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ADUNEB-Mail 2015 – Edição 568 (15/05/15)

Por Aduneb · Publicado em
 Greve começa forte na Uneb – Mobilizações e atos organizados por professores(as) e estudantes, em vários campi, marcaram o início da radicalização

A comunidade acadêmica da Uneb mostra força e muita disposição para a luta nesta primeira semana de greve por tempo indeterminado. Tanto em Salvador, quanto em vários campi do interior, atos e ações de mobilização, realizadas por professores(as) e estudantes, demonstraram ao governo que o tensionamento ocorrerá pelo tempo que for necessário. 

Aprovada em assembleia geral docente no último dia 7, a greve começou nesta quarta-feira (13). As atividades, que receberam o apoio dos técnico-administrativos da universidade e da sociedade, foram amplamente divulgadas na imprensa, a exemplo das matérias da TV Aratu (veja aqui) e TV Record (veja aqui). As outras três estaduais da Bahia: Uefs, Uesb e Uesc também estão em greve. Em unidade de luta, toda a categoria dos(as) docentes das Ueba, entre outros pontos, reivindica aumento para, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) para suprir as demandas de ensino, pesquisa e extensão.

Segundo os professores(as) do comando de greve da ADUNEB, nas mobilizações nos campi da universidade, por todo o estado, aconteceram inúmeras atividades, tais como: panfletagens, aulas públicas, cafés da manhã simbólicos, oficinas de cartazes e diversas entrevistas. Por meio de faixas, apitos, placas, camisas com o tema da campanha e carros de som, a comunidade acadêmica vem mostrando, mais uma vez, a indignação com o descaso do governador Rui Costa à educação púbica. 

Veja abaixo as atividades realizadas em alguns campi. 

Salvador

Ato foi realizado no portão do campus I – Luta unificada de docentes e estudantes


Movimento Estudantil de Salvador também em greve. Luta também por 1% da RLI para
permanência estudantil

Alagoinhas 

Café simbólico com fechamento dos portões. Apoio do Movimento Estudantil 

Eunápolis

 Nos dias 13 e 14 diretor da ADUNEB percorreu várias emissoras de rádios. Um ato com a participação de professores(as) e alunos(as) é construído para dia 18.

Jacobina 

Aula pública realizada dia 12


Já no dia 13, entre outras atividades, aconteceram entrevistas

Teixeira de Freitas

Comando de mobilizações e oficina de cartazes 


Comunidade acadêmica de Teixeira de Freitas na luta

Barreiras

Mobilização em frente à UNEB - imprensa e portões fechados


Vestidos com a camisa da campanha, que denuncia o descaso do governador 

Bom Jesus da Lapa

Faixa e portões fechados. Alunas(os) também aprovaram a greve na categoria estudantil


Diretora da ADUNEB durante entrevista em rádio 

Guanambi

Ocorreram reuniões com a comunidade acadêmica, entrevistas em rádios, fixação de faixa e acesso à câmara dos vereadores para divulgação da pauta da greve.


Fórum das ADs organiza grande ato público para o dia 19.05, na SEC, durante a próxima reunião com o governo. 

Vários ônibus fretados virão do interior. A expectativa é a presença de centenas de professoras(es) e estudantes das Ueba

Uma manifestação maciça com centenas de professoras(es) e estudantes das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) acontecerá em frente à Secretaria da Educação (SEC), em 19 de maio, dia da próxima reunião entre o Fórum das ADs e o governo do estado. O ato público, além de pressionar os representantes de Rui Costa à negociação, também reforçará a denúncia sobre a falta de vontade política dos governantes em solucionar a crise orçamentária das universidades.

O ato é organizado pelas Associações Docentes (ADs) da Uneb, Uefs, Uesb e Uesc. Vários ônibus estão sendo fretados para trazer do interior o maior número possível de manifestantes. O comando de greve da ADUNEB solicita que docentes e estudantes interessados em participar do ato, entrem em contato com os professores(as) representantes locais do sindicato, ou com a sede da ADUNEB, em Salvador. 

Insensível com o sucateamento das Ueba, até o momento, o governador Rui Costa não fez nenhuma proposta que atendesse à pauta de reivindicações da comunidade acadêmica das estaduais da Bahia, principalmente, o aumento do repasse orçamentário para, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI). Também não deu ouvidos aos direitos trabalhistas dos(as) professores(as), como progressão e alteração de regime de trabalho. Pior ainda foi o desrespeito com a legítima pauta da categoria dos(as) estudantes. A luta por 1% da RLI para a permanência estudantil tem sido praticamente esquecida pelo governo na mesa de negociação.

Para os(as) docentes da ADUNEB, o governo Rui Costa, assim como fazia seu antecessor, Jaques Wagner, desrespeita professoras(es), estudantes e técnicos(as). Entende a educação pública superior como gasto invés de investimento. Identifica as Ueba como um problema para os cofres do estado e não como um patrimônio do povo baiano. A intransigência do governo em não negociar o aumento do orçamento faz com que, dia a dia, a greve ganhe mais força e apoio da comunidade acadêmica e sociedade. Dezenas de e-mails e telefonemas chegam diariamente na sede do sindicato em apoio à luta dos professores(as) pela qualidade da educação. 

Conhecedores do seu importante papel na sociedade os(as) docentes ressaltam que não irão recuar. Por 7% da Receita Líquida de Impostos já!

#ABahiaQuerResposta


Participe!


