ADUNEB-Mail 2016 – Edição 640 (06/07/16)

 Corte de passagem docente - Assembleia de professores decide não iniciar o semestre 

A assembleia geral dos professores da Uneb, realizada em Salvador, nesta terça-feira (05), decidiu que todos os campi, dos docentes prejudicados pelo corte de passagens intermunicipais, não iniciarão o semestre letivo na próxima segunda-feira (11). O protesto acontecerá até que o reitor, José Bites, garanta a aquisição das passagens pelos próximos 120 dias, período limite determinado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que o citado auxílio seja extinto pela administração central (leia mais). 

A assembleia foi dividida em duas etapas, pois os docentes interromperam a atividade para questionar, diretamente o reitor, sobre a atitude de interromper abruptamente a compra das passagens, visto que a resolução do TCE determina um prazo de 120 dias para a interrupção do processo. A pressão do Movimento Docente era por uma circular da administração central, que deveria ser enviada a todos os departamentos, garantindo a compra das passagens pelo próximo semestre letivo. 

Após a reivindicação da categoria, que se mostrou extremamente indignada com a postura do reitor, Bites afirmou que enviará uma circular orientando os departamentos a distribuir as passagens já compradas. Quanto ao restante que ainda precisa ser adquirido, o único comprometimento do gestor foi a realização de uma videoconferência com os diretores, que será realizada nesta quarta-feira (06) para discutir uma solução ao problema. Diante do recurso, apenas paliativo, e a não garantia de passagens pelos 120 dias, período permitido pelo TCE, a assembleia geral decidiu manter a deliberação de não iniciar o semestre letivo até uma sinalização favorável da administração central ao Movimento Docente. Caso nada seja feito pelo reitor, os professores ressaltam que atitudes ainda mais radicais serão colocadas em prática pelo Movimento Docente.

Mais ações

Para a diretoria da ADUNEB, a garantia de passagens pelos próximos 120 dias servirá como um socorro imediato, mas é necessária ampla mobilização do conjunto dos professores para que se possa buscar uma solução definitiva ao problema. Entre as ações que passam a ser desenvolvidas pelo Movimento Docente em busca da resolução da questão estão:

- Marcar reunião com o presidente do TCE, que é professor da Uneb, para discutir a questão.

- Marcar reunião com o líder da bancada da maioria na assembleia legislativa da Bahia, deputado José Neto. O objetivo é a criação de um Projeto de Lei (PL) que garanta o deslocamento docente. Leis semelhantes já existem em várias universidades públicas de multicampia do país como, por exemplo, na Unesp (SP) e na Federal do Amazonas.

- ADUNEB enviará um documento ao Conselho Universitário solicitando o debate e encaminhamentos a solução da questão, a exemplo da criação de um auxílio interiorização, com o objetivo de garantir melhores condições de trabalho aos professores.

- Uma ampla análise jurídica da questão, realizada pela ADUNEB e pelo ANDES-SN, para que também se possa colocar em prática estratégias judiciais que garantam o investimento da Uneb em aquisição de passagens intermunicipais aos docentes.

Assédio moral

O outro ponto da pauta da assembleia geral era referente ao assédio moral na Uneb, situação que, de acordo com as denúncias recebidas pela ADUNEB, cresce cotidianamente. 

Durante a discussão, inúmeros docentes relataram o assédio que tem sofrido. Em todas as falas uma mesma denúncia: a lentidão e a falta de vontade política da reitoria na investigação e solução dos problemas. Diante da gravidade das questões que se apresentaram e devido ao adiantado horário, o conjunto dos professores decidiu melhor discutir a questão na próxima assembleia geral, que será realizada na quinta-feira (14), às 14h, no auditório da ADUNEB, em Salvador. Entre os encaminhamentos já aprovados estão a elaboração de um dossiê, com o levantamento dos casos de assédio na Uneb, e a realização de campanha independente contra assédio, realizada pela da ADUNEB, sem qualquer vínculo com a administração central. 


