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ADUNEB-Mail 2016 – Edição 629 (03/05/16)

Por Aduneb · Publicado em
Protesto reunirá centenas de servidores públicos na Governadoria nesta quarta-feira (04)

Reajuste linear já! Não ao PL 257/16

Acontece amanhã, quarta-feira (04), um grande Ato Público de reivindicação, a partir das 9h, em frente à Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Com muita indignação, carro de som, faixas e cartazes, centenas de servidores públicos irão protestar contra a recusa do governo Rui Costa em pagar o reajuste linear da categoria. A manifestação também será contra o Projeto de Lei (PL) 257/16, que, se aprovado, prejudicará servidores municipais, estaduais e federais de todo o país. O Ato Público é construído em conjunto por diversos sindicatos que pertencem à Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (Fetrab) e do Fórum das ADs, que reúne as Associações Docentes da Uneb, Uefs, Uesb e Uesc. Nesse dia não acontecerá a paralisação das atividades acadêmicas das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba). 

Para a manifestação a ADUNEB e o Fórum das ADs conclamam as/os professoras/es e toda a comunidade acadêmica a participar de maneira maciça da atividade. Em unidade de luta com os demais sindicatos de servidores, nas pautas consideradas em comum a toda a categoria, o Movimento Docente das Ueba reivindica o pagamento do reajuste linear, que deveria ter sido liquidado em 1º de janeiro, a data-base da categoria.

Inflação

A diretoria da ADUNEB informa que o reajuste linear tem a função de recompor, ao bolso do trabalhador, o que foi perdido com a inflação do ano anterior.  O pagamento é um direito do funcionalismo público, que está previsto no Estatuto do Servidor do Estado da Bahia. Apesar disso, o governo petista ameaça não pagar e prejudicar o orçamento que aproximadamente 270 mil trabalhadores públicos e suas famílias. Caso o governo continue a desrespeitar a categoria, o Fórum das ADs defende a construção de uma greve geral em todo o Estado.

PL 257/16

O Projeto de Lei 257/16 é considerado um dos maiores ataques aos servidores públicos dos últimos tempos. Idealizado e proposto pelo governo petista de Dilma Rousseff, a norma atinge também o funcionalismo de estados e municípios, além de toda a camada mais desfavorecida da população, que depende essencialmente do serviço público (Leia aqio o PL).

Entre as principais ofensivas do PL contra a categoria dos servidores estão: o aumento da contribuição previdenciária, a proibição do aumento salarial, o veto à progressão da carreira e novos concursos públicos, e a criação de Programa de Demissão Voluntária.

Lute pelo seu direito! Defende sua categoria! Nesta quarta-feira todas/os na Governadoria. Juntos somos fortes!


Manifestação da Governadoria em 07 de abril


Eleições da nova diretoria ADUNEB  e do ANDES-SN acontecem na próxima semana

Entre os dias 10 a 13 de maio acontece em todos os campi da Uneb a eleição para a Diretoria Executiva Colegiada e Conselho Fiscal da ADUNEB. O pleito será referente ao biênio 2016 / 2018. O período de votação será das 9h às 12h30 e das 14h30 às 21h. Estarão aptos a votar todos os associados em dia com a mensalidade e em concordância com as demais normas do processo (leia mais). Nos mesmos locais e horários de votação, nos dias 10 e 11, também será realizado o pleito para escolher as diretorias nacional e regionais do ANDES-SN, para a gestão 2016 / 2018. Confira os nomes que compõem a chapa (leia aqui).

De acordo com a Comissão Eleitoral da ADUNEB, participar da votação é, acima de tudo, fortalecer a luta do Movimento Docente em defesa da categoria. A ampla participação democrática dos professores oferece ainda mais legitimidade ao pleito e proporciona maior respaldo à nova diretoria a enfrentar os desafios que estão por vir.

A história da ADUNEB é marcada pela luta contra os ataques do governo estadual aos direitos trabalhistas da categoria docente e em defesa da educação pública superior, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada. Participe e legitime seus representantes!

A Comissão Eleitoral orienta que, apesar de ter sido amplamente divulgado, caso algum Departamento não tenha recebido os materiais e as orientações para as eleições, os mesmos podem ser obtidos clicando aqui, assim, o processo eleitoral fica garantido. O sindicato cobrirá os custos com as despesas para a organização do pleito.

Pergunte em seu Departamento em que local ficará localizada a urna eleitoral. No campus I, em Salvador, as urnas estarão nos quatro Departamentos e também na sede da ADUNEB. 

Para mais informações ou problemas durante a votação entre em contato com a ADUNEB (71) 3257-9333 / 5803. 


 

1o de Maio na Paulista defende alternativa dos trabalhadores em contraponto ao ato da CUT, governista, e o da Força Sindical, de oposição de direita
 
Esse 1º de maio na Avenida Paulista, mostrou que existe uma alternativa política que não é Dilma (PT), mas também não é Temer, Cunha (ambos do PMDB) nem Aécio (PSDB).

Estavam trabalhadores, jovens, que lutam contra opressões, por terra e moradia, que estão dispostos a buscar uma alternativa nas lutas e que derrube essa corrupção, os ataques aos direitos proferidos pelo governo petista e por essa oposição de direita.

Defendida por diversas entidades e movimentos que compõem o Espaço de Unidade de Ação, a Greve Geral foi apresentada como fundamental para construir uma alternativa em defesa dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre.

