AdunebMail
ADUNEB-Mail 2016 – Edição 622 (23/03/16)
Mobilização nacional de 1º de abril - Espaço Unidade de Ação (BA) avança na construção de ato de reivindicação também em Salvador
Em Plenária realizada nesta segunda-feira (21), o Espaço Unidade de Ação (BA), que tem participação da ADUNEB, avançou nas discussões sobre a construção da unidade de luta em defesa da classe trabalhadora, da juventude e das comunidades oprimidas. Após análise de conjuntura e amplo debate, diante da atual crise econômica e política do país, as diversas forças da esquerda progressistas presentes na reunião, acordaram sobre a necessidade da organização de um forte ato público em 1º de abril. A intenção é somar forças as outras inúmeras manifestações que acontecerão em todo o país, neste mesmo dia, organizadas pelo Espaço Unidade de Ação nos estados. Para a organização da atividade, em Salvador, uma nova Plenária será realizada nesta quarta-feira (23), às 17h, no auditório da ADUNEB, no Campus I da Uneb.
Entre outras entidades e organizações, participaram das discussões desta segunda-feira representantes da Central Sindical e Popular CSP-CONLUTAS, Resistência e Luta - corrente sindical e popular, Nossa Classe, Unidade Classista, ANDES-SN, Oposição APLB, Frente de Esquerda da Ufba, além de partidos políticos.
Durante o debate, a maioria dos discursos, indignados com o atual cenário político nacional, apontou para a necessidade da construção de um terceiro campo político, que realmente defenda os interesses da classe trabalhadora. A via alternativa se faz necessária, pois nem governistas, nem a direita tradicional e reacionária atendem as demandas dos trabalhadores.

Auditório atento durante a Plenária
As discussões da Plenária também reforçaram a ideia de que a atual crise política brasileira é fruto de uma disputa interburguesa pela hegemonia, mascarada por uma falsa polarização ideológica, visto que os dois setores em questão atuam sob as regras do capital e do neoliberalismo.
De acordo com as análise de conjuntura, o cenário de disputa entre queda e defesa do governo Dilma acontece, sobretudo, devido aos governistas não conseguirem implementar o ajuste fiscal e o ataque à classe trabalhadora com a velocidade e a intensidade pretendida pela burguesia. Mesmo não correspondendo à expectativa da elite, o governo federal continua a fazer o jogo imposto pelo capital, pelos banqueiros, pelas construtoras e pelo agronegócio. Distante do povo trabalhador, entre outras ações, a política petista tem feito a retirada de direitos trabalhistas; o ataque aos servidores púbicos; cortes orçamentários a políticas sociais e educação; vetou a auditoria da dívida pública, que consome quase metade do orçamento do país; além da recém aprovada Lei Antiterrorista, que criminalizou os movimentos sociais – um duro golpe à democracia do país.
Nem a direita conservadora, nem os ataques do governo federal. A saída é pela esquerda. A diretoria da ADUNEB convida a todas/os a participar da Plenária desta quarta-feira (23), e ajudar a construir a unidade de luta da classe trabalhadora.

Participe!
ADUNEB discute opressão machista na ciência
Com transmissão disponibilizada a todos os campi da Uneb, na última segunda-feira (21), a ADUNEB realizou a videoconferência “Opressão machista na ciência e no trabalho docente”. As discussões aconteceram a partir do auditório do sindicato, no Campus I, em Salvador. A atividade encerrou um conjunto de eventos promovidos, neste mês de março, para refletir sobre o combate ao machismo na sociedade. A videoconferência foi mediada pela professora e militante do Movimento Feminista, Luciana Souza, do Campus de Santo Antonio de Jesus.
Primeira a falar, a docente Ediane Lopes, do Campus de Teixeira de Freitas, fez uma contextualização histórica sobre o machismo nos espaços da universidade. Segunda a professora, na academia o poder circula em forma de saber, e isso explica os obstáculos criados e a demora para que o sexo feminino pudesse ocupar espaços nas universidades. Na era Medieval, entre os séculos XII e XIII, surgiram as primeiras universidades. A primeira mulher que se tem notícia a entrar na academia foi em 1837, em Ohio, nos Estados Unidos. Na Europa foi apenas no século XX.
No Brasil, de acordo com Ediane, foi na década de 1970, a partir de fatores como o fortalecimento das mulheres operárias e do Movimento Feminista, que efetivamente a mulher começou a entrar no universo acadêmico. Porém, até hoje, mesmo já presentes em maior número, nos espaços de poder ainda são minoria. Outros fatores ainda evidenciam o machismo na academia, a exemplo das crescentes denúncias de assédio moral e sexual.
Historiadora do Campus de Eunápolis, Caroline Lima, baseada em reflexões do filósofo francês, Michel Foucault, abordou questões relacionadas entre o machismo e a produção do discurso. Para Foucault, na sociedade a produção do discurso é controlada e determinante de espaços de poder. Em sua análise, a professora Caroline demonstrou como esse controle do discurso impactou de maneira intensa a universidade. A sociedade machista impediu que as discussões sobre gênero ocorressem em instituições de ensino, sobrando às mesmas apenas espaços privados, familiares. Assim, por não serem reconhecidas como padrão, não possuíam lugar na academia, onde o fazer ciência tornou-se algo masculino.
Ainda pautada na questão discursiva de Foucault, a professora ressalta que mulheres em fóruns privilegiados, que enfrentam o padrão machista pré-estabelecido, até hoje, são comumente taxadas de loucas, problemáticas e mal amadas. Antes de encerrar, refletindo sobre como combater o machismo no campo da ciência, Caroline enfatizou a necessidade da problematização sobre os espaços de poder, do enfrentamento ao discurso machista e a discussão a fundo das questões de gênero na academia.