Indignados, professores votam durante assembleia


Assembleia docente aprova paralisação e indicativo de greve geral dos servidores públicos

Paralisação de todas as atividades acadêmicas, com portões fechados, no próximo dia 20 de julho, com a construção de um grande ato público em Salvador, e a aprovação do indicativo de greve geral dos servidores públicos da Bahia. Essas foram deliberações da categoria docente da Uneb, em assembleia realizada nesta terça-feira (05). As determinações são contra a retirada de direitos trabalhistas dos servidores públicos, por parte do governo Rui Costa, e pelo pagamento do reajuste linear aos quase 370 mil integrantes do funcionalismo do Estado.

Segundo os diretores da ADUNEB, tanto a paralisação quanto o indicativo de greve geral foram recomendações que saíram da plenária geral dos servidores públicos da Bahia, realizada na última quinta-feira (30). Em matéria publicada na terça-feira (04) a ADUNEB explica alguns dos inúmeros motivos que têm indignado os servidores públicos e os motivado à construção da greve geral em todo o Estado (leia mais). 

Sobre a paralisação do dia 20 e a realização de um forte ato público de reivindicação, a expectativa do Movimento Docente é a participação maciça da comunidade acadêmica das quatro Universidades Estaduais Baianas, Uneb, Uefs, Uesb e Uesc. Outros inúmeros sindicatos que representam o funcionalismo público também são aguardados nessa soma de esforços pela paralisação geral. O local em que acontecerá o ato público e mais detalhes sobre a atividade serão amplamente divulgados em breve. 


Professores durante a votação


Após pressão, Fórum das ADs consegue audiência com o novo Secretário de Educação 

O Fórum das ADs garantiu uma audiência com o novo secretário da Educação, Walter Pinheiro, para o próximo dia 13 de julho (quarta-feira), às 14h. O agendamento teve êxito depois de muita persistência e pressão dos professores do Movimento Docente. Na pauta da reunião estará a carta de reivindicações do Fórum das ADs (leia aqui), protocolada junto ao governo desde 18 de dezembro do ano passado e, até agora, sem resposta dos representantes de Rui Costa.

No início do mês de junho, assim que o novo secretário assumiu a pasta da educação, o Fórum das ADs já havia novamente protocolado ofício com a solicitação da audiência. Na última quinta-feira (30), os docentes, mais uma vez, compareceram à SEC para reivindicar a abertura do diálogo entre o governo e as Associações Docentes das Universidades Estaduais Baianas.  

Inicialmente barrados na entrada do prédio da SEC, os professores só puderam subir e entregar o ofício à secretaria de gabinete de Walter Pinheiro, após a sinalização de que o próprio Pinheiro havia indicado o agendamento da reunião. A audiência se tornou possível depois que um diretor da ADUNEB, em 16 de junho, conseguiu cobrar a reunião diretamente de Pinheiro, durante evento de posse dos diretores departamentais da Uneb, evento realizado no Campus de Salvador.

A diretoria da ADUNEB, a princípio, tem boas expectativas em relação à audiência, visto que o último secretário da Educação, Osvaldo Barreto, que estava à frente da pasta desde agosto de 2009, poucas vezes estabeleceu diálogo como o Fórum das ADs. O que se espera é a abertura imediata das negociações com a categoria docente. Um grande ato público de protesto está sendo construído, conjuntamente a vários outros sindicatos do funcionalismo público, a ser realizado em Salvador, no próximo dia 20 deste mês de julho.


Professores do Fórum das ADs entregam ofício à secretária de gabinete na SEC
 

Governo Rui Costa não prevê aumento de orçamento as Ueba na LDO 2017

Emenda com proposta de 7% da RLI foi cortada pelo relator do documento, deputado José Raimundo Fontes (PT)

No final do mês de junho foi aprovada na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) para 2017. O texto não contém nenhuma previsão de aumento de recursos para o ensino público superior baiano, e já aponta qual é o trato que o governo Rui Costa pretende dar as Universidades Estaduais Baianas (Ueba): aprofundar a crise orçamentária e o sucateamento de Uneb, Uefs, Uesb e Uesc. A LDO estabelece as linhas gerais da Lei Orçamentária Anual (LOA), que irá reger todo o orçamento do Estado no exercício do próximo ano. 

O relator da LDO, deputado José Raimundo Fontes (PT), apoiado pela Bancada Governista rejeitou em seu parecer todas as propostas de emendas encaminhadas pela Bancada da Minoria. Entre as emendas estava a destinação de 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI) para as Ueba. Para a diretoria da ADUNEB, a falta de política orçamentária para as Universidades Estaduais aprovada mostrou, mais uma vez, que nem o governo Rui Costa, nem a maioria dos deputados da Alba, estão a serviço da educação pública e do povo baiano.

