Reitor José Bites falta em reunião com a ADUNEB
Pautas internas não avançam. Reunião seria a primeira após o Movimento Docente cobrar um posicionamento firme do gestor em defesa da universidade e contra os ataques do Estado
O Reitor da Uneb, José Bites, não compareceu à reunião previamente agendada e confirmada com os representantes da ADUNEB. Esse mais novo descaso do gestor com o Movimento Docente aconteceu nesta segunda-feira (28). A atividade foi requisitada pelo sindicato para discutir pautas internas da universidade. Devido à ausência de Bites, os possíveis encaminhamentos sobre vários problemas da Uneb não aconteceram. A discussão seria a primeira da ADUNEB com o Administrador Central, após o Fórum das ADs, em 14.03, cobrar um posicionamento firme do Fórum dos Reitores em defesa das Universidades Estaduais da Bahia, contra os ataques do governo Rui Costa (leia mais).
Sem explicar de maneira convincente a ausência do Reitor, seus representantes na reunião em nada contribuíram para o avanço da pauta. Entre os assuntos que seriam debatidos com José Bites estavam a cobrança sobre o trabalho das comissões, formadas no período da greve de 2015, para solucionar demandas internas, a exemplo da Comissão de Orçamento; Bolsa PAC (leia mais); garantia de direitos trabalhistas; e maior infraestrutura aos cursos e a discussão sobre o fechamento dos portões em paralisações e greves (leia mais).
De acordo com a diretoria do sindicato, durante a reunião desta segunda-feira, que ocorreu mesmo sem a presença do Reitor, o que se verificou foram discursos evasivos e inconsistentes por parte dos gestores. A maioria dos pontos tratados na reunião não apresentou nenhum avanço em relação as discussões iniciadas no período da greve de 2015. Durante aquele momento de radicalização, após a ocupação da Reitoria, os gestores se comprometeram com a comunidade acadêmica em construir comissões e grupos de trabalho para resolver os problemas internos da universidade (leia mais), a exemplo do debate sobre a construção de creches, restaurantes universitários e serviço médico regionalizado. Pressionados pela ADUNEB, referente a creches e auxílio creches, a informação dos representantes de Bites é que nos próximos 15 dias será publicada uma portaria para a instalação de uma comissão que terá a participação de docentes, técnicos e estudantes.
Sobre as comissões e grupos de trabalho a conclusão é que a maioria está parada, outras não chegaram a existir. A Comissão de Orçamento, uma das únicas que saiu do papel, prometeu, mas não cumpriu, a organização de um seminário sobre orçamento, que aconteceria em novembro do ano passado. Um dos objetivos seria iniciar as discussões sobre a construção do orçamento participativo na Uneb.
Segundo a diretoria da ADUNEB, a gestão Bites inicia o terceiro ano de administração e, até agora, ainda não demonstrou na prática por quê se elegeu. O único papel que a Administração Direta assume e faz com êxito é o de blindar os governos petistas de Jaques Wagner e Rui Costa. Eleito pela comunidade acadêmica para solucionar os problemas da Uneb, Bites mostra submissão ao governador, defende apenas os interesses do Estado e não se importa em se distanciar das demandas de professores, servidores técnicos e estudantes. Pautado em constantes promessas o Reitor atua como se ainda estivesse na campanha eleitoral. Na prática, apenas o vazio e o acúmulo de problemas.

Cobranças da ADUNEB e ausência do Reitor
1º de Abril na Bahia terá ato contra as mentiras na política
Setores da esquerda progressista estarão reunidos nesta sexta-feira, ás 16h, na Praça da Piedade, em Salvador
A CSP – Conlutas e seus demais sindicatos e entidades filiadas, em grande ato público, ocuparão a praça da Piedade nesta sexta-feira, 1º de abril, às 16h, em Salvador. O dia da mentira deste ano será marcado por reinvindicações contra as calúnias dos governos e por uma alternativa para os trabalhadores, a juventude e o povo pobre.
A ADUNEB, filiada à CSP – Conlutas, entende a importância do fortalecimento de um pólo independente aos atos governistas, da direita conservadora e a necessidade de construção de uma via alternativa, por fora da polarização entre PT x PSDB e PMDB que atenda, de fato, as demandas dos trabalhadores.
