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ADUNEB-Mail 2016 – Edição 631 (10/05/16)

Por Aduneb · Publicado em
 NOTA PÚBLICA DO FÓRUM DAS ADS

Em defesa da classe trabalhadora e contra a ofensiva conservadora

O Fórum das Associações Docentes das Universidades Estaduais Baianas (Fórum das ADs), que congrega as quatro associações docentes (Adufs, Aduneb, Adusb e Adusc), vem por meio desta nota se posicionar sobre a grave conjuntura do país. Apresentamos nossa posição em relação à grave crise política destoando das recorrentes análises que se limitam ao jogo de dualidades, para colocar no centro do debate a classe trabalhadora brasileira e o avanço da ofensiva conservadora.

Nesta perspectiva, é importante lembrar que o Partido dos Trabalhadores, ao longo do tempo, acatou as regras do jogo e fez suas escolhas, seguindo com as políticas econômicas que sangram o país em benefício do capital financeiro, destinando quase 50% do orçamento da União para o pagamento da dívida pública. Já em 2005, o governo Lula fez a reforma da previdência, privatizando-a, o que prejudicou milhares de trabalhadores. Estas contínuas reformas da previdência tem por objetivo gerar uma massa de capital que serve para alimentar os Fundos de Pensão e os bancos com seus fundos de previdência privada. Por fim, para garantir o êxito do seu projeto de poder, aliou-se ao PMDB e se rendeu à corrupção sistêmica em nome da governabilidade.

Tal estratégia, severamente criticada pelo campo da esquerda, agora expressa toda a sua fragilidade. Além de não mais representar os interesses da classe trabalhadora, o PT, estando nos governos federal e estadual (Bahia) demonstrou incapacidade política de aplicar o ajuste fiscal na velocidade exigida pelo capital e tornou-se descartável para os setores da elite deste país. Esta, aproveitando-se da conjuntura, logo se apressou em providenciar o impedimento da presidenta Dilma Rousseff para acelerar as reformas que retiram direitos trabalhistas e sociais, fazem avançar a pauta conservadora e privilegiam o capital financeiro.

O PT, depois de passar anos despolitizando e levando a reboque de seus interesses importantes setores dos movimentos sociais, estudantil e sindical, agora sofre as consequências de suas escolhas e as impõe aos trabalhadores brasileiros.  O vice-presidente Michel Temer (PMDB) anunciou que a saída para a crise passa pelas reformas previdenciária e trabalhista. O programa de governo do vice de Dilma Rousseff pode ser consultado no documento “a ponte para o futuro”, já conhecido como “a ponte para o abismo”. Já a presidenta Dilma Rousseff (PT), ainda no exercício do seu mandato, também enviou para o congresso o projeto de lei - PLP 257/2016, um acordo com os governadores de estado para a ampliação do prazo do pagamento das dívidas dos estados com a União. Entre outras medidas, prevê congelamento salarial, suspensão de concursos e demissão no serviço público. Este PLP foi encaminhado ao congresso nacional no dia 21 de abril, três dias após a realização de grandes manifestações contra o impeachment. Ou seja, o golpe contra a classe trabalhadora está em curso, independente do agente que irá operá-lo.

Enquanto a população debate apaixonadamente se é a favor ou contra o impeachment, se há golpe ou não, tramitam no congresso brasileiro 55 projetos que usurpam direitos trabalhistas e sociais. A lei antiterrorismo, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidenta, criminaliza movimentos sociais e beneficia o capital financeiro, pois diminui, segundo padrões dos organismos internacionais, o “risco país”. A “democracia” evocada para a defesa do mandato de Dilma Rousseff é a mesma que autoriza a violência estatal contra o povo pobre, negro e LGBT deste país.

Em que pese nosso repúdio à política adotada pelos governos do PT, seja no nível federal ou estadual contra os trabalhadores, a tentativa de uma saída pela direita, arquitetada pelos setores conservadores por meio do impeachment, também deve ser combatida por nós. Devemos estar armados em defesa do Estado democrático de Direito para fazê-lo avançar na construção de uma sociedade realmente justa, promotora da igualdade social e da diversidade. Devemos lutar contra todos que se inscrevem para serem os nossos algozes: sejam os setores da extrema direita, representada pelo deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e sua vil menção ao torturador Brilhante Ustra, seja o governo Dilma, Rui Costa (PT) e seus aliados.  Continuaremos a combater nossos inimigos de classe e a usar as nossas bandeiras vermelhas que simbolizam uma história de luta e resistência. 

Bahia, 06.05.2016

Fórum das ADs - ADUFS-ADUSB-ADUNEB- ADUSC



Eleições para diretoria da ADUNEB e ANDES-SN começam nesta terça-feira (10)

Esta semana é marcada por ser um importante momento de fortalecimento da luta do Movimento Docente na Bahia e em todo o país. A partir desta terça-feira (10), dois processos eleitorais estão em curso: o da Diretoria Executiva Colegiada da ADUNEB, com eleição de 10 a 13.05; e do ANDES – SN, com pleito nos dias 10 e 11/05. Para as duas atividades urnas eleitorais estão localizadas em todos os Departamentos da Uneb. Se informe em seu campus os horários e locais de votação. A Comissão Eleitoral orienta que em caso de dúvidas ou problemas durante o pleito, os docentes entrem em contato com a ADUNEB: (71) 3257-9333 / 5803 ou aduneb@aduneb.com.br.

