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ADUNEB-Mail 2018 - Edição 748 (25/05/18)

Por Aduneb · Publicado em
 Passagem docente - ADUNEB segue na pressão à reitoria e governo por solução definitiva ao problema

Em reunião, professores discutiram viabilidades jurídicas e práticas de várias estratégias para continuar a luta em defesa da categoria


Representantes do Movimento Docente da Uneb estiveram reunidos, a quarta-feira (23), no campus de Salvador, para discutir novos encaminhamentos às questões relacionadas à garantia de passagens intermunicipais aos professores, que atuam nos campi do interior. Convocada pela ADUNEB, participaram da reunião coordenadores do sindicato, representações de professores no Conselho Universitário e da Comissão Passagens.

Entre os assuntos discutidos na reunião constou a análise de um documento entregue à ADUNEB, na terça-feira (22), por representantes da reitoria, denominado “Sistematização das ações da Administração Central referente às passagens docentes”. Após examinar o material, a constatação da coordenação do sindicato é que, pelo menos de acordo com o documento entregue, não há uma proposta concreta, nenhuma resolução definitiva da reitoria sobre a questão das passagens, nem mesmo orientações da Procuradoria Jurídica da universidade sobre a questão.

As representações do Movimento Docente, presentes na reunião desta quarta-feira, discutiram viabilidades jurídicas e práticas de várias estratégias para continuar a luta em defesa dos professores. O objetivo é pressionar governo e reitoria para uma resolução definitiva ao problema, que ameaça grande parte da categoria com o corte das passagens, o que causará forte prejuízo ao orçamento familiar dos docentes e, em muitos casos, até inviabilizar o trabalho nos campi do interior.

Entre as ações que são defendidas pela ADUNEB está a alteração do Decreto de Lei 6.192/97, que limita a compra de passagens a apenas 72 km do local de moradia do docente. A proposta é que a lei seja alterada via Assembleia Legislativa da Bahia. 

Em 13 de julho de 2016, em reunião com coordenadores da ADUNEB, o próprio secretário estadual da Educação, Walter Pinheiro, reconheceu o problema e se mostrou favorável à alteração do decreto. “É uma questão de razoabilidade. A Uneb possui uma estrutura de multicampia, cuja a distância entre um campus e outro é maior do que os 72 km exigidos”, comentou Walter Pinheiro. E ainda complementou: “Essas passagens não são auxílio, são uma condição que a universidade criou” (leia mais). 

A discussão estará presente na pauta da próxima assembleia da ADUNEB, que acontecerá na próxima terça-feira (29), às 9h, no auditório do sindicato, localizado no Campus I, em Salvador (leia aqui o edital). Docentes dos campi do interior, filiados à ADUNEB, que desejarem vir à assembleia terão o reembolso do valor das passagens terrestre. Para tanto é necessário avisar o setor financeiro do sindicato até 24h antes da atividade.


Docentes e estudantes debatem os problemas da Uneb na semana nacional de lutas Iees/Imes


 Representantes dos movimentos Docente e Estudantil em passagem em salas de aula

 A ADUNEB participa de maneira ativa da Semana Nacional de Lutas do Setor das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino Superior (Setor das Iees/Imes), do ANDES-SN, que acontece de 21 a 25 de maio. Café da manhã com roda de conversa, intervenções poéticas, passagens em salas de aula, carro de som, lançamento de livros, música ao vivo e muita disposição em defesa da Uneb. Esses foram alguns dos componentes que movimentaram o Campus de Salvador da universidade, nesta terça-feira (22). 

Durante as atividades representantes do Movimento Docente e do Movimento Estudantil, entre outros pontos, debateram o déficit orçamentário da Uneb, a falta de autonomia universitária, o desinteresse do governo do estado em lutar pelos problemas da comunidade acadêmica e a ausência de eficazes políticas de assistência e permanência estudantil.
 
