Eleições ANDES-SN - Debate entre os representantes das chapas aconteceu da ADUNEB
Para fortalecer a democracia e ampliar as informações, ao conjunto da categoria docente, referente às duas chapas que disputam a eleição deste ano para o ANDES-SN, a ADUNEB promoveu um debate nesta última segunda-feira (16). A atividade aconteceu no auditório do sindicato, no Campus I da Uneb, em Salvador. Pela Chapa 1 – ANDES Autônomo e de Luta, esteve presente o candidato a presidente, Antônio Gonçalves Filho, da Apruma Seção Sindical. Já pela Chapa 2 - Renova ANDES, compareceu ao debate o candidato a 3º Tesoureiro, Antônio Eduardo Alves de Oliveira, da Apur Seção Sindical. O mediador do debate foi do membro da Comissão Eleitoral Local, professor Abraão Félix.
Dividida em quatro blocos, os docentes e estudantes presentes ao auditório tiveram a oportunidade de conferir as propostas e posicionamentos políticos das duas chapas por 3h30 de debate. A atividade teve o sinal de videoconferência disponibilizado a todos os campi da Uneb, além disso, também foi transmitida ao vivo pelo facebook da ADUNEB. A íntegra do debate pode ser conferida aqui.
A eleição no ANDES-SN, para o biênio 2018-2020, ocorrerá nos dias 9 e 10 de maio. De acordo com as informações da Comissão Eleitoral Central, presentes na Circular Nº 004/CEC/18, a data do início da computação dos votos pela CEC será em 14 de maio de 2018. O prazo de recurso à Comissão Eleitoral Local (CEL), previsto no Art. 49, será também no mesmo dia 14. O resultado oficial terá promulgação no dia 16 de maio de 2018.

