AdunebMail
ADUNEB-Mail 2015 – Edição 577 (25/06/15)
Assembleia dos professores aprova manutenção da greve e intensificação das atividades de mobilização
Nova resposta ao desrespeito do governo será ainda mais forte
Manutenção da greve, intensificação das ações de mobilização e enfrentamento, ainda mais fortes, ao desrespeito e a irresponsabilidade do governo Rui Costa com as Universidades Estaduais da Bahia. Essas foram as principais deliberações da mais recente Assembleia Geral Docente da ADUNEB, realizada em 19.06, no campus I.
No início da atividade o Comando de Greve fez o repasse da reunião acontecida com o governo no dia anterior (leia aqui), em que os representantes do estado, novamente, demonstraram total desinteresse em negociar. Todas as falas que vieram a seguir criticaram duramente a posição intransigente de Rui Costa, que não tem vontade política em negociar concretamente as reivindicações da comunidade acadêmica. Devido a outros interesses econômicos e políticos busca o sucateamento das Ueba. O governo da Bahia analisa a educação pública superior como gasto e não como investimento, que beneficia a formação de cerca de 60 mil alunos nas quatro Ueba.
Segundo o Comando de Greve da ADUNEB, o Movimento Docente (MD) mostra responsabilidade e disposição para a negociação. A culpa pela permanência da greve é de responsabilidade exclusiva de Rui Costa. A partir de agora as reivindicações serão ainda mais intensas em defesa das Ueba. Foi o conjunto dos professores que resgatou, por meio da luta e de fortes greves, a dignidade da Uneb e das demais Ueba, com a conquista do Estatuto do Magistério Superior e outros ganhos à categoria. Foi graças à união e luta conjunta que o MD saiu vitorioso da greve de 2011, após a ocupação da Assembleia Legislativa por sete dias. A determinação dos professores também foi a responsável pelo aumento salarial de 2013. A história de conquistas do MD é o alicerce e o exemplo a seguir: a luta continua!

Rui Costa, a culpa é sua!
Cortejo 2 de julho - Professores das Ueba fortalecerão o bloco em defesa da educação pública
A ADUNEB e as demais Associações Docentes das Universidades Estaduais da Bahia convidam toda a comunidade acadêmica para participar do Cortejo 2 de Julho. O ponto de concentração será no Largo da Lapinha, às 8h, em frente ao posto de combustível. Acompanhados por uma animada fanfarra, com faixas, bandeiras, apitos e placas, todos juntos percorrerão as ruas da cidade em defesa da educação pública baiana.
Neste ano, a expectativa é a formação de um bloco de professores e estudantes, com a participação das universidades estaduais, das universidades e institutos federais baianos, de setores dos ensinos fundamental e médio municipais de Salvador, entre outros.
A participação das Associações Docentes das Ueba no Cortejo 2 de Julho já é tradição. Neste ano, as reivindicações serão pelo aumento do orçamento das estaduais da Bahia para, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI), por respeito às leis trabalhistas, entre outros pontos. O Movimento Estudantil, nas pautas específicas, reivindicará também por 1% da RLI para a permanência estudantil.
Participe! Traga sua alegria e ajude a defender a educação pública contra os ataques dos governos municipal, estadual e federal. Juntos somos fortes!

ADs no 2 de Julho de 2014
ADUNEB na Estrada visita os campi do interior e fortalece a greve
Na semana passada os professores do Comando de Greve (CG) da ADUNEB, intensificaram as atividades do projeto ADUNEB na Estrada – Agenda de Greve. Os docentes do CG realizaram, entre os dias 17 e 18, reuniões nos campi de Valença, Guanambi, Alagoinhas e Santo Antônio de Jesus. Durante as atividades, os professores do sindicato puderam fazer os repasses sobre as últimas negociações com o governo, discutir sobre a pauta interna da Uneb que vem sendo negociada com o Reitor e ouvir as reivindicações específicas dos campi. Os docentes ainda tiveram a oportunidade de trocar experiências sobre as estratégias para a continuidade da greve e intensificação da luta.
Além do ADUNEB na Estrada, inúmeras outras atividades são realizadas tanto no interior quanto na capital. Também entre os dias 17 e 18, entre outras ações, foram feitas seções de cinema, seguidas de debates, a exemplo das acontecidas em Salvador, Valença, Jacobina e Guanambi.
Confira algumas das atividades de mobilização:
Campus de Alagoinhas
Campus de Alagoinhas