 
Conversa com estudantes sobre os problemas da Uneb 

Sarau e roda de conversa

Um dos pontos altos da agenda organizada pela ADUNEB foi o Sarau Uneb Resiste, que ocorreu no Departamento de Ciências Humanas do Campus I. Após um café da manhã, acompanhado de muita poesia, os estudantes Gustavo Mascarenhas e Cintia Lima, e a coordenadora da ADUNEB, Caroline Lima, levaram a todos os presentes o debate sobre os problemas da Uneb.

 
 Sarau Uneb Resiste 

Moradora da residência estudantil, Cintia Lima, abordou as dificuldades de sobreviver diante a todos os problemas que envolvem o precário programa de permanência estudantil. “Convivemos com os constantes atrasos de bolsas. Eu e todos os colegas que moram comigo ainda não recebemos bolsa neste semestre. Temos vários problemas com a estrutura da casa e até psicológicos, e não conseguimos fazer um diálogo efetivo com a reitoria ou com a Praes (Pró-Reitoria de Assistência Estudantil). Já Gustavo Mascarenhas abordou a questão orçamentária, que gera a precarização da Uneb. Segundo o estudante de Ciências Contábeis, que desenvolveu pesquisa sobre o assunto em questão, a Uneb que já passa por inúmeros problemas devido ao escasso orçamento, sofre ainda mais pelo contingenciamento imposto pelo governo Rui Costa. Dos recursos que seriam destinados este ano à Uneb, até o momento, foram liberados para o setor de custeio apenas 47,88% do previsto. O problema é ainda maior na rubrica de investimentos, em que o contingenciamento chega a 91,65%.
 
 
Roda de Conversa - Estudantes Gustavo Mascarenhas e Cintia Lima puxando o debate sobre 
orçamento das Ueba e permanência estudantil

A coordenadora na ADUNEB, Caroline Lima, trouxe à discussão a dura realidade vivida pelos docentes da Uneb e das demais Universidades Estaduais Baianas (Ueba). De acordo com a docente, o governador Rui Costa nega aos professores, há três anos, o pagamento do reajuste linear da categoria. Cálculos do Dieese mostram que para a recomposição salarial é necessário um acréscimo de 21,1% no salário. Os números evidenciam ainda que o período Rui Costa é o maior arrocho salarial dos últimos 20 anos. Além da questão salarial, outros graves problemas impactam a categoria, a exemplo da recusa do governo em pagar os direitos trabalhistas de promoção, progressão e alteração de regime a quase mil docentes das Ueba.

Lançamento de livros

No período da noite da mesma terça-feira (22), no espaço coberto em frente à biblioteca, aconteceu o lançamento de livros “Saúde para todos, já!” e “O dentista e seu trabalho”, de Lana Bleicher, e “Marx e Engels: uma introdução”, de Sandra Marinho e Francisco Pereira. No local, a editora Kawo-Kabiyesile também fez uma exposição de suas publicações à venda, nas áreas em que atua: ciências humanas, literatura, artes, e a ancestralidade religiosa de matriz afro-brasileira. Tudo embalado ao som da voz e violão de Cristiano Leão. A noite foi encerrada com a descontração de uma aula de dança aos presentes, oferecida pelo professor Sandro Guedes.

As atividades da quarta-feira (23), de panfletagem e passagens em salas de aula, serão reagendadas para outro dia devido à legítima greve dos rodoviários, que provocou o cancelamento das aulas no Campus I.


ADUNEB fará duas assembleias docentes nesta próxima terça-feira (29)

A coordenação da ADUNEB conclama a categoria docente a participar das duas assembleias gerais, que serão realizadas na próxima terça-feira (29), no auditório do sindicato, no campus de Salvador. A primeira (leia aqui o edital) acontecerá às 9h e terá como pauta: Informes, Análise de Conjuntura, Passagem Docente, CPA, Casa Docente e Cooperação Docente. Já a segunda assembleia (leia aqui o edital), que começa às 14h, a pauta única discutirá a eleição do/a delegado/a ao 63º CONAD. A atividade ocorrerá de 28 de junho a 1º de julho de 2018, na cidade de Fortaleza (CE).

