AdunebMail
ADUNEB-Mail 2014 – Edição 534 (19/08/2014)
Encontro das Ueba acontece em Feira de Santana, de 4 a 6 de setembro – inscrições para professores filiados à ADUNEB estão abertas
O XII Encontro dos Docentes das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) acontece de 4 a 6 de setembro, na Uefs, em Feira de Santana. Realizada a cada dois anos a atividade reúne professores das quadro estaduais da Bahia (Uneb, Uesc, Uesb e Uefs). O foco é trocar experiências, fortalecer o movimento docente das Ueba e discutir estratégias e encaminhamentos em defesa da categoria e da educação pública, gratuita, estatal, laica, de qualidade e socialmente referenciada. Segundo informações da Adufs, organizadora do evento, no dia 4, a abertura ocorrerá a partir das 18h, com um debate sobre conjuntura, coquetel e apresentação musical.
No encontro, além das mesas de debate e plenárias, acontece também os Grupos de Discussões (GDs). Neste ano, quatro temas serão problematizados: carreira docente, conjuntura, financiamento e saúde do trabalhador. A ADUNEB será a responsável por fornecer material para embasar as discussões sobre a carreira.
Inscrições abertas
As inscrições para os professores filiados à ADUNEB, que possuem interesse em participar do XII Encontro dos Docentes das Ueba, já estão abertas. Além da diretoria executiva, o sindicato levará os dez primeiros docentes, que enviarem solicitação de inscrição, através do e-mail aduneb@atarde.com.br. Para viabilizar a participação dos docentes, a ADUNEB custeará as despesas de translado, via terrestre, de ida e volta à cidade de destino e hotel em quarto triplo. Também serão fornecidas três diárias para cobrir as despesas dos professores com alimentação e transporte dentro de Feira de Santana. O término das inscrições será dia 31 de agosto ou até o preenchimento das vagas.
Arte: Adufs
Arte: Adufs

Encontro discute os rumos do Movimento Docente das Ueba
ADUNEB promove debate sobre 50 anos da ditadura burgo-militar no Brasil
O período da ditadura militar brasileira e seus impactos no cenário político nacional serão debatidos no evento “50 anos da ditadura militar e a questão da Comissão da Verdade”. A atividade gratuita é promovida pela ADUNEB e acontece no dia 10 de setembro, das 9h às 13h, no auditório da Faculdade de Educação (DEDC), na Uneb de Salvador. Os debatedores do evento serão os professores Osvaldo Coggiola (USP), Angélica Lovatto (Unesp) e Milton Pinheiro (Uneb), diretor da ADUNEB e do ANDES-SN.
Além de repercutir as consequências dos anos de chumbo, os palestrantes também irão debater sobre a atuação da Comissão Nacional da Verdade, que investiga a violação dos direitos humanos cometidos pelo governo brasileiro durante o período de ditadura. A partir das investigações o objetivo é exigir a revisão da Lei da Anistia, que protege de acusações criminais assassinos, torturadores e responsáveis pelos desaparecimentos de perseguidos políticos em todo o território nacional.
Osvaldo Coggiola é graduado em Economia Política e História na Université Paris, doutor em História Comparada das Sociedades Contemporâneas pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (1983). Professor Titular da Universidade de São Paulo, na área de História Contemporânea. Atua principalmente nos temas: marxismo, América Latina, movimento operário, capitalismo e socialismo. É e segundo vice-presidente regional São Paulo, do ANDES-SN.
Angélica Lovatto é doutora em Ciência Política pela PUC-SP. Professora do Departamento de Ciências Políticas e Econômicas da UNESP-Marília, onde coordena o Grupo de Estudos "Pensamento Político Brasileiro e Latino-Americano". Integra o Conselho Editorial da Revista Lutas Sociais. É pesquisadora do Instituto Astrojildo Pereira, que publica a Revista Novos Rumos. Também pesquisadora do Instituto Caio Prado Júnior - SP, onde integra o Conselho Editorial da Revista Novos Temas.