Campus de Guanambi

Campus de Valença

Governo distorce informações sobre a negociação com professores das Universidades Estaduais
Em comunicado da Secretaria de Educação, desta sexta (19), o governo Rui Costa (PT) voltou a mentir sobre o processo de negociação com os professores das Universidades Estaduais, em greve há 36 dias. O documento afirma que o Movimento não se posicionou sobre as promoções na carreira, nem apresentou uma contraproposta para minuta substitutiva da lei 7176/97. Tais informações são mentiras, fruto de mais uma tentativa do governo de desmobilizar a categoria e confundir a opinião pública.
Leia a nota na íntegra.
Direitos trabalhistas
A proposta do governo de remanejamento de 20 vagas para realizar promoções foi apresentada no dia 20 de maio. Quatro dias depois o governo foi informado da rejeição desse princípio pelas assembleias das quatro Universidades Estaduais. A categoria entendeu que o remanejamento não respeita a carreira estabelecida por lei (Estatuto do Magistério Superior), nem atende a todos. Ao contrário do insinuado pela nota, os direitos trabalhistas continuam a ser negados. O governo se recusa a discutir, por exemplo, as mudanças de regime de trabalho.
Para promover o avanço na negociação, o Movimento indicou em todas as reuniões, desde o dia 24 de maio, que o governo construa uma proposta que garanta os direitos trabalhistas de forma integral, com previsão orçamentária e fluxo.
Minuta substitutiva da lei 7176/97
Após a apresentação da minuta substitutiva da lei 7176/97, também no dia 20 de maio, os professores solicitaram ao governo o prazo até o dia 16 de junho para encaminhar a contraproposta do Movimento. Os docentes prontamente cumpriram com o acordado. Na data, o governo assumiu o compromisso de responder a pauta com celeridade. No entanto, durante a reunião do dia 18 de junho, os representantes governamentais informaram que só discutirão a questão em agosto.
Ao protelar a discussão por tanto tempo e não apresentar uma proposta que de fato respeite a carreira docente, o governo demonstra que não se importa com as consequências da greve para os quase 60 mil estudantes das Universidades Estaduais. Caso a suspensão das atividades docentes se estenda, o governo Rui Costa será o responsável pelo possível cancelamento do semestre letivo.
#ABahiaQuerResposta
Fonte: Adusb
CARTA DO FÓRUM DAS ADS À COMUNIDADE - PORQUE A GREVE CONTINUA NAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS DA BAHIA
BAHIA, JUNHO DE 2015
O Governador da Bahia, Rui Costa (PT), tem levado as Universidades Estaduais (UESB, UNEB, UESC e UEFS) a uma trágica crise. O seu Governo realiza cortes de verbas e inviabiliza não apenas as atividades de ensino, pesquisa e extensão, mas até mesmo a manutenção das despesas básicas, tais como pagamento de energia, telefone, correio, segurança e limpeza. Soma-se a este descaso a total ausência de uma política voltada à permanência estudantil, que garanta as condições mínimas para os nossos alunos.
É importante lembrar que as Universidades Estaduais da Bahia são responsáveis pela formação de milhares de jovens e influenciam diretamente no desenvolvimento das regiões onde estão inseridas. Todavia, o Governo ao invés de investir na ampliação e melhoria dessas instituições, que cumprem uma relevante função social, tem reduzido o investimento no ensino superior público e de qualidade do Estado. Tal política fere os interesses do povo baiano e pode significar a destruição destas universidades.
Rui Costa (PT), além de tratar a educação como um gasto que não traz retorno para a sociedade, também não respeita direitos trabalhistas. A carreira dos professores e das professoras das quatro universidades estaduais baianas foi regulamentada em lei, por meio de duras greves durante o governo carlista, autoritário e repressor, e agora o Governo administrado pelo Partido dos Trabalhadores confisca direitos definidos em lei desde 2002. Essa é a “Pátria Educadora”!
Diante desse projeto de destruir as Universidades Estaduais Baianas e os direitos trabalhistas, o governo do “pacto pela educação”, não deixou outra alternativa aos professores e professoras. Deflagramos a greve no mês de maio para defender essas instituições que consideramos um dos mais importantes patrimônios do povo baiano.
Lembramos a todos e todas que nossa pauta não é salarial, reivindicamos: revogação da 7176/97, que fere a autonomia universitária; destinação de, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos para manter as universidades estaduais; respeito aos direitos trabalhistas (garantia de promoção e progressão na carreira e mudança de regime de trabalho) e ampliação do número de professores.
O movimento grevista tem se colocado aberto à negociação, mas o Governo tem se mostrado intransigente. Ou seja, Rui Costa continua desrespeitando os direitos trabalhistas dos professores e não recua em sua política de deixar as universidades estaduais à mingua. O Governador não avança na solução do problema, agravado por ele mesmo, e impede a construção de um acordo que coloque fim à greve. Sua intransigência ameaça, inclusive, o semestre letivo atual, que pode ser anulado caso a greve continue.
Portanto, continuamos em greve porque o Governador Rui Costa não apresenta capacidade política para construir alternativas. Ele é responsável pela suspensão das atividades dos professores e professoras das Universidades Estaduais Baianas, por mais de 60 mil alunos sem aula e pela frustração de milhares de famílias que sonham com um ensino superior de qualidade para os seus filhos e filhas.
Nós, professores e professoras, convidamos toda a comunidade para fortalecer a luta contra os ataques do Governo Rui Costa às Universidades Estaduais Baianas.
FÓRUM DAS ASSOCIAÇÕES DOCENTES DAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS DA BAHIA

#ABahiaQuerResposta