Professores e professoras dos campi do interior, filiados à ADUNEB, que vierem participar das discussões terão os custos com passagens terrestres reembolsados pelo sindicato. Para tanto, basta entrar em contato com o setor financeiro, com 24h de antecedência.


Estudantes do Campus de Alagoinhas ocupam Uneb por melhores condições de estudo e moradia

Matéria publicada em 22/05/18

 Mobilização do Movimento Estudantil no Campus de Alagoinhas_Foto:Divulgação M.E.

 Desde a última quinta-feira (17), estudantes do Campus da Uneb de Alagoinhas realizam forte protesto por melhores condições de estudo e moradia. A manifestação que começou com uma paralisação, se tornou um movimento de ocupação da sexta-feira (18) e permanece até esta manhã de terça-feira (22). O protesto acontece no prédio em que estão localizados os dois departamentos do Campus II: Ciências Exatas e da Terra (DCET) e Educação (DEDC).

De acordo com um dos representantes do Movimento Estudantil local, Dielson Almeida, os protestos são, principalmente, contra o atraso no pagamento das bolsas auxílio residência/complementar e por melhorias nas residências estudantis. Os principais pontos da pauta pertencem às reivindicações do Movimento de Residências Universitária da Uneb que, de maneira articulada, paralisaram por um dia vários campi do interior na semana passada, entre esses, Eunápolis, Valença, Bom Jesus da Lapa e Santo Antonio de Jesus (leia mais). 
 
Ainda segundo Dielson, o estudante do curso de Educação Física de Alagoinhas, além da pauta geral, os integrantes da ocupação do Campus II reivindicam também, aumento de vagas nas residências, adequação da acessibilidade das casas de estudantes as necessidades dos portadores de deficiência visual e física; acompanhamento biopsicossocial, como prevenção e tratamento da saúde mental do corpo discente; construção de moradias estudantis dentro do campus; e o controle da redução da superpopulação de gatos do Campus de Alagoinhas.
 
Na tarde da segunda-feira (21), uma reunião entre representantes do Movimento Estudantil, com os diretores dos departamentos locais e a Pró-Reitoria de Assistência Estudantil não chegou a um acordo. Após o término da reunião, já no início da noite, os alunos informaram que por conta da não negociação das propostas apresentadas, o movimento de ocupação seguiria resistente. Uma nova rodada de diálogo seria agendada para esta terça-feira (22).

Leia abaixo a íntegra da carta dos estudantes do Campus de Alagoinhas publicada em redes sociais: 

“O que é uma ocupação e por que lutamos?
 
Não é um semestre que está em jogo, são anos de muitas promessas e pouca ação.
 
Participar de uma ocupação não é um ato simplesmente de impedir os professores de ministrarem suas aulas, nem um período de férias para ficar em casa assistindo filmes e colocando as séries em dia, ou muito menos é coisa de pessoas sem serviços e desocupadas (como muitos dizem). Até porque, estar em uma ocupação não é somente ocupar um espaço, é estar ocupado!
 
Estamos ocupados construindo a Universidade que queremos, ou ao menos lutando por isso.
 
A ocupação é um movimento articulado e organizado, formado pelos estudantes residentes do campus II, pessoas que acreditam que ao lutar em defesa pelas políticas de permanência na UNEB, significa também lutar pelo futuro da educação do país.
 
Em consideração a isso e principalmente em relação, a até então, não termos conquistado nenhuma garantia da resolução das pautas das casas estudantis, nós, estudantes residentes do campus II da Universidade do Estado da Bahia, chegamos a *decisão de continuar a ocupação por tempo indeterminado*.
 
Ressaltamos a importância do apoio de todo o corpo acadêmico (discentes, funcionários e docentes) que se solidarizam com a situação, e convidamos a todos e todas a somarem a luta, que não é só dos residentes mas de todos aqueles que acreditam numa Universidade pública, gratuita, de qualidade e que garante a permanência de pessoas socioeconômicamente enfraquecidas.


Produzido pelos estudantes do Campus II”.
 
 
 
 
  
 
 

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