Segundo os professores do Movimento Docente, o cenário econômico e político brasileiro apresenta um horizonte preocupante para a educação pública, combinado a um profundo processo de retirada de direitos trabalhistas. O ajuste fiscal governista impacta as universidades públicas do país com planos de austeridade, formulados pelos governos estaduais, federal e pelo Congresso Nacional. Os resultados são cortes no orçamento da educação, precarização e sobrecarga do trabalho docente, falta de incentivo a projetos de pesquisa e extensão, infraestrutura inadequada nas instituições de ensino, ausência de programas eficazes de permanência estudantil, evasão dos cursos, entre outros. 

Diante dessa conjuntura, as eleições desta semana, das diretorias da ADUNEB e do ANDES-SN, são acontecimentos políticos que ganham ainda mais relevância, para a defesa da educação pública superior e da categoria docente. As atividades vêm no sentido de fortalecer os sindicatos docentes enquanto instrumentos fortes e necessários para a organização da luta e resistência, por meio da democracia de base. 

Participe e legitime seus representantes! A garantia dos seus direitos começa com a sua participação!

Mais informações sobre a eleição da ADUNEB clique aqui.


Representantes das Comissões Eleitorais abrindo as urnas e iniciando as votações
no auditório da ADUNEB, no Campus I
 

ADUNEB participará de reunião do setor IEES/IMES em Palmas (TO)

O setor das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino Superior (IEES/IMES), do ANDES-Sindicato Nacional, fará reunião na cidade de Palmas (TO), nos dia 13 e 14 de maio desta semana. A ADUNEB enviará representantes para participar das importantes discussões que versam sobre a organização da luta no setor. A atividade acontecerá a partir das 16h, da sexta-feira (13), no Hotel 10, Auditório 2 - Q. 101 Norte Avenida Joaquim Teotônio Segurado – Centro.

Entre os assuntos da pauta estão a análise de conjuntura; a organização do Encontro Nacional do setor; os ajustes finais da organização da Semana de Lutas do setor (23 a 27/05); e o avanço nas discussões sobre a criação do Fundo Único Nacional de Solidariedade, Mobilização e Greve do ANDES-SN. 

De acordo com a diretoria da ADUNEB, a criação do Fundo Nacional, uma reivindicação do Movimento Docente das Universidades Estaduais, é um mecanismos de solidariedade política e material para o fortalecimento da luta das IEES/IMES. O auxílio torna-se ainda mais importante às universidades que possuem à característica da multicampia, a exemplo da Uneb com seus 24 campi, devido a maior dificuldade de mobilização da categoria e organização das atividades sindicais. 

Já a discussão sobre o próximo Encontro Nacional do setor das Estaduais tem um forte interesse da ADUNEB, pois o 35º Congresso do ANDES-SN, realizado em janeiro deste ano (leia mais), em Curitiba, indicou que o Encontro Nacional aconteça na Uneb de Salvador, no segundo semestre de 2016.

A Semana Nacional de Lutas do setor das IEES/IMES, que acontecerá de 23 a 27 deste mês de maio, também é construída pelas Associações Docentes das Universidades Estaduais da Bahia. As informações sobre as atividades de mobilização e reivindicações serão divulgadas em breve.


Reunião preparatória ao GTPE aconteceu na ADUNEB

Para contribuir com o ANDES-SN no aprofundamento da análise ao polêmico projeto Pátria Educadora, sobretudo, a partir da conjuntura política atual, a ADUNEB realizou reunião preparatória para o Grupo de Trabalho em Política Educacional (GTPE) do Sindicato Nacional. As discussões aconteceram na última sexta-feira (06), no auditório da ADUNEB, no Campus I da Uneb, em Salvador. 

Para a diretoria da ADUNEB, é de fundamental importância o debate e o posicionamento contrário aos pontos do Pátria Educadora que propõem o desmonte da educação pública, gratuita e de qualidade. Além disso, também se faz urgente a defesa da educação e da categoria docente contra a ofensiva conservadora, que tem sido colocada em prática pelos setores reacionários da sociedade e seus representantes no Congresso Nacional.

A próxima reunião nacional do GTPE acontecerá neste final de semana, nos dias 13 e 14 de maio, em Brasília. A ADUNEB enviará representação. 

Convite

Devido à importância do tema, de seus desdobramentos e possíveis consequências à educação pública, a diretoria da ADUNEB convida a todas e todos os docentes a participarem das discussões sobre o GTPE, que acontecem no sindicato. Os interessados devem ficar atentos aos chamados que serão feitos para as próximas reuniões.
 

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