Mentira governista 

Para reprovar a emenda à LDO que propunha o aumento do orçamento as Ueba, o deputado José Raimundo, assim como tem feito o governo baiano, explicou a falta de investimento em função do cenário de crise econômica do Estado. De acordo com a diretoria da ADUNEB, as justificativas governistas não conferem com os dados da realidade. O último relatório de Avaliação de Cumprimento de Metas Fiscais do primeiro quadrimestre do ano, do Estado da Bahia, mostra que as receitas estaduais apresentaram uma variação positiva de 7,40% em relação ao ano anterior (2015), totalizando R$ 13,14 bilhões de receitas Correntes e de Capital. Ou seja, o rendimento no cofre baiano segue crescendo, só não cresce a disposição dos seus representantes em investir nas áreas sociais e garantias dos direitos trabalhistas. 

Autoritários e burocratas 

Ao passo que o governo tem aprofundado a retirada de direitos e se negado a investir na educação pública, também tem endurecido a possibilidade de debate sobre as contas públicas. O relatório da LDO, redigido pelo deputado José Raimundo, rejeitou também outra emenda da Bancada da Minoria, que defendia a proposta de elaboração da LDO e da LOA a partir de amplas discussões realizadas por meio de audiências públicas, com participação popular. Para a ADUNEB, tal atitude demonstra o nível de autoritarismo do setor governista quando o assunto é democratizar as decisões e discussões. Põe em questionamento também qual é o papel da Alba que, além de não fortalecer a participação popular, têm funcionado apenas como uma extensão do gabinete do governador Rui Costa para aprovar as suas políticas sem nenhuma crítica ou contribuição. 

A luta continua

Se por um lado os parlamentares baianos e o governador Rui Costa insistem em não apresentar uma saída para a crise das universidades estaduais, por outro, historicamente o movimento docente das Ueba, ao lado do movimento estudantil, e com o apoio do Sintest, tem sido um polo cada vez mais fortalecido na defesa de um ensino superior público, gratuito e de qualidade.
 
Para a diretoria da ADUNEB, o governo Rui Costa (PT) fez uma escolha política de colocar a educação e os trabalhadores para pagarem pela crise. O que não difere das opções que o governo Michel Temer (PMDB) tem adotado nacionalmente. A perspectiva é que a resistência e a luta se fortaleça, com a comunidade universitária unificando suas pautas com os demais setores, na defesa de uma educação pública de excelência e uma alternativa para os trabalhadores e a juventude, frente ao atual cenário estadual e nacional.


ADUNEB faz contribuições ao 61º Conad

A ADUNEB marcou presença no 61º Conad – Conselho do ANDES-SN – Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, ocorrido no último final de semana, entre os dias 30 de junho e 2 de julho na cidade de Boa Vista (RR). O evento teve como tema central a “Defesa dos direitos sociais, da educação e serviços públicos”. Os representantes da ADUNEB debateram, ao lado de docentes do país inteiro, a atual conjuntura, opressões e os desdobramentos II Encontro Nacional de Educação (ENE), a fim de atualizar o plano de lutas políticas e sindicais da entidade.

As discussões passaram centralmente pelos debates sobre processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff e o atual governo de Michel Temer. As falas destacaram os ataques à classe trabalhadora e os cortes no orçamento da educação pública, combinados com a aceleração da retirada de direitos. Dessa forma, os delegados aprovaram para o próximo período a consigna: “Fora Temer, contra o ajuste fiscal e a retirada dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e cortes nas políticas sociais. Pela auditoria da dívida pública. Contra a política de conciliação de classe. Rumo à greve geral!”.

ADUNEB tem participação ativa

Durante o 61º Conad foi realizada a solenidade de posse da nova diretoria do ANDES-SN, que conta com dois representantes da diretoria da ADUNEB na Regional Nordeste III. Além disso, outro diretor do sindicato foi eleito como membro titular da Comissão Nacional da Verdade do ANDES-SN. Os trabalhos da Comissão buscam a investigação criteriosa para trazer à tona o debate sobre a memória e a história de um dos períodos mais negativos da política brasileira: a ditadura burgo-militar, iniciada em 1964. Um dos objetivos é reivindicar a revisão de Lei da Anistia, para que se possa punir torturadores e assassinos que atuaram a mando do estado militar.

