ADUNEB-Mail 2015 – Edição 556 (05/03/15)

 Carta da diretoria da ADUNEB à comunidade acadêmica

Construir um plano de ação rumo à greve geral, e pela Esquerda!
 
Nós da ADUNEB filiados à CSP-Conlutas estamos construindo os Atos do dia 6 de março de 2015, e este será encarado como o ponto de partida de uma jornada de ações, que busque coordenar e ampliar as mobilizações em curso, envolvendo amplamente os mais diversos setores da juventude, movimentos populares, além das categorias organizadas nos sindicatos. Não será ainda um dia de paralisações, com o peso necessário para derrotar os duros ataques que nossa classe vem sofrendo.   Mas ganha importância para demarcar uma posição de classe aos atos programados para os dias 13 e 15 de março, capitaneados pelos setores governistas e pela oposição de direita, respectivamente. 

Salientamos ainda que, além da CSP-Conlutas, somos uma seção sindical filiada ao ANDES-SN, Sindicato Nacional que acabou de discutir e deliberar, no 34º Congresso, ocorrido em Brasília, de 23 a 28 de fevereiro, sobre o apoio e fortalecimento da CSP-Conlutas e a não participação nos atos propostos para os dias 13 e 15 de março. 

Para avançar na construção de um real plano de lutas unificado devemos impulsionar a realização de reuniões, plenárias ou encontros setoriais, regionais e estaduais.   Esses encontros devem ser amplos e abertos aos mais diversos setores dispostos a impulsionar a unidade, não se restringindo às entidades do Espaço de Unidade de Ação, e nosso esforço deve se dirigir para incorporar outros sindicatos, centrais, movimentos populares e de juventude.   Devem ser encontros abertos à base e dirigidos a coordenar e unificar as lutas contra o ajuste fiscal dos governos federal, estaduais e municipais e contribuir, dessa forma, para a construção de uma alternativa à falsa polarização entre o governo do PT e a oposição de direita.   Nos meses de março e abril, diversas categorias de trabalhadores têm suas campanhas salariais.

O funcionalismo federal tem uma semana de mobilização, paralisação e caravanas, em Brasília, entre os dias 6 e 10 de abril, sendo uma referência de unificação e realização de uma mobilização nacional.   Já os trabalhadores da educação, de distintos estados e municípios, têm paralisações agendadas a partir da segunda semana de março. É outro setor que se encontra em mobilização contra as políticas de ajuste dos governadores e prefeitos, e pode ser também uma referência na unificação das mobilizações.   

Dessa realidade, avançando as condições, podemos indicar uma data de paralisação ou greve geral nacional, diante disso, e a partir da conjuntura apresentada, nós da ADUNEB, filiada ao ANDES-SN e à CSP-Conlutas, seguindo orientação de nossa Central, compreendemos que os atos de 13 e 15 de março não representarão as pautas dos(as) trabalhadores(as), mas sim a defesa de um programa Governista, que retira Direitos (a ex.: das MP: 664 e 665) e de uma Oposição de Direita conservadora e elitista.

Dia 06 de março participaremos das mobilizações e marchas em defesa dos(as) trabalhadores(as), e de um projeto de Esquerda alternativo ao que está posto.

Leia aqui o comunicado da CSP-Conlutas. 


 

ADUNEB participa da Marcha das Mulheres nesta sexta-feira (06). Sindicato também promoverá, em 26 de março, debate sobre a violência contra a mulher


Nesta sexta-feira, dia 06 de março, a ADUNEB une forças à CSP-Conlutas – BA e Movimento Mulheres em Luta (MML), e integra a Marcha das Mulheres, que acontecerá a partir das 14h, na Praça do Campo Grande, em frente ao Teatro Castro Alves, em Salvador. Entre os objetivos da ação está a reivindicação contra as reformas política do governo Dilma Rousseff, que não contemplam a classe trabalhadora e a luta feminista. Durante a atividade os professores participarão de panfletagem para denunciar o machismo, o aumento dos casos de violência contra o sexo feminino, sem uma política séria de combate ao problema; e os ataques do governo aos direitos dos trabalhadores e da categoria docente. A marcha faz parte das atividades políticas que buscam dar visibilidade ao 8 de março – Dia Internacional da Mulher, e apoia a campanha pelo 1% do PIB para o combate as violências contra as mulheres. 

Segundo informações do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), o Brasil é o sétimo país do mundo que mais mata mulheres. A cada 2 horas uma brasileira é morta pela violência machis¬ta; a cada 2 minutos, 5 mulheres são espancadas e, a cada 10 segundos, uma mulher é vítima de estupro. 

Dados divulgados pelo MML mostram que, na Bahia, em 10 anos, a violência doméstica cresceu 174%. Entre 2008 e 2012, o número de estupros no mesmo estado saltou 127%. Atualmente a Bahia ocupa o 6º lugar no ranking de mortes de mulheres e, Salvador, está em 5º lugar dentre as capitais. Ainda segundo o MML, a rede de proteção à mulher vítima de violência é uma das mais desestruturadas do país, com apenas 19 delegacias especializadas e duas casas abrigos.

Debate sobre violência contra a mulher

Integrando as atividades do Dia Internacional da Mulher, a ADUNEB, a CSP-Conlutas e o MML, em 26 de março, quinta-feira, promovem o debate “Violências contra as mulheres – Reflexões sobre tipos e alcance das agressões”. As discussões acontecem no auditório da ADUNEB, no campus I, da Uneb da capital baiana, das 14h às 18h.

As debatedoras convidadas são a diretora estadual da ADUNEB, Ediane Lopes, Monique Carneiro (MML), Renata Mallet (PSTU) e Zilmar Alverita (PSOL). Participe!



6 de março: Coordenação Nacional da CSP-Conlutas aprova dia de luta e paralisações e chama a organizar a greve geral

A reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas realizada no último final de semana, em São Paulo, entre outras resoluções, aprovou a realização de um Dia Nacional de Lutas e Paralisações neste 6 de março, sexta-feira. 

O movimento dos trabalhadores precisa dar uma resposta imediata aos ataques promovidos recentemente pelo governo Dilma Rousseff. Diante da crise econômica que se agrava, os trabalhadores são os primeiros a sofrer as consequências. As empresas já começam a demitir sem que o governo se manifeste; foi reeditado o projeto de lei 4330, que favorece as terceirizações, que implicam em retirada de direitos dos trabalhadores; as medidas provisórias 664 e 665 anunciadas no início deste ano atacam benefícios fundamentais como o seguro-desemprego e o benefício das aposentadorias.

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Fonte: CSP-Conlutas
 












Docentes das universidades estaduais do Paraná mantêm greve

Os docentes e técnico-administrativos das sete universidades estaduais do Paraná decidiram no início desta semana, em suas respectivas assembleias, continuar a greve unificada das categorias por tempo indeterminado. Os professores reiteraram a pauta de reivindicações, entre as quais estão: a retirada do projeto de reforma da previdência, com a instituição da previdência complementar Paranáprevidência; o pagamento imediato do 1/3 de férias, que não foi pago a todos os servidores das universidades; e a retirada do projeto do governo de autonomia universitária que, segundo o movimento grevista, ocorreu sem diálogo.

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Fonte: ANDES-SN