ADUNEB-Mail 2014 - Edição 504 (28/01/14)

 ADUNEB repudia descaso da PPG 
 
Alertas ao processo seletivo da bolsa PAC deste ano de 2014, os professores da ADUNEB demonstram descontentamento com a falta de atenção da Pró-Reitoria de Pesquisa e Ensino de Pós-Graduação (PPG) com as reivindicações dos docentes. Em 6 de junho de 2013, diretores da Associação, o reitor Lourisvaldo Valentim e o representante da PPG, Fernando Carvalho, fizeram exaustiva reunião (leia mais) em que foram discutidos vários problemas relativos à bolsa PAC. Embora Fernando Carvalho continue na referida Pró-Reitoria nesta nova gestão, constata-se que a maior parte das justas reclamações dos professores não foi atendida.
 
Na reunião de junho, a ADUNEB fez duras críticas à falta de discussão para a aprovação do Barema, que foi utilizado para a classificação dos candidatos da bolsa PAC, bem como vários equívocos existentes nas resoluções que legislam sobre o assunto. Após ouvir as reivindicações dos professores, o representante da PPG afirmou que indicaria a reabertura dos debates sobre o Barema, a discussão sobre as resoluções da PAC e a possível unificação das resoluções em um único documento. Outro importante ponto a ser revisto seria a cláusula que determina que a entrega do envelope com os documentos para participar do processo de seleção só poderá ser feito diretamente ou via procuração. Na época, a PPG declarou, como desculpa, que o processo seletivo 2013 já estava em andamento e não poderia modificar naquele ano, entretanto, que na seleção de 2014 a maneira de entregar a documentação seria modificada. Ações essas que nunca foram feitas.
 
Após reclamações da ADUNEB referente às inscrições à bolsa PAC deste ano para técnico-administrativos e professores, devido às férias docentes, houve a prorrogação das inscrições para o dia 17 de fevereiro. Para avançar nesses impasses, nesta quarta-feira, 29.01, será realizada nova reunião entre a ADUNEB e a PPG. 
 
Críticas às resoluções 
 
 Uma das principais reivindicações dos professores refere-se à entrega dos documentos para participar do processo de seleção da bolsa PAC. A Resolução 976/2013, que altera a Instrução Normativa nº 002/2007, aprovada por meio da Resolução 471/2007, aprovada pelo Conselho Universitário sem prévia discussão, afirma que é necessário que o pleiteante à bolsa PAC entregue os documentos presencialmente ou via procuração na PPG, o que dificulta a participação de vários professores, principalmente, do interior. A ADUNEB reivindica que a documentação possa ser, no mínimo, encaminhada por SEDEX, o que demonstra respeito às características da multicampia, aos docentes e técnicos, e oferece a mesma oportunidade a todos. Na análise dos professores acredita-se que o ideal seria um processo seletivo online, já que estamos na era da tecnologia e que a universidade deve acompanhar os avanços da modernidade. 
 
Outro problema da mesma resolução também fere a isonomia do processo de seleção. O artigo quinto informa que os candidatos que cursam mestrado ou doutorado fora do país deverão apresentar uma série de documentos que, segundo os professores, são extremamente difíceis e/ou onerosos de obter, como, por exemplo, documentação traduzida oficialmente, o “comprovante de reconhecimento oficial do curso no país de origem” e o “comprovante de credenciamento da Universidade estrangeira no órgão assemelhado ao MEC garantindo a esta a autonomia para emitir Diplomas de Mestrado e Doutorado”. 
 Quanto ao Barema, entre outros problemas, os docentes criticam as várias maneiras de atuação na universidade e produção do conhecimento que não foram levadas em consideração, como por exemplo, a extensão, os programas de iniciação à docência, a participação na militância sindical ou acadêmica.
 

Bolsa PAC - reunião de junho de 2013 entre ADUNEB, reitor e PPG 
 
 
PNE que destina verba pública para setor privado aguarda votação na Câmara
 
Aprovado no Senado final de 2013, o novo Plano Nacional de Educação retorna agora em 2014 para a Câmara Federal, para apreciação dos deputados. Contrariando os anseios da sociedade, que reivindica melhorias efetivas na educação pública, o texto votado pelos senadores consagra a prevalência do setor privado no financiamento da educação. A análise é do professor Roberto Leher, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
 
“É possível sustentar que o PNE do governo Dilma expressa uma mudança estrutural na educação brasileira, consolidando um objetivo que não pode mais ser confundido com o dos proprietários tradicionais das escolas privadas ou o da Igreja católica, sujeitos importantes nos embates da LDB de 1961; antes, afirma os anseios do setor financeiro que atualmente se apropria de vastos domínios dos negócios educacionais e, como assinalado, do capital como um todo, engajado na socialização “adequada” de mais de 55 milhões de crianças e jovens, como é possível depreender da ação do Todos pela Educação”, ressalta Leher em artigo divulgado nesta terça (21) no portal Correio da Cidadania.
 
Fonte: ANDES-SN
 
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Emoção e protesto marcam um ano da tragédia da Kiss
 
 
A madrugada desta segunda-feira (27) começou mais cedo para centenas de pessoas que acompanharam a vigília promovida por familiares de vítimas da boate Kiss, que ceifou 242 vidas, e completa um ano. Desde as 23h de domingo (26), houve concentração em frente ao prédio onde funcionou a casa noturna, na rua dos Andradas, localizada no centro de Santa Maria (RS). Grupos ligados ao movimento estudantil da UFSM pintaram 242 silhuetas no chão e também penduraram junto à fachada do prédio uma faixa com uma charge do cartunista Carlos Latuff. O material foi desenvolvido pelo artista, com o apoio da Sedufsm, Seção Sindical do ANDES-SN, a partir do entendimento com integrantes do Movimento Santa Maria do Luto à Luta. O desenho, elaborado por Latuff, ilustrou faixas, cartazes, panfletos e camisetas, e simboliza a autoproteção entre os poderes e a impunidade vigente até o momento em relação aos responsáveis pela tragédia.
 
Fonte: ANDES-SN
 
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