Comunicado do Comando de Greve sobre o que funciona e o que não funciona na UNEB
 
Em atendimento às diversas consultas telefônicas e e-mails, o Comando de Greve esclarece ao Magnífico reitor da UNEB e aos ilustríssimos(as) diretores(as) de departamento que as violações das decisões soberanas e democráticas da assembleia geral docente do dia 07/05/2015 serão questionadas pela ADUNEB, inclusive judicialmente. Lembramos, que a Reitoria sempre respeitou o que prescreve o Regimento da nossa Universidade quanto à existência de um único calendário para toda a UNEB. Portanto, as atividades desenvolvidas em período de greve não deverão ser reconhecidas pela Instituição. Veja abaixo o que está suspenso e o que está liberado: 

1 - Estão suspensas:

 A) Todas as atividades de ensino, pesquisa e extensão dos cursos de graduação, pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado), Ensino à Distância (graduação e pós-graduação) e programas especiais (Plataforma Freire, PRONERA, Universidade para Todos, PROLIN, TOPA – Pacto pela Educação, UATI, UNEX, SUPROF e PIBID) e Cursos de Extensão;

B) As atividades de estágio: licenciatura e bacharelado;

C) Reuniões de área: colegiado, departamento, conselho e comissões diversas.

2 - Estão liberadas:

A) As atividades das comissões de recredenciamento da Universidade e de reconhecimento dos cursos da UNEB; 

B) As atividades de Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado (exceto as aulas), previamente programadas até o dia da deflagração da greve (13/05/15), que envolvam custos, tais como qualificações e defesas agendadas; 

C) Atividades experimentais em andamento que digam respeito à vida humana, animal e vegetal; 

D) Atividades acadêmicas, como colação de grau, seminários, congressos e encontros, previamente agendados até o dia da deflagração da greve (13 de maio de 2015); 

E) Obras em andamento. 

Obs: Registramos que as demandas atuais ou as novas solicitações sejam encaminhadas para comissão de ética do comando de greve para que possam ser avaliadas.
E-mail: aduneb@atarde.com.br
  
COMANDO DE GREVE - UNEB

 
Nota Fórum das ADs - Greve das Ueba: governo antecipa reunião e diz que era “apenas um bate-papo”


 A deflagração da greve, no último dia 07.05, e a pressão da categoria docente das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) fez com que o governo Rui Costa antecipasse a reunião com o Fórum das ADs, do dia 19 de maio para esta segunda-feira (11). Recebidos pelo secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes, os professores e as professoras tinham como expectativa uma proposta concreta do governo para as reivindicações da pauta 2015, sobretudo, o aumento do orçamento para, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI). Invés disso, posto à mesa, apenas o despreparo por parte dos representantes governamentais e o desrespeito com os docentes. A informação no início da reunião foi que a atividade se tratava “apenas de um bate-papo”. 

Os professores das Ueba (Uneb, Uefs, Uesb e Uesc) deflagram greve; o estrangulamento orçamentário compromete inúmeras atividades acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão; em dois anos foram cortados da rubrica de custeio e investimento R$ 19 milhões; e o governo marca uma reunião apenas para “bater-papo”. Sem uma única nova proposta, sem avanços na pauta, apenas para retomar o falso discurso da crise nos cofres públicos.  

O Fórum das ADs considera a ação do governo um desrespeito à categoria e a comunidade acadêmica. A antecipação da reunião causou expectativa em milhares de pessoas que são impactadas diretamente pela crise orçamentária das Ueba. O governo petista finge não entender a profundidade da crise das Universidades Estaduais da Bahia. Por falta de recursos, docentes e técnicos sofrem com o déficit no quadro de vagas, há insuficiência de materiais didáticos e equipamentos nos laboratórios, falta política eficaz de permanência estudantil, atrasos em bolsas de auxílio à pesquisa, entre outros problemas. Além disso, o governo tenta transformar direitos trabalhistas garantidos em lei, como promoção, progressão e alteração de regime de trabalho em “pacotes” a serem negociados.
 
#ABahiaQuerResposta
 
FÓRUM DAS ASSOCIAÇÕES DOCENTES - ADUFS, ADUSB, ADUNEB, ADUSC


 Por culpa do governo continua o impasse nas negociações
 
 
Moção da residência-centro, Campus-II, Alagoinhas, em apoio à greve docente

Nós, residentes do Campus-II - Centro Alagoinhas, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) solidarizamos e damos total apoio aos docentes das instituições estaduais de ensino superior, compreendendo a importância da luta por uma educação pública, gratuita, socialmente referenciada e de qualidade.

Estas últimas mobilizações grevistas têm revelado à sociedade brasileira o tratamento que os Governos têm dado ao funcionamento público em geral, a exemplo das manifestações do Paraná e São Paulo, fazendo perseguição aos movimentos grevistas e tornando a Educação Pública Brasileira uma mercadoria.

Acreditamos que, para a construção de um Estado melhor, necessita-se valorizar o profissional da educação assegurando um plano de carreira que valorize a qualificação e que dê condições adequadas de trabalho, evitando, assim, o sucateamento das universidades. Nesse sentido, é indispensável o repasse de 7% da Receita Liquida de Impostos (RLI).

Por tudo que foi exposto, apoiamos a greve dos docentes das instituições estaduais de ensino superior e pedimos para a administração da universidade que paralise seu calendário letivo em respeito à greve, além de manter o pagamento das bolsas auxílio no período de paralisação.


Esclarecimento sobre divulgação do boletim eletrônico

 A ADUNEB informa que o boletim eletrônico (ADUNEB-Mail), enviado semanalmente aos cadastrados no site, está na sua edição 568, divulgado neste dia 15.05.15. Por problemas técnicos que estão sendo solucionados, boletins anteriores a esta data foram liberados pelo sistema, independente de nossa vontade. Solicitamos a todas e todos que ao receber os boletins confirmem a data dos mesmos, que fica localizada no cabeçalho do ADUNEB-Mail, como o exemplo abaixo. Aproveitamos a oportunidade para pedir desculpa pelo transtorno.



 

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