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37º Congresso do ANDES-SN – Comissão organizadora não mede esforços para melhor receber os docentes



 A ADUNEB e o ANDES-SN promovem, em Salvador, na Universidade do Estado da Bahia, o 37º Congresso Nacional do ANDES-SN. As atividades começaram na última segunda-feira (22) e irão até a noite do próximo sábado (27). Essa é a primeira vez que a Associação dos Docentes da Uneb sedia as discussões do evento, que é considerado o mais importante espaço de deliberação e organização das lutas do Sindicato Nacional. Para receber da melhor maneira possível os participantes a comissão organizadora não mede esforços.

O Congresso de Salvador, de acordo com a ADUNEB, embora ainda esteja na metade, já pode ser considerado um dos maiores da história do ANDES-SN. São 581 participantes de todas as regiões do país, sendo 414 delegados, de 80 seções sindicais, com 122 observadores e 36 representantes da diretoria. Dez jornalistas cobrem a atividade.
 
Para a coordenação da ADUNEB, a realização do Congresso no Campus da Uneb demonstra o reconhecimento nacional da força do Movimento Docente baiano, em defesa da educação pública superior e da categoria. Uma história de luta que já é construída há mais de 30 anos. 
 
Reunião das comissões organizadoras local e nacional
 
Organização
 
Desde o momento em que o Congresso de 2017 decidiu pela realização da atividade deste ano na capital baiana, sediado pela ADUNEB, os coordenadores do sindicato fizeram questão que o evento ocorresse na própria Uneb. A universidade pública estadual é cravada no meio da comunidade da Engomadeira, no bairro Cabula. Apesar das dificuldades estruturais que passa, a Uneb acolhe parcela da população local em projetos de extensão, sobretudo, nas áreas de saúde e educação. “Nossa posição foi política para mostrar a importância e reforçar a necessidade da luta pela qualidade da universidade pública, voltada a atender as reais demandas da comunidade”, explicou a professora Camila Oliver, membro da comissão local de organização.
 
Docente do Campus da Uneb de Alagoinhas, Camila comenta que duas das preocupações foram a acessibilidade e a comodidade aos participantes do Congresso. A universidade foi construída em uma região de ladeiras, com vários desníveis. “Na medida do possível, buscamos organizar todas as atividades ao redor do Teatro Caetano Veloso, local em que acontecem as plenárias docentes”, comentou a professora. Camila ressalta ainda que todos os pontos importantes foram pensados detalhadamente, entre esses, containers sanitários, ambulância, feira de artesanato, lan house, bancas com venda de livros e food truck como mais uma opção de alimentação. Além disso, a segurança foi dobrada e técnicos ficam de plantão nas áreas de elétrica, hidráulica e informática. Todo o trabalho teve o amplo apoio da reitoria da Uneb. 
 
Feira de artesanato em frente a entrada do teatro
Monitores
 
Outro ponto fundamental para o sucesso do Congresso tem sido a atuação dos 30 monitores. Integrante da comissão organizadora e professor do Curso de Turismo e Hotelaria, Tabeu Belo, informou que o edital de seleção dos monitores prezou por alunos do próprio Campus I. “Está sendo a oportunidade dos estudantes vivenciarem na prática o que aprendem na sala de aula. Diante da heterogeneidade de demandas que temos no evento, além dos alunos e alunas de Turismo e Hotelaria, pudemos contemplar graduandos das áreas de saúde e comunicação. Todos terão certificados no final”.
 
Para que tudo ocorra dentro da normalidade, duas reuniões preparatórias foram feitas antes do início do evento. “Nossos monitores atuam em todas as áreas. Temos professores cadeirantes, que estão recebendo todo o atendimento. A equipe também oferece apoio na questão da gestão, da infraestrutura, no acompanhamento em sala, das plenárias, dos grupos de discussão, na secretaria, entre outros espaços”, afirmou o professor Tadeu Belo.
 
Estudante do Curso de Comunicação Social, Marcos Paulo Lima, é um dos monitores. Ele comenta como o trabalho tem sido enriquecedor. “É extremamente desgastante, mas é muito bom porque você acaba tendo experiência, conhecendo novas pessoas, de realidades distintas, aprendendo coisas que não vivencia diariamente. Isso é muito importante não só apenas pela questão curricular, mas também pelo crescimento pessoal. Tenho descoberto em mim qualidades que até então não sabia que possuía”, relatou o estudante.  
 
Profa Camila Oliver em reunião de treinamento com profissionais que atuam no evento
 
Espaço de recreação
 
Para que as mães e pais, de filhos pequenos, possam participar do Congresso sem preocupação, foi providenciado um espaço infantil. Também integrante da comissão de organização, Salete Vieira, docente de Turismo e Hotelaria, explicou que o local foi pensado para crianças de dois a 12 anos de idade. “As atividades foram planejadas para que a cada dia, a cada turno, as crianças tenham atividades diferentes para cada faixa etária. São quatro salas ao todo, com espaço de vídeo, sala de brinquedos e artesanato. Ainda cuidamos da alimentação e damos banho. Tudo feito com muito carinho pelos monitores e sob a supervisão de uma pedagoga”. A recreação funciona em um espaço cedido pelo Departamento de Ciências da Vida.
 
O serviço começa às 9h e vai até por volta da meia noite, ou até o momento em que os pais buscarem a última criança no local. 
 
Diversão no espaço infantil
 
Exposição fotográfica
 
Uma homenagem a história de luta do Movimento Docente baiano. Essa é a temática da exposição fotográfica, localizada no espaço coberto, em frente à biblioteca. Os registros fotográficos são de autoria do professor aposentado da Universidade Estadual de Feira de Santana, Balmukund Patel. Com olhar sensível e atento, ele eterniza por meio de suas lentes e técnica o cotidiano das lutas em defesa da educação pública superior e da categoria docente.
 
Exposição de fotos sobre o Movimento Docente
 
Neste dia 24, acontecem os grupos de discussão. De 25 a 27, ocorrem as plenárias que irão deliberar sobre os planos de lutas específicos dos setores das universidades estaduais e federais, as questões organizativas e financeiras, e a plenária de encerramento. De acordo com o coordenador da ADUNEB, Milton Pinheiro, todo o trabalho de organização e compromisso político foi para possibilitar que o conjunto dos delegados e observadores tivesse condição de trabalho adequado, no sentido de extrair uma pauta de lutas, que coloca que em movimento professores, professoras e a classe trabalhadora.