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ADUNEB-Mail 2013 – Edição 493 (31/10/13)

Por Aduneb · Publicado em
 Assembleia aprova e Uneb para, em 7 de novembro, na luta pelo orçamento 

Professores também deliberam Dia de Mobilização, em 05.10, em defesa de pauta interna da categoria 
 
Em Assembleia Geral Ordinária Docente realizada nesta quarta-feira, 30.10, os professores da Uneb deliberaram pela paralisação das atividades acadêmicas, com portões fechados, nos dias 7 de novembro e 11 de dezembro. As ações, que serão realizadas em conjunto com as demais Universidades Estaduais da Bahia, tem como objetivo a mobilização da comunidade acadêmica e a reivindicação por aumento no repasse orçamentário do estado. A luta é pela subvinculação de, no mínimo, 7% de Receita Líquida de Impostos; contra o Decreto 14.710, que causa forte impacto financeiro nas Ueba; e contra a previsão de corte orçamentário de R$ 12 milhões, previsto para 2014.
 
As paralisações foram indicações do Fórum das 12, que possui representantes de professores, técnico-administrativos e estudantes das Ueba. A recomendação da ADUNEB é que, nos dias que antecederem à atividade, em todas as aulas sejam reservados 15 minutos para o debate sobre a crise orçamentária e o sucateamento da universidade; que os professores passem nas salas de aula para divulgar e esclarecer docentes e alunos sobre a importância da união de toda a comunidade acadêmica na luta por uma universidade pública com educação de qualidade; e que se faça ampla distribuição de panfletos. O material para panfletagem está anexo a esta matéria, no site da ADUNEB (clique aqui).
 
5 de novembro – Dia de Mobilização
 
A Assembleia Geral também deliberou o dia 5 de novembro, terça-feira, como Dia de Mobilização com manifestação pública, para pressionar o governo contra o entrave dos processos de promoção, progressão e mudança de carga horária. Na Uneb, 85 professores aguardam injustamente em uma fila, e ainda não tiveram implementadas suas vantagens econômicas decorrentes de avanço na carreira docente, prevista no Estatuto do Magistério Superior.
 
A manifestação dos docentes será realizada na Secretaria de Administração do Estado da Bahia (SAEB), às 14h. Para a atividade a ADUNEB conclama todos os docentes e, em especial, os 85 professores que foram violados em seus direitos garantidos em lei. Os associados à ADUNEB, que integram a lista dos 85, e possuem dificuldade financeira para chegar a Salvador, deverão entrar em contato com a Associação (71 3257-5803 - falar com Ana). A Assembleia deliberou ainda que a assessoria jurídica do sindicato entre com um Mandado de Segurança individualizado na defesa de cada um dos professores filiados ao sindicato que está na citada listagem. 
 
A próxima Assembleia Geral Docente, com indicativo de data para 26 de novembro, terá como discussão as pautas internas, entre elas, os casos de assédio moral na Uneb.
 

Professores - união para o enfrentamento

 
Orçamento: governo ignora problema das Ueba e reunião não avança

Terminou sem avanço significativo a reunião desta terça-feira, 29.10, entre o Fórum das Associações Docentes (ADs), ANDES-SN, Fórum dos Reitores e representantes do governo Jaques Wagner para tratar sobre o contingenciamento orçamentário imposto às Universidades Estaduais da Bahia (Ueba). A solicitação de reunião havia sido feita em 30.09 e o agendamento só foi realizado depois de pressão do Movimento Docente (MD) (leia mais).
 
A ausência do secretário estadual da educação, Osvaldo Barreto, foi a primeira evidência do costumeiro descaso do governo Jaques Wagner com a Educação Pública Superior da Bahia. Na reunião, o representante da Secretaria de Relações Institucionais (SERIN), Emilson Piau, de maneira contundente, tentou negar que o Decreto 14.710, que impõe severos cortes financeiros ao serviço público estadual esteja impactando as universidades estaduais. A alegação do governo é que o problema nas Ueba é consequência da crise e do déficit no fluxo de caixa estatal. 
 
