Ocupação da Uneb Juazeiro é atacada por grupo reacionário

A ação não enfraqueceu o movimento de ocupação e estudantes seguem firmes na luta

Por Assessoria ADUNEB · Publicado em

Na madrugada da última terça-feira (15), três pessoas encapuzadas foram responsáveis por disparar rojões contra a ocupação do Campus da Uneb de Juazeiro, que está ocupada pelo Movimento Estudantil em reivindicação contra a PEC 55 (241/16). Os fogos atingiram três estudantes que estavam no local. Os ocupantes que foram alvos da ação marginal não tiveram ferimentos graves, mas o episódio causou indignação e revolta da comunidade acadêmica. Ainda não se tem a confirmação se o atentado de Juazeiro tem ligação com algum grupo político organizado.

Em um vídeo publicado em redes sociais, um dos estudantes atacados, o graduando em Agronomia, Jamerson, relata que a ação não enfraqueceu o movimento de ocupação do Campus III, ao contrário, a disposição de luta se fortaleceu ainda mais. No mesmo vídeo, o aluno também esclarece que as providências legais sobre o caso já foram encaminhadas, desde o comunicado aos setores responsáveis da universidade até a elaboração dos boletins de ocorrência. O que se espera é que a polícia investigue com rigor o caso. Confira o vídeo completo aqui. A reportagem tentou contato com um dos estudantes atacados, mas não teve êxito.
 
Para a diretoria da ADUNEB, as agressões contra a ocupação e os estudantes que estão na luta contra a PEC 55, em defesa dos direitos e da educação pública são veementemente repudiáveis. No caso de Juazeiro, embora tenham ocorrido apenas ferimentos leves, os disparos dos rojões poderiam ter levado os integrantes do movimento estudantil a sequelas irreversíveis ou até a morte.
 
Ainda de acordo com o sindicato dos professores, as ocupações estudantis são instrumentos de luta legítimos que compõem hoje um movimento de resistência nacional de mais de 200 universidades e 1.200 escolas ocupadas pelo país. Os protestos são contra as propostas do governo Temer que atacam a educação, a juventude e a classe trabalhadora. No atual momento de acirramento de lutas, alguns segmentos da direita, de características reconhecidamente fascistas, têm usado a violência contra algumas ocupações pelo país. É preciso denunciar os ataques e aumentar as mobilizações para que os estudantes possam estar protegidos. No episódio de Juazeiro também é necessário que a reitoria da universidade se posicione sobre o ocorrido e adote medidas protetivas, que possam garantir a segurança do movimento.

 

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