Paralisação das atividades acadêmicas, com portões fechados, nos dias 25 e 26 de outubro, com grande ato de protesto no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Essas são algumas das orientações encaminhadas pelo Fórum das ADs para intensificar os protestos contra os governos estadual de Rui Costa (PT) e federal de Michel Temer (PMDB). Agora os professores, representantes das Associações Docentes (ADs) das Universidades Estaduais Baianas (Ueba), levarão as propostas para a apreciação da categoria nas respectivas assembleias gerais docentes de Uneb, Uefs, Uesb e Uesc. A data da assembleia da ADUNEB será divulgada em breve. A reunião das ADs que orientou a construção da forte manifestação aconteceu em 10.10, em Ilhéus.
Sobre a proposta de dois dias de portões fechados, o Fórum das ADs defende que no dia 25 a categoria docente some forças ao dia nacional de paralisações contra o corte de direitos, promovida pelo governo Michel Temer, e pela construção da Greve Geral. A organização da mobilização acontece em unidade de luta por diversas centrais sindicais, entre elas a CSP-Conlutas. As manifestações deste dia 25 serão locais e a expectativa é que aconteçam em todos os campi das Ueba.
Já no dia 26 a sugestão é a concentração de toda a comunidade acadêmica, em um intenso ato de protesto durante todo o dia, no CAB. A intenção é que as várias caravanas do interior, somadas aos manifestantes da capital, resultem em centenas de professores, servidores técnicos e estudantes para exigir a atenção do governo Rui Costa aos graves problemas enfrentados pelas Ueba. A pauta de reivindicações da categoria docente (leia mais), protocolada em dezembro do ano passado, até o momento não teve avanços (leia mais). A ação conjunta da comunidade acadêmica, nesse dia 26, é construída a partir das reuniões do Fórum das 12, espaço que reúne os movimentos docente, estudantil e dos técnicos. A próxima reunião entre o Fórum das ADs e o secretário da educação, Walter Pinheiro, será nesta segunda-feira (17).
A diretoria da ADUNEB, diante da ofensiva conservadora que se apresenta no país, dos inúmeros retrocessos sociais e ataques aos direitos trabalhistas, colocados em prática pelos governos Rui Costa e Temer, conclama toda a categoria a mostrar força. O atual momento político deixa claro que são necessárias a união e o enfrentamento feito por todas/os. É fundamental participar das reuniões, assembleias e da construção das atividades de mobilização que estão em curso, organizadas pelo Movimento Docente (MD). As propostas defendidas pelos governistas, a exemplo da PEC 241 (leia mais) e do PL 257 (leia mais), se aprovadas, causarão profundo prejuízo à educação pública, aos professores e às camadas mais humildes da população. Na prática, o que está proposto é o fim da carreira docente e da universidade pública.
Insalubridade
Sobre a luta do MD em defesa dos professores que ainda não tiveram seus adicionais de insalubridade reimplantados (leia mais), o Fórum das ADs buscará o agendamento de uma nova reunião para cobrar do governo. O objetivo será exigir explicações e encaminhamentos diretamente do superintendente de recursos humanos da Saeb, Adriano Tambone. De acordo com os docentes, desde a última reunião, realizada em 08.09, apesar do comprometimento dos representantes do governo, nada avançou. O MD cobrará principalmente a contratação da empresa especializada para a medição dos riscos químicos e físicos de insalubridade.
Outros encaminhamentos
O Fórum das ADs também intensificará a denúncia e o combate ao Movimento Escola com Mordaça, que prevê proibir docentes e instituições de ensino a oferecer formação crítica, pautada na realidade político-social do país, aos estudantes (leia mais).
Além disso, também foi definido que o próximo Encontro das Ueba será de 25 a 27 de novembro deste ano, em Ilhéus. A atividade é considerada o mais importante espaço de discussões, de trocas de experiências e planejamento de luta do MD das Universidades Estaduais Baianas.