ADUNEB-Mail 2015 – Edição 596 (22/09/15)

 Grupo de trabalho finaliza redação do PL que dará mais autonomia as Ueba
 
Na última semana os professores do Fórum das ADs e os representantes do governo estadual finalizaram as discussões sobre a redação do Projeto de Lei (PL), que entrará em vigor a partir da revogação da Lei 7176/97. A atual norma é considerada autoritária pelos docentes, vem do período Carlista e impõe a ingerência administrativa e financeira nas Universidades Estaduais da Bahia (Ueba).

Durante os debates para a construção da nova lei o Fórum das ADs conseguiu fazer prevalecer a maioria de suas reivindicações, que tinham como princípio a autonomia de gestão, com respeito à democracia das universidades.

Com o finalização dos trabalhos, agora o texto passa a ser analisado pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), que depois retornará o PL ao Fórum das ADs. O Movimento Docente de cada uma das quatro Ueba fará assembleias gerais até o dia 2 de outubro, para que a categoria avalie a proposta de nova lei. Posteriormente, o documento deverá ser encaminhado à Assembleia Legislativa para a aprovação por parte dos deputados.

Para a diretoria da ADUNEB, a revogação da Lei 7176/97 e a aprovação da nova norma será uma conquista histórica da categoria docente, que há 18 anos luta contra a atual lei autoritária. A partir da nova norma será possível refletir sobre a solução dos problemas da Uneb de acordo com uma nova estrutura, principalmente, na construção das discussões sobre o processo Estatuinte na universidade.

Quanto a inclusão de uma cláusula no PL, que previa o final da lista tríplice e da indicação por parte do governador ao cargo de reitor/a, não houve um consenso entre o Fórum das ADs e governo. A resolução referente a questão está presente no Estatuto do Magistério Superior, e os representantes de Rui Costa se negaram a criar uma cláusula que viesse contrapor o estatuto. Os professores reforçam que a eleição direta à reitor continuará sendo uma bandeira de luta do Movimento Docente.


Reuniões ocorreram semanalmente
 
           
Comunicado ADUNEB – Paralisações SINTEST Uneb
 
Por solidariedade de classe a ADUNEB respeita e apoia as paralisações realizadas pelo Sintest Uneb, em protesto à crise financeira das Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) e pelos direito trabalhistas. Desta forma, a Associação conclama o coletivo de professores/as da universidade a terem a mesma postura. Salientamos nesse processo de mobilizações em curso, promovido pela categoria dos/as técnicos/as, a importância do fortalecimento do Fórum das 12, espaço de unidade entre as três categorias (estudantes, técnicos e docentes) que constroem as Ueba, como forma de potencializar a força do nosso movimento.  Tendo em vista a necessidade de estarmos em unidade, lutando em defesa da universidade pública e de melhores condições de trabalho, conclamamos os/as técnicos/as a debaterem em seus fóruns o iminente processo de Estatuinte da Uneb, numa perspectiva democrática e paritária entre as três categorias.

Diretoria Executiva Colegiada ADUNEB

 
Nesta quinta-feira (24) Jacobina recebe ADUNEB da Estrada
 
A comunidade acadêmica do Campus de Jacobina terá a oportunidade de discutir, junto aos representantes do Movimento Docente, a pauta interna da universidade nesta quinta-feira, 24.09, a partir das 14h horas, no auditório. É o projeto ADUNEB na Estrada que estacionará sua caravana no Campus IV.

Para a atividade os professores do sindicato convidam docentes, estudantes e técnico-administrativos que estão preocupados com os futuros caminhos da universidade. Na pauta, um dos temas a ser a discutido é a construção do processo Estatuinte na Uneb. Assédio moral, passagens docentes e o repasse sobre o andamento dos acordos, frutos da greve deste ano, também farão parte da reunião. Compareça!


