Movimento docente participa do desfile da Independência da Bahia no bloco da Conlutas

Professores e estudantes das Universidades Estaduais da Bahia estiveram presentes no bloco da Conlutas para denunciar a intervenção autoritária do Governo Wagner nas universidades estaduais.

Por Assessoria ADUNEB · Publicado em
No dia que é celebrado a Independência da Bahia, 2 de julho,  quando as mobilizações do recôncavo baiano expulsaram as últimas tropas dos colonizadores portugueses do Brasil, a Conlutas-BA colocou o bloco na rua “Por uma Segunda Independência” .

A data é tradicionalmente comemorada com um cortejo na capital baiana, que sai do Largo da Lapinha e vai até a Praça da Sé, e conta com a participação de Movimentos Sociais, partidos e políticos.

“Governo Wagner: Desrespeitar a autonomia Universitária é desrespeitar a História da Independência da Bahia”  

Professores e estudantes das Universidades Estaduais da Bahia estiveram presentes no bloco da Conlutas para denunciar a intervenção autoritária do Governo Wagner nas universidades estaduais. O Fórum das Associações Docentes criticaram a falta de autonomia das universidades e exigiram a revogação dos decretos de contingenciamento imposto, pelo  Governo Wagner, à  educação pública estadual.
A Regional Nordeste 3 do ANDES-SN , a ADUNEB, ADUSB, ADUSC e ADUFS, em unidade com os estudantes, criticaram a política de descaso do Governo Estadual em relação à educação. Os decretos de contingenciamento 11.436 e 11.480, impostos pelo Governo Wagner, sucateiam, cortam recursos e ferem a autonomia das UEBA.

A Conlutas marcou presença com cerca de 150 ativistas que levantaram a bandeira por um país livre do desemprego e das imposições do FMI. O bloco denunciou ainda o uso de dinheiro público para salvar as empresas da crise econômica mundial enquanto cortes sucessivos são realizados, pelos governos, na educação e na saúde. “Para enfrentar a crise é preciso garantir o emprego, reduzir a jornada de trabalho, investir em obras públicas e construção de hospitais, e não ajudar os empresários e impor cortes nos orçamentos estatais”, afirmou ativista da Conlutas-BA durante o cortejo.

Ativistas da Conlutas - BA passaram ainda, entre a população que assistia o cortejo, o abaixo-assinado lançado pela Conlutas nacionalmente. O texto é dirigido ao presidente Lula e ao Congresso Nacional em defesa de importantes bandeiras dos trabalhadores contra os efeitos da crise econômica sobre o conjunto dos explorados e
oprimidos.

Wagner e João Henrique são vaiados


O cortejo foi marcado, ainda, por confronto e vaias contra o prefeito João Henrique e o governador Jacques Wagner. Em greve há 17 dias, os servidores municipais vaiaram, jogaram ovo e até um guarda-chuva no prefeito. Seguranças de João Henrique partiram pra cima da multidão. Houve trocas de socos e pontapés e até mulheres foram agredidas. Wagner, por sua vez, foi vaiado e escutou protestos contra a sua política.

História de luta e resistência


Todos que acompanharam o cortejo do dois de julho passaram por fachadas de casas enfeitadas que resgatavam, com muita criatividade, a história de luta do povo baiano. Manequins ou modelos vivos com figurinos da época representavam soldados, negros e índios na luta pela libertação dos colonos. Maria Quitéria, uma jovem dos arredores de Feira de Santana, que desobedeceu a seu pai para unir-se à luta da independência foi lembrada pelos moradores. A jovem participou de importantes defesas, atacou trincheiras e comandou grupos femininos durante o enfrentamento com os portugueses.

No 2 de julho, a história de resistência  da Bahia foi resgatada no bloco da Conlutas. Docentes e estudantes unificados com outros setores que constroem a Conlutas mostraram nas ruas a disposição do povo baiano em continuar a luta por uma verdadeira independência!

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Deu na Imprensa (clique nas manchetes):
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Professores universitários ameaçam novo protesto no 2 de julho - Correio da Bahia
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