Comunidade do DCV-I faz protesto por melhores condições de trabalho e infraestrutura aos cursos de saúde
Os seis cursos da área de saúde do Campus I da Uneb, de Salvador, demonstraram muita força e disposição, nesta segunda-feira (22), para o enfrentamento ao descaso do governo Rui Costa com a educação pública superior. Desde as primeiras horas do dia, professores e estudantes fizeram vários protestos com o objetivo de lutar contra o corte do adicional de insalubridade dos docentes (leia mais), por infraestrutura adequada aos cursos e política eficaz de permanência estudantil.
A questão da retirada do auxílio insalubridade, apenas na Uneb, impacta 148 professores. Segundo a diretoria da ADUNEB, o corte arbitrário foi realizado em novembro e, até o momento, o governo não demonstra vontade política de discutir o assunto e reimplantar o direito trabalhista.
As reivindicações desta segunda-feira iniciaram às 6h30, com cerca de 150 alunos do curso de Medicina, que em protesto caminharam do antigo Bahia Café-Hall, na Avenida Paralela, até a Secretaria da Administração (Saeb), no Centro Administrativo da Bahia. De acordo com os relatos dos estudantes, vários problemas atingem o curso, a exemplo dos alunos que ingressarão no 8º período no próximo semestre, que estão sem condições mínimas de estudo, pois faltam, entre outros itens, 20 docentes e campo de prática para a formação aos graduandos.

Comunidade acadêmica durante Ato Público
Logo depois, às 8h, em frente ao portão da Uneb, no bairro Cabula, dezenas de manifestantes, dos cursos de saúde da universidade, realizaram aula e ato público. Por meio de inúmeros discursos ficou evidente o descontentamento da comunidade acadêmica com a política de desmonte da educação pública, imposta pelo governo estadual. Segundo os professores, o problema da falta de estrutura do Departamento de Ciências da Vida (DCV-I) é histórico, pois primeiro foram criados os cursos para depois tentarem buscar a infraestrutura necessária aos mesmos. Somado a essa questão, as gestões dos governos estaduais baianos, desde longa data, entendem as Universidades Estaduais da Bahia como gastos e não como investimento social. O descaso do governo provoca problemas como falta de equipamentos em laboratórios, infraestrutura nas clínicas escola, déficit de docentes em todos os cursos, ausência de restaurante universitário e moradia estudantil, entre outros.
No final da manhã, os professores ainda realizaram protesto nas sinaleiras próximas à Uneb. No cruzamento das ruas Silveira Martins com Estrada das Barreiras, denunciaram à sociedade o governo estadual com faixas e palavras de ordem.
Ação jurídica
Além das ações políticas de reivindicação, o Fórum das ADs realizará uma reunião com as quatro assessorias jurídicas das Associações Docentes de Uneb, Uefs, Uesb e Uesc e representantes docentes. O objetivo é discutir sobre os encaminhamentos processuais. A atividade será realizada na próxima quinta-feira (25), em Vitória da Conquista, e visa intensificar a pressão sobre o governo para a reimplantação dos adicionais de insalubridade.

Professores do DCV - faixa e protesto nas ruas do Cabula
Professores e estudantes do DCV-I farão manifestação na Saeb nesta quarta (24)
Os docentes e alunos do Departamento de Ciências da Vida do Campus I (DCV-I) farão um protesto em frente à Secretaria de Administração do Estado da Bahia (Saeb), a partir 8h, nesta quarta-feira (24). A intenção é aumentar a pressão sobre o governo Rui Costa, para que sejam resolvidos problemas como a reimplantação do adicionar de insalubridade dos docentes e a infraestrutura inadequada dos cursos. A Comissão de Mobilização conclama toda a comunidade acadêmica da Uneb a comparecer ao ato de reivindicação.
A deliberação por intensificar a luta pela questão da insalubridade foi feita na assembleia dos professores do DCV-I, realizada na tarde desta segunda-feira (22), após as manifestações ocorridas no período da manhã (leia mais). Em conjunto com o movimento estudantil, entre os demais pontos da pauta, estão a contratação de professores, aquisição de equipamentos para laboratórios, infraestrutura adequada às clínicas escola de atendimento ao público externo, política eficaz de permanência estudantil, restaurante universitário, entre outros.
Para continuar a pressão ao governo, na Assembleia desta segunda-feira (22), foi deliberado que permanecerão paradas por tempo indeterminado todas as atividades práticas, inclusive estágios supervisionados de todos os cursos do DCV-I (atividades teóricas serão mantidas). Além disso, também continua a paralisação, em dias alternados, de todas as atividades acadêmicas docentes e discentes. As próximas datas de paralisação geral serão nesta quarta (24/02), sexta (26/02), terça (01/03) e quinta (03/03).
Acompanhe a agenda de mobilização:
24/02 – 8h – Reivindicação na Saeb, promovida pelo movimento unificado (estudantes e docentes);
26/02 – 8h – Dia de Luta contra o mosquito Aedes Aegypti (ação no Campus I);
01/03 – 8h – Vigília na Saeb, promovida pelo movimento unificado (estudantes e docentes);
03/03 – 8h – Atividade a definir

Faixa de denúncia carregada pelos professores
CONVITE GTPE ADUNEB
A ADUNEB convida todas/os as/os filiadas/os para participarem da reunião do Grupo de Trabalho de Política Educacional (GTPE), que será realizada nesta sexta-feira (26.02), às 15h, na sede da ADUNEB, no Campus I, em Salvador. A mediadora das discussões será a professora Célia Santana. A atividade tem o objetivo de fomentar o debate no interior do sindicato e contribuir na construção das discussões nacionais e na formulação de uma nota, que será publicada pelo ANDES-SN sobre os seguintes pontos:
- Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
- Escola sem Partido – PL 867/2015 e demais projetos de lei a ele apensados;
- Sistema Único de Educação Superior (PEC 10/2014);
- Debate/Elaboração de nota/texto sobre os documentos (PL 867/2015 e BNCC).
CSP-Conlutas-BA divulga atividades para o Dia Internacional da Mulher
Em virtude do Dia Internacional da Mulher e do combate ao machismo e a outras formas de opressão às minorias, o Setorial de Mulheres da CSP-Conlutas – BA, ao qual tem a participação da ADUNEB, organiza atividades que ocorrerão em várias localidades do estado.
A diretoria da ADUNEB convida a todas/os a participarem dos eventos, que tornam-se ainda mais importantes neste momento em que se faz necessário o enfrentamento à ofensiva conservadora que ocorre no país.
Programação:
Debate: A História do Feminismo e o debate de gênero e Classe: Lutas e Conquistas
Dia: 08/03
Local: Campus de Bom Jesus da Lapa
Horário: 09h às 12h
Mesa: Ediane Lopes (ADUNEB); Caroline Lima (ADUNEB); Cynara Sento-Sé (ADUNEB/Mediação)
Oficina: Violência contra as mulheres: múltiplas faces
Horário: 14h às 18h
Mesa: Ediane Lopes (ADUNEB); Caroline Lima (ADUNEB)
Violência contra as mulheres no mundo do Trabalho, um debate étnico-racial, de classe e de gênero
Data: 11/03
Local: Campus de Alagoinhas
Horário: 18h às 21h
Mesa: Roseli Afonso (MML); Zilmar Alverita (Ufba); Vamberto Ferreira (ADUNEB); Caroline Lima (ADUNEB); Representante do SINPA
Violência contra as mulheres no mundo do Trabalho, um debate étnico-racial, de classe e de gênero
Data: 12/03
Local: Entre Rios
Horário: 9h às 12h30
Mesa: Roseli Afonso (MML); Zilmar Alverita (Ufba); Vamberto Ferreira (ADUNEB); Caroline Lima (ADUNEB); Representantes do SISPEN; SINDFLORA
Violência contra as mulheres no mundo do Trabalho, um debate étnico-racial, de classe e de gênero
Data: 12/03
Local: Esplanada
Horário: 14h30 às 17h30
Mesa: Roseli Afonso (MML); Zilmar Alverita (Ufba); Vamberto Ferreira (ADUNEB); Caroline Lima (ADUNEB); Representante do SINDSERME
Debate: Zica Vírus, aborto e a vida das mulheres
Dia: 19/03
Local: Auditório ADUNEB (Salvador)
Horário: 9h às 12h30
Mesa: Monique Carneiro (MML); Caroline Lima (ADUNEB)
Assédio Moral e Opressões de Gênero: os tipos de violência presentes no mundo do trabalho e na Universidade
Data: 19/03
Horário: 14h (sujeito à alterações)
Local: UESC - Ilhéus
Mesa: Representantes do MML e Adusc.