Outra participação significativa da ADUNEB foi nas discussões sobre o combate às opressões. O evento marcou o lançamento de uma cartilha do Sindicato Nacional sobre questões relacionadas à luta contra o preconceito de gênero, sexualidade e étnico-raciais. A publicação surgiu a partir da uma sugestão da própria ADUNEB, realizada no Conad do ano passado, por meio de um Texto de Resolução (TR). Agora o material será distribuído em todas as seções sindicais e universidades nas quais o ANDES-SN tenha abrangência (leia aqui a cartilha). Para a diretoria da ADUNEB, a construção e distribuição da cartilha é importante, porque abre um espaço para que o tema seja discutido no ambiente sindical e nas universidades. O material será um instrumento tanto de combate quanto para potencializar a luta, sobretudo, frente aos assassinatos decorrentes de ações homofóbicas nas universidades brasileiras. A iniciativa deixa evidente como o Sindicato Nacional está comprometido com a luta de classes e contra as opressões.


Plenária 61º Conad


Greve Geral é recomendada pela Plenária dos servidores públicos da Bahia 

Grande Ato Público será construído em Salvador para o dia 20 de julho

A Plenária Geral dos servidores públicos da Bahia, realizada na quinta-feira (30) teve como principal encaminhamento a recomendação para que os sindicatos do funcionalismo público do Estado pautem o Indicativo de Greve em suas Assembleias de Base. A Plenária, organizada pela Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (Fetrab), teve a participação de inúmeras representações sindicais dos mais variados segmentos, entre eles educação, saúde, segurança pública, dentre outros. As discussões contaram com a presença de professores do Fórum das ADs, que reúne as Associações Docentes das Universidades Estaduais Baianas (Ueba). Outro encaminhamento foi a construção conjunta de um grande Ato Público e paralisação de um dia, em 20 de julho, em Salvador, realizada pelos funcionários públicos.

De acordo com a recomendação da Plenária, os sindicatos que representam as várias categorias do funcionalismo da Bahia devem realizar suas Assembleias Gerais de Base até 20 de julho, dia em que acontecerá o ato de reivindicação na capital do Estado. No dia 21 ocorrerá nova Plenária Geral para avaliar os avanços rumo à Greve Geral e definir mais estratégias de mobilização e luta em defesa da categoria contra o governo Rui Costa.


Representações sindicais compareceram em bom número
Ato Público

Segundo as representações sindicais, a expectativa é a realização de um forte Ato Público, com a presença de milhares de manifestantes, que denunciarão a política do governo Rui Costa de desmonte do serviço público e retirada de direitos trabalhistas. O local e a hora da atividade, em Salvador, serão amplamente divulgados em breve. 

Greve Geral

Desde o início do mandato o governador Rui Costa escolheu o funcionalismo público como seu inimigo número 1. Vários ataques às carreiras e trabalhadores já foram feitos, com retiradas de direitos trabalhistas garantidos em lei. Os motivos que levam os servidores públicos da Bahia a construção da Greve Geral não faltam:

Cofre cheio e mentira 

As ações do governo que estrangulam os recursos financeiros das Ueba e atacam os direitos dos cerca de 270 mil servidores públicos do Estado, têm como desculpa o falso discurso da dificuldade financeira dos cofres públicos e a adequação à Lei de Responsabilidade Fiscal. O engodo é desmentido pelos próprios relatórios do governo. Apenas no primeiro quadrimestre deste ano o superávit nos cofres da Bahia, divulgados por meio do documento de Avaliação de Cumprimento das Metas Fiscais mostram que as receitas do Estado totalizam 13,14 bilhões, o que significa um aumento de 7,40% em relação ao ano anterior. Informações também obtidas com o governo mostram que, em 2013, o superávit primário (saldo positivo entre despesas e receitas) da Bahia foi de R$ 300,8 milhões. Já em 2014, o saldo foi três vezes maior, chegando a R$ 1,13 bilhão. 

