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ADUNEB-Mail 2018 – Edição 751 (15/06/18)

Por Aduneb · Publicado em
 Docentes da ADUNEB discutem desrespeito trabalhista à progressão

Já existem docentes há mais de sete meses na fila de espera para progressão. A implantação não está condicionada à existência de recurso orçamentário na Uneb, basta vontade política de reitoria e Saeb

 Na última quinta-feira (14) a coordenação e a assessoria jurídica da ADUNEB fizeram reunião com vários docentes da Uneb, prejudicados por estarem com seus direitos à progressão, barrados pelo governo Rui Costa. Durante toda a tarde a sede do sindicato, no campus de Salvador, recebeu professoras e professores que são obrigados a aguardar injustamente na fila de espera. Na ocasião foram discutidos encaminhamentos jurídicos a serem executados pela ADUNEB, no intuito de pressionar reitoria e governo para a implantação das progressões / mudança de nível. 

A partir de relatos que surgiram na reunião deste quinta-feira, constatou-se que já existem docentes há mais de sete meses na fila de espera para progressão. De acordo com a coordenação do sindicato, a progressão não está condicionada à existência de recurso orçamentário, basta apenas a sensibilidade e a vontade política do reitor, José Bites, e do secretário de administração do Estado da Bahia, Edelvino Góes. A lista de espera, que infelizmente já começa a ser histórica na Uneb, se configura como forte desrespeito à categoria. 

A assessoria jurídica da ADUNEB declarou que a progressão / mudança de nível na carreira deveria ser processada com rapidez, sem espera em fila. Mesmo a exigência de requerimento é um excesso previsto na legislação para um simples ato declaratório. O modelo de progressão automática beneficia outras categorias do serviço público do Estado da Bahia. Ao atingir o tempo de trabalho específico a que dá o direito à progressão, em algumas categorias, a mesma é realizada automaticamente.

Entre as ações acordadas na reunião de 14.06, a ADUNEB formalizará pedido junto à reitoria de fixação de prazo para tramitação desses processos, exigindo o cumprimento do Artigo 18 do Estatuto do Magistério Superior, em que o Caput afirma: “A Universidade, ouvidos os Departamentos, fixará o prazo para tramitação dos processos de promoção e de progressão”.

Retroatividade

Outro grave problema na Uneb é o desrespeito ao pagamento retroativo, com data correta, das progressões e promoções. A todos os processos implantados, entre 2015 e 2017, frutos da luta do Movimento Docente, o governo Rui Costa arbitrariamente definiu como data para o pagamento retroativo, apenas a partir de 1º de maio de 2017. Segundo o jurídico da ADUNEB, a data correta é a partir do momento em que cada docente, já tendo preenchido os requisitos legais, teve seu processo deferido pela Uneb. Uma nota divulgada, em 22.03 deste ano, pela assessoria jurídica do sindicato consta: “Ressalte-se que não é possível reconhecer o marco aquisitivo de um direito em seus efeitos funcionais, para estabelecer, por outro lado, um marco financeiro arbitrário. A razão é a mais evidente: todos os efeitos decorrem do preenchimento dos requisitos legais por cada um dos professores. Os efeitos funcionais e financeiros estão absolutamente vinculados ao marco temporal de aquisição do direito, por sua vez, reconhecido em cada um dos processos administrativos e listados no anexo das portarias da Uneb”.

A coordenação da ADUNEB, em defesa da categoria docente, tem em andamento um processo em curso de cobrança de retroativo dos processos de promoções e progressões. A questão é que, além da falta de vontade política, Estado e reitoria têm se beneficiado da lentidão do judiciário nos citados processos. Para acelerar a questão e conseguir a justiça aos docentes, além das ações jurídicas, é necessária ampla mobilização da categoria. A forte pressão sobre os gestores da universidade e do governo pode ser um fator decisivo na resolução da questão.

A assessoria jurídica do sindicato em breve divulgará uma ampla nota de orientação aos docentes sobre direitos trabalhistas de progressão, promoção e alteração de regime de trabalho. O documento abordará também questões como insalubridade, aposentadoria, incentivo à produção científica, entre outras.  


