AdunebMail
ADUNEB-Mail 2016 – Edição 662 (14/10/16)
Fórum das ADs recomenda paralisações de dois dias contra governos Temer e Rui Costa
Atividades são propostas para os dias 25 e 26 deste mês. Mobilizações incluem manifestações locais e grande ato público em Salvador
Paralisação das atividades acadêmicas, com portões fechados, nos dias 25 e 26 de outubro, com grande ato de protesto no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Essas são algumas das orientações encaminhadas pelo Fórum das ADs para intensificar os protestos contra os governos estadual de Rui Costa (PT) e federal de Michel Temer (PMDB). Agora os professores, representantes das Associações Docentes (ADs) das Universidades Estaduais Baianas (Ueba), levarão as propostas para a apreciação da categoria nas respectivas assembleias gerais docentes de Uneb, Uefs, Uesb e Uesc. A data da assembleia da ADUNEB será divulgada em breve. A reunião das ADs que orientou a construção da forte manifestação aconteceu em 10.10, em Ilhéus.
Sobre a proposta de dois dias de portões fechados, o Fórum das ADs defende que no dia 25 a categoria docente some forças ao dia nacional de paralisações contra o corte de direitos, promovida pelo governo Michel Temer, e pela construção da Greve Geral. A organização da mobilização acontece em unidade de luta por diversas centrais sindicais, entre elas a CSP-Conlutas. As manifestações deste dia 25 serão locais e a expectativa é que aconteçam em todos os campi das Ueba.
Já no dia 26 a sugestão é a concentração de toda a comunidade acadêmica, em um intenso ato de protesto durante todo o dia, no CAB. A intenção é que as várias caravanas do interior, somadas aos manifestantes da capital, resultem em centenas de professores, servidores técnicos e estudantes para exigir a atenção do governo Rui Costa aos graves problemas enfrentados pelas Ueba. A pauta de reivindicações da categoria docente (leia mais), protocolada em dezembro do ano passado, até o momento não teve avanços (leia mais). A ação conjunta da comunidade acadêmica, nesse dia 26, é construída a partir das reuniões do Fórum das 12, espaço que reúne os movimentos docente, estudantil e dos técnicos. A próxima reunião entre o Fórum das ADs e o secretário da educação, Walter Pinheiro, será nesta segunda-feira (17).
A diretoria da ADUNEB, diante da ofensiva conservadora que se apresenta no país, dos inúmeros retrocessos sociais e ataques aos direitos trabalhistas, colocados em prática pelos governos Rui Costa e Temer, conclama toda a categoria a mostrar força. O atual momento político deixa claro que são necessárias a união e o enfrentamento feito por todas/os. É fundamental participar das reuniões, assembleias e da construção das atividades de mobilização que estão em curso, organizadas pelo Movimento Docente (MD). As propostas defendidas pelos governistas, a exemplo da PEC 241 (leia mais) e do PL 257 (leia mais), se aprovadas, causarão profundo prejuízo à educação pública, aos professores e às camadas mais humildes da população. Na prática, o que está proposto é o fim da carreira docente e da universidade pública.
Insalubridade
Sobre a luta do MD em defesa dos professores que ainda não tiveram seus adicionais de insalubridade reimplantados (leia mais), o Fórum das ADs buscará o agendamento de uma nova reunião para cobrar do governo. O objetivo será exigir explicações e encaminhamentos diretamente do superintendente de recursos humanos da Saeb, Adriano Tambone. De acordo com os docentes, desde a última reunião, realizada em 08.09, apesar do comprometimento dos representantes do governo, nada avançou. O MD cobrará principalmente a contratação da empresa especializada para a medição dos riscos químicos e físicos de insalubridade.
Outros encaminhamentos
O Fórum das ADs também intensificará a denúncia e o combate ao Movimento Escola com Mordaça, que prevê proibir docentes e instituições de ensino a oferecer formação crítica, pautada na realidade político-social do país, aos estudantes (leia mais).
Além disso, também foi definido que o próximo Encontro das Ueba será de 25 a 27 de novembro deste ano, em Ilhéus. A atividade é considerada o mais importante espaço de discussões, de trocas de experiências e planejamento de luta do MD das Universidades Estaduais Baianas.

Fórum das ADs em Ilhéus
Professores, técnicos e estudantes avançam na unidade pelo Fora Temer
Histórica Assembleia Geral Unificada acontecerá em 08 de novembro, no Campus I
Na manhã da terça-feira (11) aconteceu uma reunião entre as três categorias da Uneb, tendo como pauta a atual conjuntura política brasileira. Estiveram presentes representantes da ADUNEB, SINTEST (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau do Estado da Bahia), as coordenações de campus estudantis do DCE dos campi de Salvador, Eunápolis e outros coletivos estudantis.
A reunião discutiu sobre a conjuntura de ataques implementados pelo ilegítimo governo Michel Temer (PMDB). Houve um consenso sobre o que representa o atual governo e a necessidade de construção da unidade em torno do Fora Temer e das suas medidas contra a educação, os trabalhadores e a juventude. Outro ponto em destaque foi o acordo sobre a necessidade de avançar na construção de uma Greve Geral no país, que venha barrar a agenda conservadora e a retirada de direitos.
Um dos principais encaminhamentos aprovados foi a construção de uma Assembleia Geral Unificada (AGU) dos três setores, com data já marcada para o dia 8 de novembro, no Teatro da Uneb - Campus I. Na pauta o avanço para a consolidação da Greve Geral. Além disso, foi aprovada também a organização de uma agenda de mobilização no mês de outubro, com a construção de espaços na universidade que reflitam sobre o atual cenário brasileiro. A próxima reunião do grupo foi marcada para o dia 21 de outubro, às 14h, no auditório na ADUNEB.
Para a diretoria do sindicato, a reunião entre as categorias foi um passo importante para construir um pólo de resistência. O Brasil passa por um momento histórico difícil e de grandes retrocessos. É preciso que a classe trabalhadora e a juventude deem uma resposta à altura, por isso o horizonte de uma AGU será um momento histórico para a comunidade acadêmica. A unidade nesse momento é fundamental e a ADUNEB reforça o chamado para a participação de todas/os.