Milton Pinheiro é sociólogo e cientista político. Possui mestrado em Educação e Pesquisa - Université du Québec à Chicoutimi (2004) e doutorado em Ciência Política pela PUC/SP (2014). Professor da Uneb, editor da revista Novos Temas e autor/organizador, entre outros, dos livros “A reflexão marxista sobre os impasses do mundo atual” (2012); “Teoria e prática dos conselhos operários” (2013); e “Ditadura: o que resta da transição” (2014). Integra o grupo de pesquisa Pensamento Político Brasileiro e Latino-Americano (Unesp).
Foto: Evandro Teixeira
Foto: Evandro Teixeira

Foto clássica da ditadura burgo-militar brasileira - violação de direitos humanos
Plantão jurídico – alteração horário
O horário do plantão jurídico da ADUNEB desta quarta-feira, 20.08, será antecipado. Em virtude de demandas internas do sindicato o atendimento será excepcionalmente realizado das 12h às 16h. O horário voltará ao normal a partir da próxima sexta-feira, 22.08, das 8h às 12h.
ADUNEB vai ao Consu e defende interesses da categoria docente
Em reunião do Conselho Universitário (Consu) realizada em 07.08, em Salvador, o diretor da ADUNEB, Vamberto Miranda, solicitou direito à fala e defendeu o posicionamento do sindicato em questões importantes da comunidade acadêmica.
Um dos itens da pauta a ser debatido era a proposta de reordenamento dos departamentos da Uneb por áreas e grandes áreas científicas, por meio do processo nº 0603140097345. Para a diretoria da ADUNEB, o assunto é de extrema relevância, visto que a universidade possui aproximadamente 115 cursos presenciais de graduação (regulares), distribuídos em 29 departamentos, nos 24 campi.
Segundo o sindicato, é necessária ampla discussão na comunidade acadêmica sobre os critérios a serem utilizados em um possível reordenamento. Para além disso, a ADUNEB entende que o Consu é uma representação imposta pela Lei 7176/97, que fere a autonomia da universidade, não reflete a democracia e a isonomia universitária. O sindicato, representante da categoria docente da Uneb, entende que a estatuinte é o caminho viável para se discutir tal questão. A estatuinte é a discussão e reconstrução do estatuto da universidade elaborado de maneira democrática. Os professores relembram ainda que as universidades estaduais Uefs e Uesb estão com seus processos de estatuinte em curso. Por que não realizar tal procedimento também na Uneb?
Outro item polêmico da pauta foi a reabertura das discussões sobre a implantação de uma Unidade de Policia Pacificadora (UPP) no terreno da Uneb. O sindicato reforçou sua posição e defendeu a não instalação do posto militar na área da universidade. Os professores ressaltam ainda que em reunião realizada em 05 de fevereiro, entre o reitor, José Bites, e a ADUNEB, o gestor afirmou ser contrário à UPP: “Nossa posição é que somos contrários à instalação. Vamos fazer de tudo para barrar isso. Depois, discutiremos o que fazer com aquele espaço físico”, disse Bites durante a reunião de fevereiro.
Outras bandeiras de luta também foram lembradas pela ADUNEB, entre elas, o aumento do orçamento das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) para, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos e a crítica à mercantilização da educação na Uneb, com a implantação de cursos pagos de pós-graduação.
O Consu é o órgão deliberativo máximo da universidade. Devido a uma atitude arbitrária e antidemocrática da reitoria da Uneb e do governo estadual, desde 1997, o sindicato é o único segmento da comunidade acadêmica que não tem direito a cadeira e voto no Consu. Para que a entidade, que representa os professores na universidade, possa se manifestar no Conselho Universitário é necessária prévia solicitação e aprovação do presidente em exercício do órgão. Um vergonhoso problema, que impacta a democracia da gestão universitária. Mais uma questão que poderá ser resolvida com a revogação da Lei 7176/97.
Seminário Nacional do MML avança na luta contra o machismo e o preconceito de gênero
O Seminário Nacional do Movimento Mulheres em Luta (MML), realizado em São Paulo, nos dias 16 e 17 de agosto, contou com a participação de professoras e diretoras da ADUNEB. Entre os principais objetivos da atividade estavam o planejamento das próximas ações da Campanha Nacional Contra a Violência à Mulher e a construção do estatuto do Movimento.