ADUNEB em Jacobina
 
 
ADUNEB discute Estatuinte em Itaberaba. Sindicato também recebe denúncia sobre proposta de possível fechamento do Curso de História
 
Para debater as demandas da pauta interna da universidade, o projeto ADUNEB na Estrada esteve no Campus de Itaberaba na última quarta-feira (16). Entre outros temas, os professores do sindicato e a comunidade acadêmica do Campus XIII realizaram ampla discussão sobre o processo Estatuinte e os princípios defendidos pela ADUNEB referentes a instalação dos trabalhos. Leia aqui mais informações sobre a Estatuinte.

Durante as discussões, uma das reclamações da comunidade acadêmica local foi o por que os debates sobre a Estatuinte só começarem em Itaberaba a partir da visita da ADUNEB. Até então, os gestores não propuseram a discussão no local. Segundo os diretores da ADUNEB, o problema evidencia a falta de diálogo da Reitoria, que novamente se distância da comunidade acadêmica e tenta construir a Estatuinte apenas debatendo com o grupo gestor.

Ainda em Itaberaba, os representantes do sindicato receberam uma denúncia de que os gestores discutem o fechamento do vestibular para as turmas do noturno do Curso de História do Campus XIII. A justificativa seria a falta de salas de aula e a necessidade de oferecer mais espaço a outros cursos do Campus.

O Curso de História de Itaberaba noturno atende a uma importante demanda regional de estudantes que, em sua grande maioria, também são trabalhadoras e trabalhadores durante o dia. Diante desse cenário, a ADUNEB dá voz às indagações da Uneb local: como fica o compromisso da Reitoria com a comunidade externa? Onde está o comprometimento responsável da Administração Central com o desenvolvimento regional?

A diretoria da ADUNEB está alerta e acompanhará a questão. Caso a intenção de fechamento das novas turmas do período noturno avance, sem ampla discussão, o sindicado irá para o enfrentamento com os gestores.


Docentes explicam sobre a Estatuinte
 
 
ADUNEB na Marcha das/os Trabalhadoras/es. Rumo à greve geral

Junto a mais de quinze mil lutadores e lutadoras de todo o país, professores da ADUNEB e representantes de sindicatos e movimentos sociais que compõem a CSP-Conlutas Bahia, estiveram na capital paulista neste final de semana. A mobilização foi para somar forças às reivindicações contra o governo Dilma, Aécio Neves, Eduardo Cunha, Michel Temer e o ajuste fiscal.

Na sexta-feira (18), a atividade que reuniu milhares de manifestantes ocupou a Avenida Paulista. A Marcha dos Trabalhadores/as mobilizou inúmeras categorias, a exemplo de professores, funcionários dos Correios em greve, petroleiros, metalúrgicos, operários da construção civil e trabalhadores do transporte. Também marcaram presença lutadores dos movimentos sociais de várias frentes, como moradia, juventude e movimentos estudantis.

                                                                                                 Foto: CSP-Conlutas

CSP-Conlutas mostra força na Marcha
 
Já no sábado (19), no Sindicato dos Metroviários de São Paulo, aproximadamente 1.200 pessoas, representando 140 entidades sindicais, do campo e da cidade, movimentos populares e de luta contra as opressões, juventude e organizações políticas de esquerda, discutiram sobre os caminhos para a continuidade da luta.

                                                                                                  Foto: ANDES-SN

Trabalhadores, no dia 19, decidem pela intensificação da luta
 
Todos os discursos e análises de conjuntura apontaram para a intensificação das jornadas de luta. O objetivo maior é a construção da greve geral no país. Um dos encaminhamentos tirados foi a tarefa de mobilizar, para o próximo período, o “Outubro de Luta”, que deverá acontecer nos estados com as mesmas bandeiras políticas da marcha nacional deste dia 18.


Diretores da ADUNEB nas atividades de SP - luta pela classe trabalhadora
 
Fonte: CSP-Conlutas

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