida Provisória 746). Embora tenha sido aprovada a intensificação do apoio aos movimentos de ocupações, após muita discussão e mais de 50 falas de docentes, por 56 a 53 votos a greve não foi aprovada. A próxima assembleia que novamente pautará a deflagração do movimento paredista acontecerá na terça-feira (22), às 14h30, na Uneb da capital baiana.
Sobre a integração dos professores ao movimento de ocupação estudantil, a assembleia fez inúmeros encaminhamentos, entre eles a criação de uma Comissão de Mobilização Docente para atuar em conjunto com os discentes e os servidores técnicos. Também será elaborada uma carta de recomendação para que professoras/es integrem as ocupações em seus respectivos campi. Outra carta será encaminhada ao Fórum de Diretores para que garantam as passagens intermunicipais aos docentes com o intuito de participarem das atividades político/pedagógicas nos seus campi. A categoria deliberou ainda que seja solicitada uma reunião extraordinária do Conselho Universitário da Uneb, órgão máximo de deliberação da universidade, ressaltando o apoio e a proteção necessário aos estudantes. A ADUNEB também oferecerá, caso necessário, a orientação jurídica ao movimento de ocupação.
Conjuntura
Após a rodada nacional que pautou o indicativo de Greve Nacional da Educação (leia mais), os representantes das associações docentes das instituições de ensinos federais e estaduais do ANDES-SN, neste próximo final de semana, estarão novamente reunidos em Brasília. O objetivo é planejar os próximos passos rumo à radicalização do movimento.
Para a diretoria da ADUNEB, a greve, além de ser uma manifestação legítima da classe trabalhadora, prevista em lei, se apresenta como ferramenta de luta fundamental contra a atual ofensiva conservadora, que busca o corte de direitos trabalhistas e sociais da população. Ainda segundo o sindicato, se a conjuntura política demostra, por um lado, o avanço das políticas neoliberais do governo Temer, por outro, evidencia a construção da unidade de luta de várias centrais sindicais e outras organizações políticas nas pautas progressistas de esquerda.
Diante do conturbado cenário político, o setor da educação se apresenta como um dos principais focos de resistência contra os ataques do Congresso Nacional e do governo federal. A Greve Nacional da Educação é construída por meio de uma articulação entre o ANDES-SN, a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe).