Assembleia da ADUNEB aprova paralisação geral
Em defesa da categoria e contra o descaso do governo Rui Costa, os portões de todos os campi da Uneb ficarão fechados em 07 de abril
A Assembleia Geral dos professores da ADUNEB, realizada em 01.03, em Salvador, deliberou por unanimidade pela paralisação geral de um dia das atividades acadêmicas, com portões fechados. O Protesto acontecerá em 07 de abril. Entre os objetivos da ação, que foi indicada pelo Fórum das ADs, estão a denúncia dos frequentes ataques do governo Rui Costa às Universidades Estaduais da Bahia (Ueba), a exemplo dos cortes orçamentários; a retirada de direitos trabalhistas dos professores; e o silêncio do Palácio de Ondina à pauta de reivindicações 2016 da categoria. Além do Movimento Docente (MD) da Uneb, assembleias de professores da Uesb e Uesc já aprovaram a paralisação conjunta para o mesmo dia. A Uefs em breve também discutirá a questão. A expectativa é que também o MD daquela universidade some forças ao dia de protesto.
Além da paralisação, no mesmo dia 07 de abril, um grande ato público de reivindicação acontecerá em Salvador, com a participação das comunidades acadêmicas de todas as Ueba. Os detalhes sobre a manifestação na capital do Estado serão finalizados na próxima reunião do Fórum das ADs, que acontecerá em Salvador, no dia 14 deste mês, e amplamente divulgados a partir desta data.
Pauta de reivindicações
Protocolada em 18 de dezembro do ano passado, a pauta de reivindicações do Fórum das ADs, até o início deste mês de março, vem sendo ignorada pelo governo Rui Costa. Segundo a diretoria da ADUNEB, o Movimento Docente busca a negociação e, por enquanto, nem um contato foi feito pelo governo para o agendamento de uma reunião.
O MD reivindica 15,5% de aumento salarial. O cálculo foi feito com base em uma política de reposição inflacionária de 2015 e a manutenção da média das conquistas salarias nos últimos oito anos. Além da questão salarial, a pauta deste ano também contempla a defesa de direitos trabalhistas, como a reimplantação dos adicionais de insalubridade, cortados de maneira ilegal e arbitrária de 846 docentes das Ueba, em novembro do ano passado. No Campus I da Uneb, desde o final de janeiro, os seis cursos da área da saúde, realizam constantes paralisações, tencionam e lutam bravamente contra o governo petista para reaver o adicional cortado (leia mais).
De acordo com os docentes, outra questão que faz aumentar a indignação dos professores é a intenção do governo em não pagar este ano o reajuste linear dos servidores públicos, que é um direito da categoria garantido no Estatuto do Servidor Público. O reajuste serve apenas para repor as perdas inflacionárias do último período. Rui Costa ameaça confiscar esse dinheiro do bolso de quase 270 mil funcionários púbicos. Para que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados, o Fórum das ADs busca ainda a unidade de luta com outros sindicatos, que representam os demais segmentos do funcionalismo público.
A ADUNEB conclama toda a categoria a acompanhar as atividades e discussões do sindicato. É por meio da união de todas/os, muito poder de mobilização e tensionamento que novas conquistas surgirão.
Juntos somos fortes!

Assembleia aprova paralisação e ato público contra governo Rui Costa
Campus de Itaberaba paralisa atividades, tranca BR 242 e faz protestos nas ruas da cidade
A comunidade acadêmica da Uneb de Itaberaba, em protesto, nesta terça-feira (01) paralisou todas as atividades do campus, fez trancamento na BR 242 e manifestações nas ruas da cidade. As ações foram deliberadas em assembleia geral no Campus XIII, realizada na segunda-feira (29), com a presença de aproximadamente 200 pessoas, entre docentes, alunos e funcionários. O protesto acontece devido ao acúmulo de lixo nos departamentos, a falta de condições de higiene do campus e em solidariedade aos funcionários terceirizados da área da limpeza, que estão parados por falta de repasse de pagamento da empresa Medial (leia aqui a nota de apoio da ADUNEB. Inicialmente a paralisação irá até a terça-feira da próxima semana (08), quando nova assembleia decidirá os rumos do movimento.

Votação teve apenas uma abstenção
Segundo informações obtidas com servidores técnicos e professores locais, durante a assembleia, houve o entendimento de que seria uma situação desumana e de exploração a proposta de contratar apenas dois profissionais para a limpeza de dois pavilhões inteiros, além de o ato ser considerado um desrespeito com os dez funcionários que estão sem salário.
Fotos: Divulgação
Fotos: Divulgação

Protesto tranca a BR-242
A diretoria da ADUNEB saúda os companheiros da comunidade acadêmica da Uneb de Itaberaba, que demonstram força e união para a resolução das pautas internas da universidade. O sindicato acompanha a questão e também pressiona a Reitoria para a solução rápida do problema, que prejudica o conjunto dos trabalhadores terceirizados da limpeza e coloca em risco a saúde de toda a comunidade da Uneb, presente em 24 campi por todo o Estado da Bahia.

Manifestação ocupou as ruas da cidade
DCV intensifica manifestações – Protesto na Av. Paralela obrigou SEC a discutir pauta de reivindicações
Nesta terça-feira (01) professores e estudantes dos seis cursos da área da saúde da Uneb, Campus de Salvador, ocuparam a Avenida Paralela e as ruas do Centro Administrativo da Bahia. A manifestação fez parte da intensa agenda de mobilizações do Departamento de Ciências da Vida (DCV), que tem como bandeira de luta o retorno dos adicionais de insalubridade cortados dos docentes, além da melhoria na infraestrutura dos cursos que, entre outros pontos, necessitam de laboratórios, clínicas escola, contratação de professores, equipamentos e materiais didáticos.
Vestida de branco, com apito, nariz de palhaço e faixas de protesto, a comunidade acadêmica do DCV mostrou união e que, se o governo Rui Costa não der soluções aos problemas, as ações de protesto serão ainda mais intensas. A força do movimento desta terça-feira obrigou os representantes da Secretaria da Educação (SEC) a receber uma comissão de professores e estudantes para discutir a pauta de reivindicações.
Fotos: Dafis
Vestida de branco, com apito, nariz de palhaço e faixas de protesto, a comunidade acadêmica do DCV mostrou união e que, se o governo Rui Costa não der soluções aos problemas, as ações de protesto serão ainda mais intensas. A força do movimento desta terça-feira obrigou os representantes da Secretaria da Educação (SEC) a receber uma comissão de professores e estudantes para discutir a pauta de reivindicações.
Fotos: Dafis

Reivindicação ocupou Av. Paralela e ruas do CAB
Durante a apresentação da pauta, a comissão do DCV não poupou críticas ao governo Rui Costa. Segundo o relato dos professores presentes à reunião, os representantes da SEC desviaram a responsabilidade dos problemas à Reitoria da Uneb, pois seriam assuntos relacionados à gestão da universidade. Novamente os governistas tentaram desviar o foco da falta de investimento na educação pública com a desculpa da crise financeira do Estado. O único comprometimento feito à comissão do DCV foi o de tentar organizar uma mesa única de negociação com as secretarias da Administração, Educação e Relações Institucionais.
Durante as manifestações que têm ocorrido, desde o final de janeiro, as falas de denúncias feitas por docentes e estudantes demonstraram a forma precária na qual se encontram os cursos. O elevador da clínica de Fisioterapia, localizada no 3º subsolo, nunca funcionou, o que compromete o tratamento e a locomoção dos pacientes. A clínica de Fonoaudiologia, por problemas no telhado, foi encharcada pelas chuvas de fevereiro e está sem condições de trabalho. Já no curso de Medicina, a situação é ainda mais grave. Para que o 8º período da graduação tenha a possibilidade de iniciar o próximo semestre, é necessária a contratação de 20 professores, além da disponibilidade de campo de prática para a aprendizagem dos futuros médicos. Inúmeras outras questões que impactam os seis cursos também são apontadas.

Comunidade do DCV em protesto na SEC
Bolsa PAC – ADUNEB sai da Comissão e defende bolsa a todas/os que possuírem direito
Representantes da diretoria da ADUNEB, em reunião com o Pró-Reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Marcelo Ávila, em 01.03, entregaram um documento em que informa oficialmente a saída do sindicato da Comissão da Bolsa PAC. No texto a diretoria defende que a bolsa PAC é uma conquista histórica do Movimento Docente e, por respeito a essa conquista e à categoria, o programa deve garantir o benefício a todas/os os docentes que a pleitearem, desde que atendam os critérios regimentais.
A ADUNEB se manifesta contrária aos processos de seleção da PAC que, com o passar dos anos, tem a quantidade de bolsas reduzida pela Administração Central. O MD entende que a PAC é um direto e um investimento da universidade ao seu corpo docente.
O sindicato ressalta à categoria que continuará o exercício de fiscalizar o processo para evitar possíveis desvios e favorecimentos ilícitos. Porém, a partir de agora, para que o benefício contemple todos os pleiteantes que se enquadrarem nos critérios determinados, a disputa será pelo orçamento interno da universidade e suas prioridades.
A Bolsa PAC é um recurso orçamentário destinado a docentes e técnico-administrativos que estão em processo de qualificação de mestrado e doutorado. O Objetivo é arcar com parcela das despesas que uma pós-graduação strictu sensu exige.

Diretoras da ADUNEB na entrega do documento - Sindicato quer Bolsa PAC a todas/os
que possuírem direito
GTPE da ADUNEB discute a Base Nacional Comum Curricular
O Grupo de Trabalho de Política Educacional (GTPE) da ADUNEB, reunido na última sexta-feira (26), no Campus I, em Salvador, teve como discussão central a proposta do Governo Federal em criar a Base Nacional Comum Curricular. O objetivo do governo Dilma Rousseff é padronizar os currículos do ensino médio de todas as regiões do país.
Segundo a diretoria da ADUNEB, as discussões acumuladas sobre o tema servirão para que um representante do sindicato participe, no próximo final de semana, do GTPE nacional, do ANDES-SN, que acontecerá em Brasília. Nessa atividade, junto as demais seções sindicais do país, será elaborado um documento com a posição oficial do Sindicato Nacional, quanto à Base Nacional Comum Curricular. A análise será realizada tendo como base os princípios defendidos pelo MD: o ensino superior público, gratuito, de qualidade, laico e socialmente referenciado. Como o ANDES-SN é um sindicato organizado pela base, a ideia é que o documento final seja o mais representativo possível.
A ADUNEB defende que a discussão sobre a Base Nacional Comum Curricular precisa ser ampla e realizada nos diversos espaços educacionais, respeitando a comunidade escolar e as diversidades regionais, não apenas em salas virtuais como o Ministério da Educação faz neste momento. O tema é considerado polêmico e o MD, à princípio, analisa com receio a proposta, pois, vários outros programas oriundos do Governo Federal oferecem incentivos às instituições privadas de educação e a mercantilização do ensino, como os colocados em prática pelo Plano Nacional de Educação (PNE).

GTPE da ADUNEB durante discussão
Curso de formação política e sindical foi promovido pela ADUNEB em Lapa
A ADUNEB promoveu no Campus de Bom Jesus da Lapa, nos dia 27 e 28 de fevereiro, o curso de formação política e sindical “Crise Capitalista, Trabalhadores e Universidades Brasileiras”. Segundo a Comissão Organizadora, que contou com a participação da diretora local da ADUNEB, profa. Cynara Sento-Sé, o curso se mostra necessário diante da atual conjuntura nacional e mundial de crise do Sistema Capitalista. O cenário aponta, entre outras questões, para a retirada de direitos trabalhistas, ataques à classe trabalhadora, redução de salários e ajuste fiscal.
Para debater sobre a atual ordem mundial, suas repercussões e os interesses dos trabalhadores dentro do modelo capitalista burguês, o curso foi oferecido em três módulos: “História das lutas sociais”, ministrado pelo prof. Milton Pinheiro – Uneb / USP; “Economia política para trabalhadores”, com a orientação da profa. Sofia Manzano – Uesb / Unicamp; e “Crise e universidade brasileira”, oferecido pelo prof. Cristiano Ferraz – Uesb / Unicamp.
Ainda segundo os organizadores, a atividade gratuita serviu para instrumentalizar teoricamente as lutas locais. Além da comunidade acadêmica da Uneb, o curso teve a participação de representantes da Ufob, Instituto Federal Baiano, Sindicato dos Professores Municipais de Bom Jesus da Lapa, APLB e outros sindicatos de trabalhadores. Como o evento gerou uma grande lista de espera, a segunda edição do curso já está pré-agendada para o mês de maio.
Fique atento e garanta sua vaga.
Foto: divulgação
Foto: divulgação

Formação política e sindical - Participantes atentos ao curso
ADUNEB faz curso sobre “Feminismos: Histórias e Debates”
Para combater o atual processo da ofensiva conservadora no país, aconteceu no Campus da Uneb de Teixeira de Freitas, nos dias 27 e 28 de fevereiro, o minicurso “Feminismos: Histórias e Debates”. A atividade, ministrada pela professora Ediane Lopes, foi organizada por meio de uma parceria entre o Diretório Acadêmico e o Colegiado do Curso de História, junto com a ADUNEB.
Durante os dois dias de atividades foram discutidos temas como o feminismo negro, feminismo sufragista, noções de mulheres enquanto identidade para a luta, patriarcado, interseccionalidade, gênero como categoria e como relação, as pós-estruturalistas: suas contribuições e limites, feminismo marxista e a crítica ao feminismo pós-estruturalista.
Os interessados em receber o minicurso gratuito em seus campi devem entrar em contato com a ADUNEB: 71 3257-9333 / aduneb@aduneb.com.br .
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Comunidade de Teixeira de Freitas prestigiou o curso
Plantão jurídico – alteração de horário
O plantão da assessoria jurídica da ADUNEB, nesta sexta-feira (04), será realizado das 10h às 12h30, em virtude de resoluções de demandas de docentes antes deste período. A partir da próxima semana o atendimento voltará ao horário normal: quartas-feiras, das 13h30 às 17h30, e sextas-feiras, das 8h30 às 12h30.
Brinde – Agenda ADUNEB
Neste início de ano letivo a ADUNEB distribui como brinde aos seus associados uma agenda prática, discreta e de bom gosto. Aos docentes que ainda não a receberam, o presente está à disposição na sede do sindicato, no Campus I.