Reajuste linear

Previsto no Estatuto dos Servidores Públicos da Bahia, o reajuste linear da categoria tem como data-base o dia 1º de janeiro. Já há alguns anos o governo do Estado tem pago o reajuste com vários meses de atraso e ainda parcelado. Para este ano o governo Rui Costa intensificou o ataque e ameaça deixar os trabalhadores de bolso vazio, sem a pagamento. O reajuste linear, um direito do funcionário público, não é um aumento salarial, pois tem a função de repor as perdas da inflação do ano anterior. Até isso o governo petista quer cortar do trabalhador.

Exploração 

A recusa em pagar o que deve aos trabalhadores do serviço público prejudica diretamente mais de 270 mil famílias. Pior ainda é a situação de aproximadamente 30 mil desses servidores, que recebem valores abaixo do salário mínimo.

Crise das Ueba 

Desde 2012 os governos estaduais petistas de Jaques Wagner e Rui Costa já cortaram mais de R$ 73 milhões, em custeio e investimento, das Universidades Estaduais Baianas. A política educacional do Estado busca o sucateamento das Ueba e a precarização do trabalho de professores e servidores técnicos, privilegia o ensino particular, o lucro e os interesses das empresas privadas. Faltam docentes, técnicos, infraestrutura e equipamentos em laboratórios, salas de aula e bibliotecas, restaurantes universitários, ambulatórios de atendimento à saúde, política de permanência estudantil, etc.

Viúvas e pensionistas

Em agosto de 2015, sem ampla discussão e de maneira quase escondida, o governo da Bahia encaminhou à Assembleia Legislativa (Alba) o Projeto de Lei (PL) 21.435/15, que após aprovado mudou o Regime Próprio de Previdência dos Servidores do Estado da Bahia. A nova investida de Rui Costa contra os trabalhadores alterou o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e prejudicou, entre outros, viúvas e pensionistas (leia mais). 

PrevBahia

O governo da Bahia iniciou 2015 com mais um ataque à classe trabalhadora e aos servidores públicos. Em 5 de janeiro, a Alba aprovou o Projeto de Lei (PL) nº 21.024/14, que instituiu ao funcionalismo público estadual um regime de previdência complementar, o PrevBahia. Entre outros problemas, a norma fixou o limite máximo das aposentadorias e pensões dos servidores ao Regime Geral de Previdência Social, que possuía o valor de R$ 4.663.75. Assim, abaixou o limite máximo de aposentadoria e, caso o trabalhador necessite complementar a renda, passou a ser obrigado a aderir ao novo plano previdenciário (leia mais).

PL 257/16

De autoria da presidente afastada Dilma Rousseff, o PL 257/16 está entre as principais ofensivas governistas aos servidores municipais, estaduais, federais e toda a população, que necessita utilizar a rede de serviço público de saúde, educação e segurança pública. O projeto de lei prevê, entre outros itens, que por dois anos aconteça o congelamento de salários, a proibição de progressão na carreira, de realização de concursos públicos e aumento da contribuição à previdência (leia mais). 

PEC 

O presidente interino Michel Temer é o autor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241/16. A PEC propõe o congelamento dos gastos públicos por 20 anos, com o objetivo de transferir o orçamento economizado para o bolso de banqueiros, por meio do pagamento da dívida pública. Tal ação afetará principalmente os investimentos em saúde, educação, servidores e serviços públicos (leia mais). 

Pacote de maldades 2015

O pacote de maldades do governador, aprovado pela Assemblei Legislativa as vésperas do Natal de 2015, impôs aos funcionários públicos alterações em direitos trabalhistas históricos da categoria. A proposta do governo Rui Costa, aprovada mesmo sobre a forte reivindicação de centenas de servidores públicos, fez alterações por meio da PEC 22/2015, que modifica a estabilidade financeira do servidor e outros benefícios trabalhistas; e a Lei 13.471/2015, que modificou concessão de férias, estabilidade econômica para cargo de provimento temporário, licença prêmio, entre outros pontos. As duas normas foram publicadas no Diário Oficial da Bahia, em 31 de dezembro (leia mais). 

Por nenhum direito a menos e pela construção da Greve Geral. Juntos somos fortes!