Videoconferência “Invisibilidade e Opressões: Ciência e Trabalho Docente”
Data: 21/03
Horário: 14h às 18h
Local: Auditório ADUNEB
Mesa: Ediane Lopes (ADUNEB); Caroline Lima (ADUNEB); Luciana Souza (ADUNEB/Mediação)
Organização: ADUNEB e CSP-Conlutas
# A programação está sujeita a alterações.
# A programação está sujeita a alterações.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DOCENTE
Salvador, 23 de fevereiro de 2016.
A Diretoria Executiva Colegiada – ADUNEB SEÇÃO SINDICAL DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA, no uso de suas atribuições e de acordo com o que dispõe o seu Estatuto, convoca seus associados para uma ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DOCENTE, a realizar-se no dia 1º DE MARÇO DE 2016 (TERÇA-FEIRA), no AUDITÓRIO DA ADUNEB – CAMPUS I, às 09h30, em primeira convocação, e, às 10h, em segunda convocação, com qualquer número.
Pauta:
1 – Informes;
2 – Campanha de reivindicações 2016;
3 – Estatuinte;
4 – Pauta de reunião com a Reitoria;
5 – o que ocorrer.
Diretoria Executiva Colegiada ADUNEB
MOÇÃO DE APOIO À GREVE DOS PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE FEIRA DE SANTANA
O Fórum das ADs, espaço político de articulação entre as Seções Sindicais do Andes-SN (Adusc, Adufs, Adusb e Aduneb), vem por meio desta manifestar apoio e solidariedade à Greve dos/as Professores/as da Rede Municipal de Ensino de Feira de Santana. O principal ponto de reivindicação (Reserva de 1/3 da carga horária, conforme apontado pela Lei 11738/2008) é fundamental para a reestruturação da carreira do magistério, realização de novos concursos públicos, ampliação das possibilidades de progressão vertical na carreira, ampliação do número de mestres e doutores, conforme apontado como meta do Plano de Educação deste Município.
Aproveitamos a oportunidade para manifestar a nossa indignação frente à política educacional conduzido pelo prefeito José Ronaldo (DEM) ao longo das gestões dos anos 2000, na qual promoveu sucessivas fissuras no Estatuto do Magistério, patrimônio de luta construída por esta categoria. Também repudiamos o argumento utilizado pela gestão de que o cumprimento da pauta seria inviável devido ao limite prudencial do Orçamento da Folha de Pessoal, quando a pauta se arrasta em processo de negociação desde o ano de 2014, tempo suficiente para fazer o planejamento financeiro e posterior implantação da pauta.
Vale ressaltar o amplo apoio desta categoria em greve que realizamos no ano de 2015, quando pautamos a necessidade de aumento do percentual da Receita Líquida de Impostos para as Universidades Estaduais. Da mesma forma, a luta travada pelos professores não reivindica como central o aumento salarial já achatado pelo Piso Salarial, mas de cumprimento de uma lei que foi aprovada desde 2008.
Desejamos que esta luta não se encerre no desfecho desta greve, mas que possa denunciar o descaso deste governo com a contratação de estagiários, ausência de concurso público para áreas específicas, a forma clientelista da gestão municipal com as escolas que funcionam via convênio de ONGs, perseguições a professores com horas extras e em estágio probatório, a não aprovação do Plano Municipal de Educação discutido em 2015, dentre outras.
Saudações Sindicais.
Luiz Henrique dos Santos Blume
Coordenador do Fórum das ADs