A alegação do governo não convenceu os docentes. A fala de Emilson Piau foi criticada por reitores e professores que, por meio de fatos, colocaram por terra a falácia do governo. Os reitores de Uneb, Uefs, Uesb e Uesc demonstraram que as Ueba, desde a publicação do Decreto, passaram a sofrer negativas, entre outros itens, na aquisição de equipamentos, em dezenas de viagens a trabalho de docentes e na reposição de frota. Segundo o reitor da Uneb, Lourisvaldo Valentim, a instituição tem compromissos a serem liquidados na ordem de R$ 10,2 milhões, e para honrar os mesmos tem recebido do estado apenas R$ 3 milhões mensais
 
Quadro de vagas
 
O Fórum das ADs e o Fórum dos Reitores também cobraram um posicionamento do governo quanto ao déficit no quadro de vagas e o travamento nos processos de promoção, progressão e mudança de carga horária. Todas as Ueba já discutiram com o governo suas demandas específicas e repassaram os dados que comprovam o problema. Para os professores, nada justifica a falta de definição do governo sobre o quadro de vagas de 2014 e 2015. Atualmente, na SAEB, existe uma fila parada com os processos de 85 docentes da Uneb com direito à promoção, progressão e mudança de carga horária. O problema ainda descumpri um acordo da greve de 2011, em que tais tramitações de processos seriam definidas dentro das próprias Ueba.
 
O Movimento docente reivindica prazos para o cumprimento dos direitos trabalhista que são desrespeitados pelo governo; e reafirma que essa inescrupulosa atitude é inaceitável, principalmente, porque promoções, progressões e alterações de carga horaria já estão previstas no orçamento das Ueba. Os professores também exigem a flexibilização das vagas (leia mais), algo já prometido pelo governo a reitores e professores. 
 
7% da RLI
 
Quanto à reivindicação de docentes, estudantes, técnico-administrativos e reitores de repasse orçamentário de 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI), para suprir as demandas em ensino, pesquisa e extensão, Emilson Piau, defendeu a subvinculação atual de menos de 5% à Educação Pública Superior. “Para o governo é um orgulho ter 5% para a educação. A reivindicação de 7% é legítima, mas temos que adequar o problema à capacidade de arrecadação do estado”, disse o representante da SERIN. Essa postura ratifica a lamentável concepção do governo Wagner de que educação é um gasto e não um investimento.
 
Provocação
 
Outro problema é a previsão de corte, em 2014, na Lei Orçamentária Anual (LOA), de aproximadamente R$ 12 milhões em custeio e investimento das Ueba. Só na Uneb esse corte será de R$ 2,88 milhões. A falta de comprometimento do governo Jaques Wagner com a Educação Pública Superior é vista pelo MD como uma provocação à comunidade acadêmica. 
 
Para as ADs, a incompetência de gestão do governo Wagner e o descaso com a educação resultam na precarização da universidade. O Movimento Docente não aceitará que a educação seja a escolhida para pagar as dívidas do governo. Conhecidos pela disposição e coragem no enfrentamento, os professores não ficarão calados diante do descaso do estado. Com o desrespeito com a educação e com os compromissos financeiros já firmados. O governo compra briga com toda a comunidade acadêmica, que, se necessário, partirá para a radicalização. Nos dias 7 de novembro e 11 de dezembro, já aprovado em Assembleia Geral pelas Ueba, acontecerão paralisações acadêmicas para denunciar o desrespeito do governo e reivindicar os 7% da RLI.
 
Na tentativa de avançar nas discussões sobre as reivindicações do toda a comunidade acadêmica, governo e reitores farão reunião na terceira semana de novembro. Na semana seguinte, com data ainda a ser definida, Fórum das ADs, reitores e governo farão nova reunião. Para a atividade são esperadas as presenças dos secretários estaduais da Educação, Fazenda e Administração.
 

Reunião foi marcada por clima tenso

 
Professores lutam por emenda no orçamento e conquistam audiência pública
 
Nesta terça-feira, 29.10, professores do Fórum das ADs voltaram à Assembleia Legislativa para cobrar uma resposta dos deputados estaduais quanto à solicitação docente de emendas no orçamento das Ueba em 2014. A solicitação foi feita pelos docentes em 14.10 t(leia mais). 
 
Após a pressão das ADs, dois deputados se comprometeram em fazer as emendas orçamentárias solicitadas. Agora, a Fórum das ADs ainda tenta articular junto aos parlamentares a elaboração de uma “emenda de bancada”, assinada e defendida conjuntamente por toda a bancada de oposição. 
 
No mesmo local, o Fórum das ADs também assistiu à reunião da Comissão de Educação. Após a leitura do documento em que as Associações Docentes reivindicam emendas orçamentárias para 2014, os deputados aprovaram a realização de uma audiência pública, com data a ser definida pelos professores. A expectativa é que a atividade tenha a presença do relator do orçamento e que se possa avançar nas discussões sobre o financiamento das Ueba. 


 

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