Para a diretoria da ADUNEB, o que não faltam são motivos para ir às ruas nesse 1º de abril: o ajuste fiscal do governo estadual e federal; os ataques ao funcionalismo público; os cortes na educação; a Lei Antiterrorismo e as medidas conservadoras, vindas do congresso, a exemplo da redução da maioridade penal; e o Projeto de Lei 5069, que dificulta o atendimento de mulheres em situação de violência sexual. O dia 1º será para dar um basta ao retrocesso.
O ato de Salvador será parte integrante de inúmeras reivindicações que acontecerão nacionalmente neste mesmo dia. A iniciativa é do Espaço de Unidade e Ação Nacional – fórum amplo composto por entidades do movimento sindical, social e estudantil.
Na Bahia, além do ato do dia 1º de abril, foi aprovado pela Executiva Estadual da CSP – Conlutas, um calendário de mobilizações para o próximo período. Confira:
Calendário de lutas
1º de abril: ato na Praça da Piedade em Salvador
7 de abril: ato em Defesa das Universidades Estaduais no Centro Administrativo da Bahia (CAB)
8 a 10 de abril: Encontro preparatório para ENE na UEFS
1º de maio Classista e Independente
Acesse a convocatória completa para a mobilização do dia 1º de abril clicando aqui.

Nota unificada SINTEST / ADUNEB
Posição da Reitoria sobre fechamento dos portões
Devido ao fortalecimento da direita e ao crescimento dos setores conservadores da sociedade, os movimentos sociais encontram-se em uma conjuntura difícil. Evidências desse cenário aconteceram nos atos, promovidos pela direita no último dia 13 de março, em que foram vivenciadas inúmeras demonstrações de prestígio a políticos como, por exemplo, o deputado federal Jair Bolsonaro, amplamente reconhecido por sua atuação retrógrada e conservadora, no Congresso Nacional, ao que se refere a direitos humanos e trabalhistas. Sua popularidade sobrepôs, inclusive, a outros conhecidos políticos de centro-direita, como Aécio Neves e Geraldo Alckmin, que foram vaiados e rejeitados na manifestação de São Paulo.
O fortalecimento da extrema direita levou à propagação do preconceito de classe, sobretudo, da intensificação dos ataques aos trabalhadores, com acirradas disputas nas ruas e agressões aos militantes de esquerda. Para piorar a conjuntura política e a ofensiva conservadora, a Lei Antiterrorismo, sancionada pelo Governo Dilma, apontou para o processo de criminalização dos movimentos sociais e, entre eles, o movimento sindical.
Nós, do SINTEST e da ADUNEB, somos contrários a qualquer ação de violência, seja no ataque direto às organizações da sociedade civil ou a qualquer outra forma, que venha ferir a democracia e os seus fóruns participativos e deliberativos. Nossa posição é de defesa incontestável da legalidade democrática, mesmo nos limites restritos dessa democracia liberal representativa, a qual ocorre no Brasil.
Em meio à ofensiva conservadora, de retirada de direitos, o SINTEST e a ADUNEB recebem com muita preocupação as notas da Reitoria, Fórum de Diretores e das Pós-Graduações que, em nome de uma suposta democracia, propuseram o impedimento das categorias e suas entidades de se manifestarem, considerando que as greves e as paralisações são instrumentos históricos e legítimos das lutas das/os trabalhadoras/es. Registramos que o fechamento dos portões e as greves realizadas pelos sindicatos de servidores técnico-administrativos e docentes são consequências da irresponsabilidade do Governo do Estado, que vem retirando direitos e reduzindo o orçamento da Uneb. Para evitar o sangramento das/os trabalhadoras/es e da educação pública superior, das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba), que viemos a público apresentar a nossa posição às notas e a tentativa da Reitoria e seus gestores em blindarem o governo estadual e interferirem na organização dos sindicatos desta Universidade.
As diretorias do SINTEST e da ADUNEB se posicionam veementemente contrárias às notas publicadas pela Administração Central. Ressaltamos que as deliberações sobre fechamento de portões, como mais uma forma de luta, acontecem em assembleias gerais das categorias e são realizadas de maneira amplamente democráticas. Questionar essas decisões, que são legitimadas pelo conjunto das categorias, é desrespeitar as entidades representativas da comunidade acadêmica, que possuem uma história longínqua de luta em defesa da educação pública superior e das UEBA. Além disso, questionar as deliberações das assembleias é afastar a Reitoria dos princípios democráticos que, em tese, deveriam pautar a universidade. Por outro lado, as alegações divulgadas pelo Reitor no seu primeiro documento não procedem, uma vez que tanto o Sintest, quanto a Aduneb atuam com sensibilidade, por meio dos seus comitês de ética, em autorizar as atividades essenciais da universidade, o que pode ser provado com os vários documentos que esses legítimos órgãos de representação possuem em seu acervo.