ADUNEB debate o ‘Novo ciclo da direita no Brasil: O ataque às opressões’



A ADUNEB promove na terça-feira (19) a mesa redonda ‘Novo Ciclo da Direita no Brasil: O ataque às opressões’. A atividade que começa às 14h, no auditório do sindicato dos docentes, terá como debatedores a mestranda Amanda Palha (UFPE), e os professores da área de Ciência Política, Milton Pinheiro (UNEB), e da área de História, Muniz Ferreira (UFRRJ). O evento também será transmitido por videoconferência a todos os campi da Universidade do Estado da Bahia e pela página do Facebook da ADUNEB.

De acordo com a coordenação do sindicato, a mesa redonda marcará o encerramento da agenda de atividades, deste semestre, do Grupo de Trabalho de Política de Formação Sindical (GTPFS), do Sindicato dos Docentes da Uneb.

Para que a comunidade acadêmica dos campi do interior possa assistir, por videoconferência, é necessário que os interessados solicitem em seus respectivos departamentos a transmissão da palestra, nas salas adequadas à atividade nos departamentos. 

Confraternização
 
Após a mesa redonda a ADUNEB convida a todas e a todos os docentes para uma descontraída festa junina, com comidas típicas e música ao vivo. A confraternização terá como temática o “Forró do Arrocho”. O nome é uma referência a campanha 2018 de reivindicações da categoria docente, das quatro universidades estaduais baianas – Uneb, Uefs, Uesb e Uesc. Segundo estudos do Dieese, o período do governador Rui Costa é o de maior arrocho salarial dos últimos 20 anos (leia mais). 


 

CAMPANHA PELA GARANTIA À MOBILIDADE DOCENTE

SE NÃO UNIR E LUTAR, VAI PARAR!

CORTE TOTAL DAS PASSAGENS INTERMUNICIPAIS AOS DOCENTES ESTÁ PREVISTO PARA OUTUBRO DESTE ANO
 
Entre em contato com os representantes da ADUNEB, da Comissão Passagens e ajude a aumentar a mobilização

71 – 3257-9333  /  aduneb@aduneb.com.br 



E se fosse você? 

Já imaginou o que seria ter uma mãe na terceira idade, em Salvador, dependendo de cuidados e, por falta de condições de trabalho, você ter que se afastar dela definitivamente ou pagar, do próprio bolso, em muitos casos, mais de mil reais por mês?
 
Pense aí o que é ter filhas/os pequenos na capital, sem condições de transferência a, por exemplo, Paulo Afonso, e para continuar junto à família, sem perder o emprego, ter que tirar do orçamento familiar R$ 1.296,00?
 
E o que seria ter que desistir da carreira acadêmica na Uneb, após tanto empenho e luta, porque passou em Eunápolis e mensalmente terá de pagar passagens do próprio salário no valor de R$ 1.585,00?

Baixo custo / Alto benefício
 
Mais do que um auxílio, as passagens docentes são direitos das/dos professoras e professores e necessidade para levar conhecimento, formação e possibilitar a chance de melhores oportunidades de emprego e vida a milhares de estudantes e suas famílias, em todas as regiões da Bahia.
 
Cálculos da Comissão Passagens, formada por docentes, mostram que o investimento médio dos departamentos da Uneb, na compra de passagens de ônibus intermunicipais são de aproximadamente, apenas, 15% do orçamento mensal. 
 
Qual o caminho? 
 
Após inúmeros estudos e análises de possibilidades a coordenação da ADUNEB, a Comissão Passagens e demais membros da categoria docente que discutem a questão, sob a orientação do setor jurídico do sindicato, concluíram que o caminho a seguir é pressionar reitoria e governo estadual para a alteração do Decreto de Lei 6.192/97, que limita a compra de passagens a apenas 72 km do local de moradia do docente. A proposta é que a lei seja alterada via Assembleia Legislativa da Bahia.

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