Antônio de Oliveira, Abraão Félix e Antônio Filho
Videoconferência debateu o atual golpe no Brasil
Atividade organizada pela ADUNEB teve sinal de transmissão disponibilizado a todos os campi da Universidade do Estado da Bahia
Organizada pela ADUNEB a mesa redonda “Quem deu o golpe no Brasil”, realizada nesta quinta-feira (19), no campus da Uneb, trouxe à tona várias questões que ajudam a elucidar o contexto do golpe, que destituiu a presidenta Dilma Rousseff. Para refletir sobre a questão estiveram presentes à mesa a diretora do ANDES-SN, Caroline Lima, e a pesquisadora da Ufba, Maíra Kubik. A atividade teve sinal de videoconferência disponibilizado a todos os campi da Uneb, e fez parte das ações do grupo de trabalho da ADUNEB de Política de Formação Sindical.
Integrante do Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Mulher (Neim/Ufba), Maíra Kubik, iniciou o debate contextualizando o momento atual de avanço do conservadorismo. A professora foi uma das pesquisadoras do Neim ameaçadas no ano passado, via redes sociais, pelo progressista debate relacionado às questões de gênero que desenvolvem naquele núcleo. Maíra fez suas reflexões pautada a partir do conceito de “fascistização social”, desenvolvido pelo sociólogo português Boaventura Santos, que, a grosso modo, pode ser caracterizado quando vários aspectos do fascismo são identificados na vida cotidiana.
A professora da Ufba localiza o golpe como sendo parlamentar, jurídico e midiático. Foi o resultado da “fascistização social”, que é crescente no mundo e tem reflexos no Brasil há mais de uma década. Para Maíra Kubik, tanto o golpe quanto a contrarreforma trabalhista e outras políticas de retiradas de direitos sociais, impostas pelo governo Temer, só tiveram êxito devido a esse aumento das características fascistas da sociedade.
Outro aspecto abordado pela integrante do Neim foi a parcela de responsabilidade do próprio Partido dos Trabalhadores para a queda de Dilma. Apesar de compartilhar da tese de que o golpe foi dado pelos setores de direita do país, que buscavam reaver o controle direto do Estado e da economia, o PT errou ao apostar em uma política de alianças com a burguesia e a conciliação de classes. A aproximação com setores da política como, por exemplo, a bancada ruralista capitaneada por Kátia Abreu, demonstrou uma pauta contraditória. Desprezada pelo capital, que já não tinha mais interesse em uma conciliação, Dilma também viu afastada de si grande parcela da esquerda, que há muito não se sentia representada pelo governo federal.
A diretora do ANDES-SN e da ADUNEB, Caroline Lima, iniciou sua análise trazendo para o debate a relação entre o golpe e a luta pela educação pública superior, com a garantia de direitos da categoria docente. Segundo a professora, o golpe no ensino público começou antes de 2016. Os processos de redução orçamentária que ocorrem nas universidades públicas de todo o país, a retirada de direitos e achatamento de salários dos docentes provocam há muito tempo o desmonte das citadas instituições de ensino. Para a diretora, o impeachment de 2016 intensificou os ataques neoliberais. As investidas do governo Temer contra os professores tem sido uma maneira de tentar enfraquecer os servidores públicos, um dos maiores focos de resistência da classe trabalhadora. As contrarreformas trabalhistas, do ensino médio, o Escola sem Partido, entre outros, são também resultados dos ataques de setores conservadores e do neoliberalismo à categoria docente.
O caráter machista e misógino do golpe também foi abordado pela sindicalista. De acordo com Caroline, durante o processo de impeachment, a base aliada, além de propagar a imagem pejorativa de “durona” de Dilma, ainda abandonou o apoio à presidenta. “Será que se fosse o Lula os comportamentos dos parlamentares seriam os mesmos? A ala machista soube se aproveitar e fazer um discurso misógino”, afirmou a docente.
A diretora da ADUNEB também criticou a política de conciliação de classes de quando o PT esteve à frente do governo federal. Na ótica da professora, o país sofre atualmente a consequência mais perversa do período de conciliação, que é a atual apatia e desmobilização da classe trabalhadora. O apassivamento dos sindicatos e movimentos sociais faz com que agora o país pague caro e não consiga reagir com a intensidade necessária para reverter o golpe.
Embora ainda não com a força necessária para barrar o governo Temer, Caroline vê com entusiasmo o momento de unidade da esquerda em defesa da democracia e da liberdade de Lula. Porém, ressalta que a luta tem que ser para além da conciliação de classes e da militância apenas virtual nas redes sociais. “A luta tem que ser na rua e não podemos esperar pela iniciativa das centrais sindicais. Temos que começar já a construção de uma forte greve geral no país”, finalizou a docente.

Caroline Lima e Maíra Kobik
ADUNEB discute a violência contra a mulher e denuncia um mês do assassinato de Marielle Franco
O campus da Uneb de Eunápolis recebeu na quinta-feira (12) o seminário “Na luta ao combate à violência contra as mulheres”. Organizado pela ADUNEB, a mesa contou com a coordenadora do sindicato da pasta de gênero, etnia e diversidade, Ediane Lopes, além da professora Juciene Nascimento (Uneb - Campus XVIII) e a egressa Mariana Miranda (Campus X).
Segundo Ediane Lopes, entre outros objetivos, a atividade foi uma intervenção da ADUNEB para demarcar o um mês do lamentável assassinato da militante dos Direitos Humanos e vereadora Marielle Franco (Psol), do Rio de Janeiro. A mesa foi a última atividade de uma agenda de debates, iniciada no mês de março, para repercutir a necessidade de lutar pelo protagonismo feminino diante de uma sociedade machista, misógina, LGBTfóbica e conservadora.

Estudantes e docentes presentes ao debate de Eunápolis
Atendimento jurídico
A coordenação da ADUNEB informa que nesta próxima semana não acontecerá o plantão jurídico na sede do sindicato, no Campus I da Uneb, em Salvador. Em virtude da paralisação da universidade, contra o governo do estado, com portões fechados (leia mais), na quarta-feira (25), não será possível o atendimento. Já na sexta-feira (27), a assessoria jurídica estará a trabalho no campus de Paulo Afonso, orientando os docentes locais e no auxílio da coordenação do sindicato no projeto ADUNEB na Estrada. Os plantões retornarão à atividade normal a partir da semana posterior.