Representantes dos professores, estudantes e técnicos na construção na AGU
Coletivos feministas se unem contra avanço do machismo e do assédio nas universidades públicas
Na última terça-feira (11) representantes de vários coletivos feministas, com atuação em Salvador e no interior do Estado, realizaram reunião no Campus I da Uneb. A reunião foi organizada pela diretoria da ADUNEB, devido ao aumento dos casos de assédio moral e sexual nas universidades públicas da Bahia. O objetivo é fortalecer a luta dos coletivos, em uma pauta que os unificam, contra a violência do machismo cotidiano.
Segundo a diretoria da ADUNEB, diante da atual agenda conservadora que tenta ser imposta à sociedade é necessário a unidade dos coletivos enquanto grupo, que possa trocar experiências e se fortalecer, sem perder o respeito às especificidades de cada organização. Ainda de acordo com as/os professoras/es do sindicato, o avanço do machismo é parte integrante de um movimento maior contra as organizações que lutam pelas pautas progressistas de esquerda.
Entre os encaminhamentos dessa primeira reunião foi definido a construção de uma ampla campanha de denúncia contra o assédio e o machismo. A ação incluirá camisas, cartazes, atuação em redes sociais e construção de debates que auxiliem na mobilização das comunidades acadêmicas das universidades públicas da Bahia.
Mais coletivos feministas estão sendo convidados a participar do espaço de luta. Para avançar nas questões organizativas uma comissão será montada, com a participação de representantes de todos os coletivos. A próxima reunião do grupo foi pré-agendada para o dia 20 ou 21 deste mês.

Representantes dos coletivos - União contra a opressão machista
Estudante paralisam atividades e reivindicam pagamento de 423 bolsas atrasadas
Nesta quinta-feira (13) o Movimento Estudantil (ME) de pelo menos quatro campi da Uneb (Alagoinhas, Caetité, Valença e Xique-Xique) realizaram mobilizações, protestos e paralisações das atividades acadêmicas. As manifestações são decorrência, entre outros problemas, do atraso de 423 bolsas de auxílio estudantil, no valor de R$ 200,00, do mês de setembro.
Foto: Divulgação ME
Foto: Divulgação ME

Manifestação do Movimento Estudantil de Xique-Xique
De acordo com informações da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil da Uneb, divulgadas em uma rede social, o não pagamento se deve ao atraso do repasse de recursos por parte do governo Rui Costa. Em nota divulgada pelo ME do Campus de Alagoinhas à comunidade acadêmica, a ação conjunta dos estudantes foi discutida e aprovada pelo Movimento de Casas de Estudantes da Uneb, em reunião online, realizada na última segunda-feira (10). Segundo o documento, além do atraso na bolsa, os outros pontos que deflagraram o protesto foram o descaso dos gestores com os alunos residentes, a falta de comprometimento da Uneb com a assistência estudantil e a aprovação da PEC 241/16.
Foto: Divulgação ME
Foto: Divulgação ME

Protesto dos estudantes de Caetité
De acordo com representantes do ME de Alagoinhas, o protesto no Campus II é realizado pelas residências universitárias do campus e do centro, com os portões da universidade fechados nesta quinta e sexta-feira (13 e 14). Já em Caetité, entre outras ações, o ME local promoveu debate no auditório do campus sobre a PEC 241/16, fechou as salas de aula e ocupou as ruas da cidade durante manifestação.
Movimento Estudantil de Juazeiro mobilizado contra o governo Temer
O Movimento Estudantil e outras organizações políticas que integram a comunidade acadêmica do Campus da Uneb de Juazeiro, na última terça-feira (11), realizaram uma reunião para planejar a construção da assembleia geral dos estudantes da Universidade do Estado da Bahia - Campus III.
De acordo com fontes locais, durante a reunião, os presentes pautaram os retrocessos trazidos pela PEC 241/16, como o congelamento dos investimentos à educação e saúde durante 20 anos; e o PL 257/16, que traz cortes aos direitos trabalhistas dos servidores públicos. Também foram debatidos o projeto Escola Sem Partido e as reformas educacionais para o ensino médio que, entre outros problemas, restringem o desenvolvimento do pensamento crítico dos estudantes e a atuação dos professores em sala de aula.
Após a avaliação de conjuntura, chegou-se à conclusão que é urgente intensificar o processo de mobilização, com a participação de todas/os as/os estudantes da Uneb de Juazeiro. Para avançar na construção da unidade e do processo de luta dos discentes do Campus III, uma assembleia geral foi marcada para a próxima terça-feira (18), às 16h, no Auditório Antônio Carlos Magalhães, no Departamento de Tecnologias e Ciências Sociais.
A ADUNEB saúda a iniciativa e apoia a mobilização dos estudantes de Juazeiro contra os retrocessos impostos pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Juntas/os somos fortes!
Foto: Divulgação
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Estudantes de Juazeiro durante reunião