Caravanas de cerca de vinte estados brasileiros traziam suas bandeiras pra avenida Paulista. “Greve Geral para derrotar o ajuste fiscal”, “Fora todos, eleições gerais”, “Fora Dilma, Pezão, Cunha, Aécio e esse Congresso”, “Tirem as mãos de nossos direitos, Greve Geral, Eleições Gerais”.

Esse foi o tom do ato classista, independente e internacionalista, que encheu a Paulista de bandeiras vermelhas pelo socialismo neste 1º de maio. Entre os 4 mil presentes estavam petroleiros, bancários, servidores públicos, estudantes e professores de escolas em luta, metalúrgicos, químicos, operários da construção civil, motoristas, aposentados, juventude, os que lutam contra opressões e outros.

Na manhã deste domingo (1), o ajuste fiscal foi criticado por inúmeras entidades, assim como o corte de direitos, as demissões, as terceirizações e a reforma da previdência. Movimentos sociais como Luta Popular, Mulheres em Luta, Quilombo Raça e Classe, Moquibom, Assembleia Nacional dos Estudantes Livre, coletivos, e partidos de esquerda marcaram presença.

Internacionalismo

No ato da Avenida Paulista não foi esquecido que não é somente no Brasil que os trabalhadores vem tendo direitos históricos atacados. 

A presença de um dirigente sindical de Portugal e as mensagens da Itália, Espanha, Paraguai e Inglaterra lembraram que aquele era um ato internacionalista, resgatando a unidade da classe em todo o mundo. Herança de luta desde que os 12 trabalhadores mortos em Chicago (Estados Unidos), em 1886, durante uma greve que reivindicava a redução da jornada de trabalho.

Ali estavam também a defesa do povo palestino que luta contra o genocídio cometido pelos judeus sionistas, assim como do povo sírio contra a ditadura de Bashar al-Assad.

Ato na Bahia

O Fórum das Associações Docentes de Uneb, Uefs, Uesb e Uesc, que integram a CSP-Conlutas-BA, além de somar forças ao Ato Público de São Paulo, também participou da manifestação que aconteceu em Salvador, em frente à câmara dos vereadores. Representantes de diversas organizações políticas da esquerda progressista fizeram falas que denunciaram os ataques impostos pelos governos estadual e federal; e ainda fizeram o chamado pela unidade da classe trabalhadora.

Nas falas, de maneira unânime, o objetivo é avançar na luta e construir um terceiro campo político, que unifique as pautas comuns de um programa proletário, que atenda as demandas da classe trabalhadora, das minorias oprimidas, a exemplo das comunidades GLBT, negras, mulheres, população ribeirinha e quilombola, entre outras. 

Texto: CSP-Conlutas, com edição ADUNEB
                                                                                                                                                    Foto: CSP-Conlutas

Milhares ocuparam a Av. Paulista
 

II ENE acontecerá em junho. Inscrições já estão abertas 

Para refletir, planejar estratégias e fortalecer a luta em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, lutadoras/es de todo o Brasil, que militam no setor educacional, estarão reunidos em Brasília, de 16 a 18 de junho, para o II Encontro Nacional de Educação (ENE). A atividade será realizada na Universidade de Brasília (UNB) e no Instituto Federal de Brasília (IFB). Os eixos temáticos do Encontro serão Gestão, Financiamento, Formação e Trabalho Docente, Avaliação, Acesso e Permanência, Gênero, Sexualidade e Questões Étnico-Raciais.

Para a diretoria da ADUNEB, o II ENE acontece em um momento de extrema importância, em que se intensificam os ataques dos governos municipais, estaduais e federal à categoria docente e ao ensino público, em benefício da mercantilização da educação. Greves por garantias de direitos trabalhistas e melhores salários acontecem em todo o país, a exemplo das realizadas atualmente pelos professores municipais de Camaçari e da Universidade Estadual do Ceará. Cortes orçamentários, retiradas de direitos, intensificação do sucateamento das instituições de ensino, desrespeito à Lei do Piso, entre outros ataques, estão presentes na vida cotidiana dos professores. 

Segundo os organizadores do II ENE, para avançar na luta em defesa da educação pública, um dos objetivos da atividade será a construção de um Plano Nacional de Educação, amplamente democrático, e que defenda os interesses da classe trabalhadora. Uma proposta que se contraponha ao PNE do governo Dilma, que oferece recursos públicos para alavancar o lucro gerado pelo ensino privado e a formação de mão-de-obra qualificada ao capital corporativo. 

Inscrições 

As inscrições ao II ENE já estão abertas e podem ser realizadas clicando aqui. É necessário preencher a ficha e fazer a transferência do valor da inscrição para a conta 29.331-8, agência 2883-5, Banco do Brasil, utilizando o código identificador: para Pessoa Física NÚMERO DO CPF; para pessoa jurídica NÚMERO DO CNPJ. A não utilização do código pode acarretar no cancelamento da inscrição. Após a transferência o comprovante deve ser enviado para o e-mail: inscricaoene2016@gmail.com. O valor da inscrição depende da categoria do inscrito.

Entidades

O Comitê que constrói o II ENE é composto pela CSP-Conlutas, Andes-SN, Sinasefe, CFESS (Conselho Federal de Serviço Social), Anel (Assembleia Nacional dos Estudantes Livres), Oposição de Esquerda da UNE, Exneef (Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física), Federação Nacional dos Estudantes das Escolas Técnicas (Fenet) e Associação Brasileira dos Educadores Marxistas (Abem).

 

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