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Trabalhadores pararam o Brasil em Greve Geral. Em Salvador 80 mil foram às ruas



 A Greve Geral do dia 28 de abril fez história e parou o Brasil. Em Salvador e em todas as regiões do Estado houve uma adesão em massa aos protestos. A população, revoltada com o ilegítimo governo Temer (PMDB), atendeu ao chamado das centrais sindicais e outras organizações políticas, paralisou suas atividades e ocupou as ruas. A ADUNEB contribuiu com a construção das manifestações, que contou com a participação de professores, estudantes e servidores técnicos. Todas e todos contra a reforma da Previdência, trabalhista e a Lei da Terceirização.

Na capital baiana, desde as 6h da manhã, em protesto, manifestantes travaram o trânsito na região do Iguatemi, centro financeiro da cidade. A mobilização fez com que parte das principais avenidas da cidade ficassem vazias. Já no período da tarde, uma passeata saiu do Campo Grande em direção à Praça Castro Alves. De acordo com os organizadores, aproximadamente 80 mil pessoas marcharam juntas contra o governo Temer e sua política de retirada de direitos do trabalhador. 
 
Segundo depoimentos de historiadores à imprensa nacional, foi a maior Greve Geral já acontecida no país, com a adesão de cerca de 40 milhões de pessoas. A última havia ocorrido em 1989. Estimativa da Federação do Comércio (Fecomercio-SP), a greve causou um impacto de R$ 5 bilhões no faturamento do comércio, sendo R$ 1,6 bi apenas no Estado de São Paulo. 
 
Para a diretoria da ADUNEB, os números da vitoriosa Greve Geral vão muito além dos expressivos R$ 5 bilhões a menos no lucro das empresas à custa da exploração do trabalhador.  O protesto de 40 milhões de pessoas, de diferentes setores da sociedade e a unidade de ação conseguida entre as centrais sindicais e outras organizações políticas, fará pressão sobre o Congresso Nacional. Greves ainda maiores, organizadas conjuntamente pelas centrais sindicais, com a paralisação de mais setores produtivos, precisam continuar ocorrendo. Essa é a única maneira de barrar as reformas trabalhista e previdenciária. 
 
Interior
 
A comunidade acadêmica de vários campi da Uneb do interior também participaram da Greve Geral, a exemplo de Senhor do Bonfim, Barreiras, Teixeira de Freitas, Jacobina, Caetité e Eunápolis. Com muita disposição à luta, somaram forças aos atos locais. 
 
Em Senhor do Bonfim, durante toda a manhã foi realizada uma passeata, que saiu da praça da prefeitura municipal e percorreu as ruas do centro. A atividade foi construída por sindicatos da cidade e da região, com o apoio dos representantes locais da ADUNEB.
 
 
Já em Barreiras, protestos ocorreram em vários pontos do município ao mesmo tempo. As rodovias BR 135 e BR 242 foram fechadas. No centro da cidade aconteceu uma passeata e uma manifestação em frente à agência da Previdência Social. A Greve Geral em Barreiras também contou com a participação da comunidade acadêmica da Uneb, além de sindicatos e movimentos sociais. 
 
 
No município de Teixeira de Freitas, desde a 1h da manhã, os ônibus de transporte urbano não tiveram como sair da garagem. A BR 101, uma das principais rodovias do país, também foi fechada. Os manifestantes ainda fizeram passeata e vários protestos pelo centro da cidade.
 
 
Em Jacobina os organizadores consideraram a greve vitoriosa do ponto de vista da mobilização dos trabalhadores e estudantes. A adesão de inúmeros sindicatos, movimentos sociais e outras organizações políticas fez com que todos os bancos e 95% do comércio ficassem fechados. Uma grande passeata percorreu as ruas centrais da cidade, que culminou com o fechamento do acesso à BR 324 até o meio dia.
                                                                                                                                                        Foto: Site Jacobina Notícias
 
Caetité também participou da Greve Geral. Centenas de manifestantes, desde às 6h30 da manhã, paralisaram as BR 030 e BR 122. Depois, uma passeata percorreu diversas ruas do centro da cidade. Na Praça do Mercado aconteceu um ato público. Bancos e repartições públicas não funcionaram durante todo o dia. 
 
                                                                                                                                               Site Caetité Notícias
 
Em Eunápolis as categorias organizadas fizeram da pauta nacional um momento histórico no município. A ADUNEB e outras entidades e movimentos sociais ecoaram em um só grito, dizendo não às reformas previdenciária e trabalhista propostas pelo governo ilegítimo do Michel Temer. As principais lojas do comércio, bem como as agências bancárias, escolas, universidade foram fechadas e a maioria dos trabalhadores foi às ruas em protesto.
 
 
Veja mais fotos da passeata de Salvador no Facebook da ADUNEB (aqui).