Governo Wagner descumpre promessa
Governo Wagner descumpre promessa
O Governo Estadual, por meio da Secretaria da Educação, descumpre compromisso firmado em reunião com os representantes das quatro ADs. No último dia 02 de agosto, depois de ameaçarem vigília permanente na SEC, docentes das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba), representando a categoria, apresentaram e discutiram a pauta da campanha salarial 2012 com a Coordenação para o Desenvolvimento do Ensino Superior (CODES), representada pelo coordenador Nildon Pitombo. Como resultado do debate travado, Pitombo se comprometeu em agendar com outros setores do governo (SAEB e SEPLAN) uma data na semana seguinte para análise da pauta em conjunto com as ADs. Todavia, três semanas já se passaram e o governo Wagner, como de costume, não cumpriu o acordado.
Essa atitude desrespeitosa com o trabalho docente é inaceitável e o Movimento Docente (MD), na última reunião do Fórum das ADs, que aconteceu na Adusc, em Ilhéus, dia 14 de agosto, fez uma análise da conjuntura e estabeleceu um plano de ações para o decorrer do segundo semestre de 2012, cujo objetivo é enfrentar o descaso do governo baiano com muita luta e mobilização.
A mobilização da categoria pela efetiva abertura das negociações da campanha salarial 2012 faz-se indispensável nesse momento, pois acordos salariais do funcionalismo devem constar da previsão orçamentária anual e o prazo para definição do orçamento para 2013, via Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), expira no final de agosto (leia aqui).
A campanha salarial 2012 para o magistério superior foi definida a partir das seguintes considerações: por um lado, a comparação dos salários recebidos pelos docentes das universidades estaduais nordestinas e por outro lado, um recente estudo desenvolvido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Enquanto a comparação mostra que, atualmente, os docentes das Ueba recebem o pior salário entre as universidades estaduais do Nordeste, o estudo do Dieese revela que o vencimento dos professores das Universidades Estaduais da Bahia representa apenas 47,20% do poder aquisitivo que a categoria detinha em 1990.
Esse estudo demonstra que, para o salário dos docentes das Ueba atingir o mesmo patamar de duas décadas atrás, seria necessário um reajuste de 111,89%! A luta para equiparar os vencimentos dos docentes baianos com os salários pagos nas estaduais do Ceará, Estado, que atualmente, é o que melhor remunera o trabalho docente entre os estados nordestinos, representa um pequeno avanço no sentido de recompor parte da perda salarial acumulada ao longo de 20 anos. A defasagem salarial entre docentes baianos e cearenses atinge o percentual de 28%. Desse modo, o reajuste de 28%, garantindo a equiparação salarial é uma reivindicação justa.