Diretor da ADUNEB faz chamado à Greve Geral


Comunidade acadêmica das Ueba faz reivindicação no 2 de Julho

A manifestação do Bloco das Lutadoras e dos Lutadores marcou o Cortejo 2 de Julho deste ano. Para chamar a atenção da população e denunciar as políticas governistas contra os trabalhadores dos governos Temer, Rui Costa e ACM Neto, os integrantes da coluna estavam munidos de bandeiras, cartazes, faixas, panfletos e até fumaça colorida. O bloco era formado por integrantes de movimentos docente, sindicais, estudantis, sociais e outras organizações políticas.


Faixa sobre a Greve Geral abriu o bloco
 
Professores e estudantes das quatro Universidades Estaduais Baianas (Ueba) tiveram importante participação no bloco organizado pelo Espaço Unidade de Ação. Com cartazes e faixas com a frase “Pela sobrevivência das Universidades”, os integrantes da comunidade acadêmica das Ueba reivindicavam maior orçamento as universidades estaduais, garantia de direitos trabalhistas, aumento salarial de 15,5% a docentes e 1% da Receita Líquida de Impostos a permanência estudantil. 


Manifestação pela sobrevivência das Ueba
Greve geral

Os professores do Fórum das ADs também realizaram uma ampla distribuição de panfletos em que conclamaram o conjunto dos servidores públicos da Bahia a construção da Greve Geral em defesa dos direitos trabalhistas, sociais e contra o ajuste fiscal, que traz impacto somente à classe trabalhadora (leia o panfleto).  


Panfletagem realizada por diretoras da ADUNEB
Fora Temer

Por onde passavam docentes e estudantes recebiam aplausos e o apoio da população, sobretudo, quanto às reivindicações em favor da valorização do ensino público superior e pelo Fora Temer. Para a diretoria da ADUNEB, o governo interino da república, além de ser ilegítimo, tem intensificado o ataque ao trabalhador como, por exemplo, a proposta de limitação do direito à greve, o Projeto de Lei (PL) 257/16 e o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 241/16. Leia aqui mais sobre a PEC e o PL.


Bloco no final do Cortejo

Veja mais fotos do 2 de Julho no Facebook da ADUNEB.


Fundadora das Mães da Praça de Maio faz palestra na Uneb

A argentina Nora Cortiñas participa de duas atividades na quarta-feira (13). Evento é organizado pela ADUNEB e Proex

O Campus I da Uneb, em Salvador, recebe na quarta-feira (13), às 9h, a visita de Nora Cortiñas, uma das fundadoras do movimento argentino das Mães da Praça de Maio. A mesa redonda irá homenagear a luta das Mães de Maio em defesa dos direitos humanos. Já às 14h, em continuidade às discussões, ocorre a “Roda de Conversa com Movimentos Sociais e Núcleos de Pesquisa e Extensão da Uneb”, que contará com a presença dos movimentos sociais envolvidos na organização da atividade, da ADUNEB e dos núcleos de pesquisa e extensão da Uneb. Ambas as atividades serão realizadas no Auditório Jurandir Oliveira, no Departamento de Educação. A organização é da ADUNEB e da Proex/Uneb.

O evento realizado no Campus I será parte integrante da Jornada por Direitos Humanos, que acontece em Salvador de 11 a 17 de julho. A atividade, que também receberá a representante da organização Jubileu Sul das Américas, Beverly Keenes, refletirá   acerca da conjuntura política do Brasil neste último período. A programação da jornada foi viabilizada pela ADUNEB, Proex/Uneb, Jubileu Sul das Américas, Cese, Ceas, Cáritas, MSTB e Ufba.

Mães de Maio

Em 24 de março de 1976 foi instaurado o golpe militar na Argentina. Durante os anos da Ditadura Militar naquele país, o número de mortos chegou a mais de 30 mil, sendo caracterizado como um dos piores regimes ditatoriais do período na América Latina. Fruto desses assassinatos, chamados de “desaparecimentos políticos”, em 30 de abril de 1977, um grupo de mães, cujos filhos se encontravam entre esses desaparecidos políticos assassinados, deu início ao movimento que ficou conhecido por “Mães da Praça de Maio”. Desde então, toda quinta-feira, as Mães da Praça de Maio circulam a Pirâmide da praça. Reconhecidas mundialmente, já receberam doações e diversos prêmios internacionais. As Mães da Praça de Maio, hoje atuando em parceria com as Avós da Praça de Maio, são um símbolo importante de resistência e luta. 


Nora Cortiñas - Uma das fundadoras das Mães de Maio