Debates a partir do auditório da ADUNEB - luta contra a opressão machista
também na universidade
Reajuste linear já! Dia 07 de abril acontece ato unificado dos servidores públicos estaduais
Em Plenária Geral o conjunto dos servidores públicos estaduais, em 21.03, deliberou pela construção de um ato público de reivindicação, a ser realizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, na manhã do dia 07 de abril. A unidade de luta de várias categorias do funcionalismo público é organizada pelo Fórum das ADs e pela Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (Fetrab). O protesto será para denunciar o governo Rui Costa, que ameaça não pagar o reajuste linear aos quase 270 mil servidores estaduais. O citado reajuste é um direito da categoria, previsto no Estatuto do Servidor Público Estadual, com data-base em 1º de janeiro, e tem como função devolver ao bolso do trabalhador as perdas inflacionárias do ano anterior; o que em 2015 corresponde a mais de 11%.
Segundo os professores do Fórum das ADs, a concentração para o ato público acontecerá em frente à Assembleia Legislativa da Bahia, às 9h, depois manifestantes ocuparão as ruas do CAB e seguirão em marcha até a Governadoria. A expectativa é a participação de centenas de pessoas.
Ato na SEC
No período da tarde, a partir das 14h, a comunidade acadêmica das Universidades Estaduais da Bahia novamente seguirá pelas ruas do CAB até a Secretaria Estadual da Educação. No local, professores, estudantes e técnico-administrativos reivindicarão respeito do governo Rui Costa à educação pública superior, principalmente em relação à condições dignas de trabalho, preservação de direitos trabalhistas, infraestrutura adequada aos cursos e política de permanência estudantil (leia mais).

Reivindicação dos servidores públicos na Alba (2014)
ADUNEB na Estrada continua o debate sobre pautas internas
O projeto ADUNEB na Estrada continua firme, percorrendo os quatro cantos do estado para ouvir as demandas e debater a pauta interna com a categoria docente da Uneb. Após os enriquecedores debates realizados em Brumado, Guanambi e Ipiaú (leia mais), nesta semana, a caravana de professores faz parada em Seabra (22) e Xique-Xique (23). Já na semana que vem o trabalho será no campi de Paulo Afonso (30).
Segundo a diretoria do sindicato, o ADUNEB na Estrada tem se configurado como um importante espaço de discussão, troca de experiências e fortalecimento do Movimento Docente. Participe. Venha debater sobre os problemas da universidade e qual a Uneb que se deseja para os próximos anos.

ADUNEB pergunta: Sua pesquisa ou projeto de extensão atende diretamente à sociedade?
A ADUNEB solicita aos docentes que desenvolvam projetos de pesquisa e extensão com impacto social direto, ou seja, que atendam diretamente ao público, que enviem ao sindicato um breve relato (até 15 linhas) sobre sua atividade. O objetivo da coleta de dados é o acúmulo de conhecimento para auxiliar na valorização do trabalho docente na universidade, contra o déficit orçamentário realizado pelo governo do Estado. Caso o projeto ou programa já tenha sido impactado pelos cortes e contingenciamentos impostos pelos representantes de Rui Costa, o interesse da ADUNEB pela sua história torna-se ainda maior.
Entre em contato pelo e-mail aduneb@aduneb.com.br. Ajude o Movimento Docente a conhecer melhor as atividades do professor, benefícios gerados à sociedade e dificuldades. As informações estão sendo obtidas pelas Associações Docentes das quatro Universidades Estaduais da Bahia. Os dados ajudarão o Fórum das ADs na luta por melhores condições de trabalho em defesa da educação pública superior.

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