Assembleia Docente desta quinta-feira (10) discutirá indicatido de greve contra a PEC 55 (241/16) e Reforma Educacional
Atividade acontecerá às 15h, no auditório da ADUNEB, no Campus de Salvador e será transmitida por videoconferência
Em reuniões realizadas neste último final de semana, 05 e 06 de novembro, em Brasília, o ANDES-SN encaminhou às seções sindicais rodadas de assembleias, nas universidades públicas, para que seja pautado o indicativo de greve da categoria. Participaram da atividade os professores representantes dos setores das Instituições Estaduais (IEES), Federais (IFES) e Municipais (IMES) de Ensino Superior. Assim, a ADUNEB conclama toda a categoria para a Assembleia Geral Docente, que será realizada nesta quinta-feira (10), às 15h, no auditório da ADUNEB, no Campus de Salvador, com transmissão por videoconferência a todos os campi. A diretoria do sindicato ressalta que também foi mantida a Assembleia Geral Unificada (A.G.U.), realizada conjuntamente entre professores, servidores técnicos e estudantes, nesta terça-feira (08), em frente à biblioteca do Campus I (leia matéria abaixo).
A ação desta próxima quinta-feira será em defesa dos serviços e da educação pública. A pauta é a construção da greve contra a Proposta de Emenda Constitucional – PEC 55 (antiga PEC 241) e a Reforma Educacional (Medida Provisória – MP 746). De acordo com a Nota Política divulgada sobre o assunto pelo ANDES-SN (leia aqui), “A intensificação dos ataques neoliberais à classe trabalhadora, e aos seus direitos sociais, promovidos pelo governo Federal, Congresso Nacional e Judiciário colocam na ordem do dia a necessidade de radicalização do enfrentamento aos projetos em curso que, se aprovados, trarão enormes prejuízos à população brasileira”.
Para a diretoria da ADUNEB, a deflagração da greve nas universidades públicas é urgente e extremamente necessária. É preciso ampliar a resistência e somar forças com os demais setores organizados da sociedade contra os ataques do governo ilegítimo de Michel Temer. Os protestos e ocupações da juventude e do Movimento Estudantil tem se intensificado, até a semana passada mais de mil escolas e 60 universidades estavam ocupadas (leia mais). A Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) já está em greve. O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) iniciará greve a partir do dia 11 deste mês. É hora da greve nacional de todo o setor de educação pública.
PEC 241/16
Recém aprovado pelos deputados da Câmara Federal, a antiga PEC 241/16 foi encaminhada agora à votação no Senado e passou a ser denominada de PEC 55. Apelidada de PEC da Morte, o objetivo do governo Temer com a proposta é limitar os investimentos públicos as áreas sociais, como saúde e educação, por 20 anos, além do possível congelamento de salários. Se aprovada, a norma provocará a destruição dos serviços públicos, que impactará diretamente no atendimento à população, sobretudo de baixa renda, a principal usuária dos serviços públicos.
MP 746/16
A MP 746, se aprovada, fará alterações que trarão graves prejuízos ao sistema educacional do país. Sem nenhuma discussão com a sociedade, por meio de imposição de Medida Provisória, a proposta de lei abre a possibilidade de valorização do ensino técnico e profissional em detrimento de outras áreas do conhecimento. Assim, proporcionará uma estrutura educacional mais barata, que atenda aos interesses dos estados endividados, além de servir de formação de mão de obra às demandas dos setores industriais e empresariais, que visam apenas o acúmulo de capital. Entre os outros inúmeros problemas da MP tem ainda a proposta de contratação de profissionais sem formação pedagógica para exercer a função de professores, baseados em argumentos como notório saber e competências.
NENHUM DIREITO A MENOS!
NÃO À PEC 55/16!
NÃO À MP 746/16!

Assembleia docente de julho de 2015, realiza durante a greve
Assembleia unificada da Uneb avança na construção da Greve Geral e aprova duas paralisações
Protestos com portões fechados, de todos os campi da Uneb, acontecerão nos dias 11 e 25 de novembro. Atividades fazem parte da agenda de mobilizações e paralisações, organizadas pelas centrais sindicais
A comunidade acadêmica da Uneb, nesta terça-feira (08), construiu mais uma importante página na histórica de luta da Universidade do Estado da Bahia. Em Assembleia Geral Unificada (A.G.U.) estudantes, técnico administrativos e docentes deliberaram por paralisações acadêmicas na Uneb, com portões fechados, nos dias 11 e 25 de novembro. Os protestos são contra a política de ataques do governo Temer à classe trabalhadora, além disso, também estão em concordância com a agenda nacional de paralisações e greves, organizadas em unidade por diversas centrais sindicais, entre elas a CSP-Conlutas.
A assembleia encaminhou ainda a ampla participação da comunidade acadêmica na passeata que acontecerá nesta sexta-feira (11), a partir das 6h da manhã, na região do Iguatemi, centro econômico da Salvador. Além disso, nas paralisações dos dias 11 e 25, protestos e mobilizações também acontecerão em articulações com as comunidades regionais, por todo o interior do estado, onde existam Campi da Uneb. As três categorias também somarão esforços para levar à Brasília o maior número possível de manifestantes, no dia 29 de novembro, momento em que um protesto nacional ocupará as ruas do Distrito Federal com milhares de pessoas.
De acordo com a diretoria da ADUNEB, entre os objetivos das paralisações nacionais estão aumentar as mobilizações, conscientizar a população e atrair cada vez mais categorias aos protestos, contribuindo assim para a construção da Greve Geral contra o governo Temer. Sindicatos, organizações políticas, movimentos estudantis, populares e sociais buscam a unidade de luta em defesa dos direitos trabalhistas, da educação e da saúde pública, contra o desmonte dos serviços públicos e da reforma da previdência, entre outros fatores.
Durante a A.G.U. as falas dos representantes das três categorias demonstraram muita disposição para a luta contra a política conservadora e reacionária de Michel Temer. A compreensão é que diante da crescente retirada de direitos, a exemplo da PEC 55 (antiga 241/16) que está em votação no Senado, o PL 257/16, as ameaças de reformas educacionais e da previdência, a Lei da Mordaça nas escolas, entre outras, a única saída é a intensificação dos protestos e a radicalização do movimento.
Juntos somos mais fortes!

União de estudantes. técnicos e professores pela Greve Geral