Em defesa de nossas categorias não nos intimidaremos. Nenhum passo atrás!
Diretorias SINTEST / ADUNEB
Ato Público em defesa das Universidades Estaduais da Bahia e dos direitos trabalhistas
Atividade acontece em Salvador, em 07 de abril
O Fórum das Associações Docentes, das Universidades Estaduais da Bahia (Fórum das ADs) convoca toda a comunidade acadêmica da Uneb, Uefs, Uesb e Uesc, a participar da grande manifestação e ato público, que acontecerá em 07 de abril. Professores, estudantes e servidores técnicos reivindicarão respeito aos direitos trabalhistas, condições de trabalho e estudo adequadas, bem como melhorias na política de permanência estudantil.

Seabra e Xique-Xique discutiram pauta interna no ADUNEB na Estrada
As reuniões da comitiva de professores do ADUNEB na Estrada, realizadas na semana passada, com as comunidades acadêmicas dos campi de Seabra (22) e Xique-Xique (23), foram consideradas de muito proveito. Essa é a análise da diretoria da Associação dos Docentes da Uneb, que no contato direto com a categoria, com servidores técnicos e estudantes, teve a oportunidade de debater a pauta interna da universidade.
Tanto no Campus XXIII, quanto no XXIV, os presentes na atividade tiveram a possibilidade de se apropriarem das bandeiras de luta do Movimento Docente. Um dos principais temas debatidos foi a necessidade da construção do Processo Estatuinte, momento no qual será elaborado um novo Estatuto à Uneb. Por onde passa a ADUNEB divulga e esclarece os princípios defendidos pelo sindicato, principalmente, a paridade nas discussões, com igualdades de condições aos três únicos segmentos da Uneb: docentes, discentes e técnicos. Tal princípio tem sido amplamente apoiado pela comunidade acadêmica.
Além da Estatuinte, outro tema debatido com preocupação nos dois campi foi o aumento dos casos de assédio. Na Uneb é necessária a criação de um mecanismo eficaz para inibir o problema. Devido ao crescimento dos assédios, as comunidades acadêmicas de Seabra e Xique-Xique solicitaram à ADUNEB uma nova visita, que tratará da questão tendo em vista as várias instâncias da universidade. Para essa ocasião também foi acordado o aprofundamento das discussões relacionadas à opressão de gênero.
Durante as reuniões, inúmeras demandas apresentadas evidenciaram a sucateamento da Uneb e a precarização do trabalho. No caso de Xique-Xique, por exemplo, relatos informaram que os cursos de Engenharia Ambiental e de Pesca, entre outros problemas, até os laboratórios têm o funcionamento comprometido por falta de reagentes, que deveriam ser utilizados em pesquisas com microscópios. A dificuldade é tanta que alguns docentes estão desistindo de suas pesquisas e migrando para outros temas que exigem menor estrutura.
Nesta quarta-feira (30) o ADUNEB na Estrada esteve em Paulo Afonso. A matéria sobre a atividade do Campus VIII será publicada no próximo Boletim Eletrônico.
Foto: Divulgação
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Debate no Campus XXIV
MOÇÃO DE REPÚDIO
A diretoria da Associação dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia repudia as atitudes fascistas do Missionário Sinval Alencar Silva, que expôs, ofendeu e violentou, numa aula pública realizada no Instituto Federal da Bahia (Campus de Eunápolis), realizado no último dia 23 de março, a estudante Jamylle Bispo Laureano e o professor Francisco Cancela, membros do Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias, Campus XVIII da Uneb. Num espaço público, organizado para discutir a crise política brasileira, com a presença de estudantes, professores e representantes dos movimentos sociais, o referido senhor cometeu um verdadeiro atentado ao direito de liberdade de pensamento e um evidente ato de violência contra uma estudante negra ao chama-la de “primata” numa fala raivosa, teoricamente esvaziada e politicamente condenável. O mesmo autor, de forma deliberada, ordenou a filmagem apenas de sua exposição e, após deixar covardemente o auditório, tratou de publicar nas redes sociais sua performance lastimável, incitando ainda mais a disseminação do ódio, do racismo e do fascismo. A diretoria da ADUNEB exige do poder público a imediata investigação e punição desse lamentável episódio, que representa mais uma evidência da ofensiva conservadora e das ameaças atuais ao Estado Democrático de Direito.