O evento aconteceu no auditório do Sinsprev (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo) e recebeu a presença de delegações de vários estados do país.
O primeiro dia foi aberto com a mesa “Nas greves e lutas combatendo o machismo, a violência e a exploração”. As debatedoras eram militantes ativas em atuais greves de repercussão nacional. Camila Lisboa, do movimento paredista do metrô da capital paulista, Bárbara Della Torre, da greve das universidades estaduais de São Paulo, e Sofia Costa, dos Rodoviários do Recife.
Integrante do Comando de Greve da USP, Bárbara Della Torre, ao se referir ao papel da mulher nas lutas e a paralisação do restaurante universitário, relatou que há 19 anos não ocorria uma greve no local, sendo que a maioria dos grevistas é do sexo feminino.
A segunda mesa, intitulada “Basta de Machismo e Violência: nossa luta está apenas começando”, teve a participação da advogada da CSP-Conlutas, Eliana Ferreira, e das representantes da Executiva Nacional do MML, Kátia Sales e Letícia Pinho. Dados oferecidos pela advogada da Central mostraram que 83,81% da violência contra a mulher é cometida por indivíduos que possuem relação afetiva com a vítima, e 10,59% por familiares. Das agressões sofridas, 55,24% são físicas, 29,46% psicológicas, 10,22% morais. O Brasil fica em sétimo lugar no ranking mundial de homicídio feminino.
Para a diretoria da ADUNEB, a troca de experiências e as informações socializadas no seminário evidenciam que a mulher também é protagonista nas lutas da classe trabalhadora. Porém, várias questões relacionadas à questão de gênero ainda ocorrem em todos os setores da sociedade, o que requer união ainda maior no enfrentamento ao machismo e ao preconceito.
Após dois dias de mesas de debate e grupos de discussões foi encaminhada a organização de um Encontro do MML com representações sindicais, de movimentos sociais e populares, em Brasília, no mês de novembro. A atividade fará a aprovação final do estatuto que, após ser construído, agora será debatido com as bases nos estados. Também foi encaminhada a unificação da esquerda na luta contra as opressões de gênero (mulheres, trans e travestis).
*Com informações CSP-Conlutas.
Foto: Karen Oliveira

Militante francesa saúda MML - luta contra o machismo é internacional
ENMUP discute a universidade para classes populares
Na luta pela educação pública a diretoria da ADUNEB marcou presença no Encontro Nacional de Movimentos em Luta por uma Universidade Popular. Realizado em Fortaleza, na Universidade Estadual do Ceará, entre os dias 14 e 17 deste mês, a atividade recebeu o apoio de dezenas de entidades e movimentos estudantis, culturais e populares.
Um dos principais objetivos do encontro foi buscar a articulação de movimentos populares, coletivos e entidades de base na construção de um projeto de educação com e para as classes populares.
Entre outras atividades, os presentes puderam participar das discussões de duas mesas redondas. A primeira repercutiu a conjuntura do país, com a participação de Maria de Jesus (MST); Renato Roseno (PSOL) e José Paulo Netto (UFRJ). A segunda mesa debateu “Educação e Poder Popular”, com a colaboração de Mauro Iasi (PCB); Atílio Borón (Movimento Continental Bolivariano – Argentina) e Virgínia Fontes (UFF).
O Encontro contou ainda com grupos de discussões, que foram organizados em dez temáticas: Educação e Saúde, Educação no Campo, Educação e feminismo, Educação e diversidade sexual, Políticas Educacionais dos governos e o PNE, Universidade e racismo, Democracia e Acesso à Universidade Brasileira, entre outros.
Segundo a diretoria da ADUNEB, o encontro reunião centenas de militantes e mostrou a força dos setores da classe trabalhadora que lutam pela criação da universidade popular. Dois fatores marcantes no evento foram a unidade de luta e a disposição para a construção de um novo modelo de educação para as classes populares. A atividade ajudou a oxigenar e reforçar a luta por uma educação pública e de qualidade.
Foto: ENMUP
Foto: ENMUP

Mesa de abertura do ENMUP

