A Uneb paralisa as atividades acadêmicas, com portões fechados, nesta sexta-feira, 30 de agosto. A ADUNEB convoca todos os docentes e demais membros da comunidade acadêmica para participarem das atividades do Dia de Paralisação Nacional. Convocada pela CSP-Conlutas, mais sete centrais sindicais e ANDES-SN, a reivindicação exige soluções para vários problemas enfrentados pela classe trabalhadora. Também protestamos contra os ataques do governo à Educação Pública Superior, que precariza a universidade e os latentes problemas internos da Uneb, que perpassam desde a falta de materiais didáticos até a criação de novos cursos de forma meramente política.
Entre os 17 itens da pauta nacional de reivindicações estão a melhoria da qualidade e diminuição do preço dos transportes coletivos; 10% do PIB para a educação pública; 10% do orçamento para a saúde pública; fim dos leilões das reservas de petróleo; fim do fator previdenciário e aumento do valor das aposentadorias; redução da jornada de trabalho; contra o PL 4330, que incentiva terceirizações e leva à precarização do trabalho; reforma agrária e salário igual para trabalho igual, independente do gênero.
Com relação à pauta interna, destacamos que a universidade sofre com o descaso do governo Jaques Wagner. Atualmente os parcos recursos repassados pelo estado são insuficientes para suprir as demandas da Uneb: falta dinheiro para ensino, pesquisa e extensão. A universidade está sucateada, com infraestrutura inadequada, faltam equipamentos nos laboratórios, ocorrem constantes atrasos nos pagamentos de bolsas e dos serviços terceirizados, déficit no quadro de vagas docente, além de uma fila enorme para progressão, promoção e mudanças de carga horária docente, dentre outros.
Apenas para sanar os problemas de infraestrutura dos cursos em funcionamento seriam necessários mais de R$ 200 milhões. Enquanto isso, o estado, em 15.08, impôs mais um decreto de contingenciamento, que terá impacto “indireto” nas universidades. O orçamento de 2013 das instituições estaduais de ensino superior já foi aprovado e é lei, portanto, o decreto não pode ser utilizado para qualquer negativa. Entretanto, alertamos que esta é mais uma manobra política e estaremos atentos para essa faceta do governo. Ressaltamos ainda, que mesmo as Universidades Estaduais da Bahia tendo como bandeira de luta o repasse de, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI), o governo já sinalizou que o repasse orçamentário, para 2014, será de 4,84% da RLI, porcentagem igual a destinada este ano.
Mesmo com um orçamento defasado, o Conselho Universitário da Uneb aprovou novos cursos para vários Campi. Salientamos que a implantação de novos cursos deve ser muito bem planejada, principalmente em relação às questões orçamentárias, para que tenhamos uma expansão responsável. Além disso, a eleição para reitor se aproxima. Este é o momento para se discutir amplamente os problemas internos da universidade. Fiquem atentos às discussões que serão provocadas pela ADUNEB.

